Traga meu filho para sepultar’, diz mãe de jovem achado morto na Inglaterra

achado5“Traga meu filho para sepultar aqui”, afirmou ao G1 a dona de casa Isis Oliveira, 56 anos, mãe do estudante pernambucano encontrado morto no campus da Universidade de Lincoln, na Inglaterra. A família do universitário em Gravatá, Agreste de Pernambuco, espera que o Ministério das Relações Exteriores faça o traslado do corpo do jovem para o Brasil. O Itamaraty se pronunciou na manhã desta quinta-feira (20), declarando “não haver previsão legal para custeio de traslado de corpo com recursos públicos”.
Ivson Nunes era o único filho da dona de casa, que tem como única fonte de renda a aposentadoria do marido. “Meu filho viajou para estudar, não para passear. Quero poder trazer meu filho de volta, mesmo que não possa abraçá-lo”, contou ao G1.
Em entrevista à TV Asa Branca, ela também disse que foi procurada pelo consulado. “O pessoal do consulado ligou para mim. O que eles me passam é que o Itamaraty não tem condições, que o governo brasileiro não tem condições de pagar o traslado. Eu desejo que traga o meu filho, quero que seja trazido o meu filho para eu poder sepultar ele aqui no Brasil”.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “por meio do Consulado-Geral em Londres, o Itamaraty tomou conhecimento do ocorrido no último dia 17 de agosto, e desde então tem mantido contato com a família do brasileiro e com as autoridades locais, no sentido de prestar toda a assistência consular devida”.

Entenda o caso
O jovem 26 anos foi encontrado morto no campus da Universidade de Lincoln, na Inglaterra. A família dele mora em Gravatá, Pernambuco, e recebeu uma ligação do consulado brasileiro na noite da segunda-feira (17) informando a morte. O corpo foi encontrado no domingo (16). A polícia ainda investiga a causa da morte. O corpo não foi encontrado com sinais de agressão, segundo a família. Um laudo deverá ser emitido em até dois meses.
De acordo com a mãe do rapaz, Ivson Nunes estava na Inglaterra há um ano e um mês e participava do programa “Ciência sem Fronteiras”. Ele estudava Design na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus de Caruaru. A passagem de volta ao Brasil estava marcada para o dia 5 de setembro.
Também segundo a mãe de Ivson, o corpo foi liberado na quarta-feira (19) e o traslado do corpo ainda não foi acordado entre o consulado e a família. “Meu filho era uma pessoa muito centrada. Tinha muitos projetos e já estava com a passagem comprada”, afirma a dona de casa Isis Oliveira.
Em nota, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lamenta a morte do estudante. “A causa da morte não foi divulgada pela polícia britânica. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) já está tomando as devidas providências para trazer o corpo de Ivson Luna Nunes de volta ao Brasil”, informa a instituição.
Entretanto, a Capes informou, também por meio de nota, que “está aguardando o posicionamento da polícia britânica e a formalização pelo Itamaraty para providências cabíveis a respeito da repatriação do corpo do estudante, procedimento padrão adotado para esses casos”.
G1

achado5“Traga meu filho para sepultar aqui”, afirmou ao G1 a dona de casa Isis Oliveira, 56 anos, mãe do estudante pernambucano encontrado morto no campus da Universidade de Lincoln, na Inglaterra. A família do universitário em Gravatá, Agreste de Pernambuco, espera que o Ministério das Relações Exteriores faça o traslado do corpo do jovem para o Brasil. O Itamaraty se pronunciou na manhã desta quinta-feira (20), declarando “não haver previsão legal para custeio de traslado de corpo com recursos públicos”.
Ivson Nunes era o único filho da dona de casa, que tem como única fonte de renda a aposentadoria do marido. “Meu filho viajou para estudar, não para passear. Quero poder trazer meu filho de volta, mesmo que não possa abraçá-lo”, contou ao G1.
Em entrevista à TV Asa Branca, ela também disse que foi procurada pelo consulado. “O pessoal do consulado ligou para mim. O que eles me passam é que o Itamaraty não tem condições, que o governo brasileiro não tem condições de pagar o traslado. Eu desejo que traga o meu filho, quero que seja trazido o meu filho para eu poder sepultar ele aqui no Brasil”.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirma que “por meio do Consulado-Geral em Londres, o Itamaraty tomou conhecimento do ocorrido no último dia 17 de agosto, e desde então tem mantido contato com a família do brasileiro e com as autoridades locais, no sentido de prestar toda a assistência consular devida”.

Entenda o caso
O jovem 26 anos foi encontrado morto no campus da Universidade de Lincoln, na Inglaterra. A família dele mora em Gravatá, Pernambuco, e recebeu uma ligação do consulado brasileiro na noite da segunda-feira (17) informando a morte. O corpo foi encontrado no domingo (16). A polícia ainda investiga a causa da morte. O corpo não foi encontrado com sinais de agressão, segundo a família. Um laudo deverá ser emitido em até dois meses.
De acordo com a mãe do rapaz, Ivson Nunes estava na Inglaterra há um ano e um mês e participava do programa “Ciência sem Fronteiras”. Ele estudava Design na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus de Caruaru. A passagem de volta ao Brasil estava marcada para o dia 5 de setembro.
Também segundo a mãe de Ivson, o corpo foi liberado na quarta-feira (19) e o traslado do corpo ainda não foi acordado entre o consulado e a família. “Meu filho era uma pessoa muito centrada. Tinha muitos projetos e já estava com a passagem comprada”, afirma a dona de casa Isis Oliveira.
Em nota, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lamenta a morte do estudante. “A causa da morte não foi divulgada pela polícia britânica. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) já está tomando as devidas providências para trazer o corpo de Ivson Luna Nunes de volta ao Brasil”, informa a instituição.
Entretanto, a Capes informou, também por meio de nota, que “está aguardando o posicionamento da polícia britânica e a formalização pelo Itamaraty para providências cabíveis a respeito da repatriação do corpo do estudante, procedimento padrão adotado para esses casos”.
G1