“Não contem com a publicidade para omitir a realidade”, diz Conar sobre O Botícário com LGBT

Foi arquivado pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) o processo aberto contra a propaganda de Dia dos Namorados do Boticário, que exibiu um casal gay e lésbico neste ano. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (16).

O processo foi aberto em junho, depois de o órgão receber cerca de mil e-mails falando sobre o assunto – parte reclamou, dizendo que a peça é “desrespeitosa à sociedade e à família”, e outra defendeu, elogiando a iniciativa de abordar a diversidade.

Depois de avaliarem o comercial, o Conselho de Ética do Conar rejeitou por unanimidade o pedido de retirada do ar do comercial, por entender que o comercial mostrou apenas aspectos da realidade contemporânea.

O relator do processo escreveu: “Não contem com a publicidade para omitir a realidade”. E defendeu que a explicação de um casal homoafetivo a crianças “é uma missão, ainda que muito árdua, da família”, e não da publicidade.

O Boticário comemorou a decisão e declarou que o Conar entendeu a proposta e está de acordo em “abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor independente de idade, raça, gênero ou orientação sexual, representados pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados”.

O caso ainda cabe recurso, mas o julgamento vai servir de referência para outros casos semelhantes que forem levados ao órgão.
acapa.virgula.uol.com.br

Foi arquivado pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) o processo aberto contra a propaganda de Dia dos Namorados do Boticário, que exibiu um casal gay e lésbico neste ano. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (16).

O processo foi aberto em junho, depois de o órgão receber cerca de mil e-mails falando sobre o assunto – parte reclamou, dizendo que a peça é “desrespeitosa à sociedade e à família”, e outra defendeu, elogiando a iniciativa de abordar a diversidade.

Depois de avaliarem o comercial, o Conselho de Ética do Conar rejeitou por unanimidade o pedido de retirada do ar do comercial, por entender que o comercial mostrou apenas aspectos da realidade contemporânea.

O relator do processo escreveu: “Não contem com a publicidade para omitir a realidade”. E defendeu que a explicação de um casal homoafetivo a crianças “é uma missão, ainda que muito árdua, da família”, e não da publicidade.

O Boticário comemorou a decisão e declarou que o Conar entendeu a proposta e está de acordo em “abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor independente de idade, raça, gênero ou orientação sexual, representados pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados”.

O caso ainda cabe recurso, mas o julgamento vai servir de referência para outros casos semelhantes que forem levados ao órgão.
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