Parei pelo meu neto’, diz mulher que fumava 500 cigarros por semana

fumaceApós o neto fazer um apelo, a servidora pública Haydée Meireles, de 54 anos, que fumava 500 cigarros por semana, resolveu parar de fumar. Segundo ela, eram três carteiras por dia durante a semana e aos finais de semana chegava a fumar dez. Há quatro anos, Haydée conta que parou de fumar e que hoje não se imagina mais com o velho hábito.
“Um dia meu neto perguntou porque eu usava aquela porcaria e naquele momento resolvi que era preciso parar”, lembra. Como o Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado neste sábado (29), a servidora conta como foi sua luta contra o tabagismo. Fumante desde 15 anos, ela conta que foi induzida pela curiosidade. Por 35 anos, ela ficou como fumante.
“Quando resolvi parar, confesso que não foi fácil. Usei por 45 dias um adesivo fornecido pela Saúde, e isso me ajudou bastante. Além disso, tentava ocupar minha mente jogando paciência no computador. Parei pelo meu neto e por pensar que era melhor parar antes de ficar doente do que ter que fazer isso à força”, fala.
A servidora pública diz que quando vê outros fumantes hoje em dia, principalmente jovens, sente pena. “Sei o quanto é difícil parar e o quanto fumar faz mal. Graças a Deus e ao meu neto consegui largar esse vício, e hoje não tenho vontade nenhuma de voltar a fumar. Tenho muitos amigos que continuam com esse hábito. Espero que eles consigam sair disso, assim como eu”, afirma.
Economia de R$ 6 mil ao ano
Ao considerar que um maço de cigarro fabricado no Brasil na época em que a servidora pública fumava custava em média R$ 5, ela que consumia diariamente três maços de cigarro e aos finais de semana dez, no fim do mês o gasto era de em média R$ 100. Em um ano, Haydée chegou a gastar R$ 6 mil com cigarros.

‘Quero começar 2016 limpo’, diz jornalista
O jornalista Leandro Chaves, de 27 anos, está na luta para parar de fumar. Ele conta que começou quando tinha 19 anos e há 17 dias tem reduzido a quantidade de cigarros. Chaves chegou a fumar nove carteiras de cigarro por semana, atualmente ele reduziu para duas, somente aos finais de semana.
“No início era só uma brincadeira, somente quando eu ia beber no final de semana. Depois passei a fumar todos os dias. Era pelo menos uma carteira por dia e na sexta e sábado essa quantidade dobrava. Tenho tentado reduzir”, conta Chaves.
A vontade de parar surgiu quando Leandro percebeu que já estava sem o mesmo fôlego para fazer suas atividades. Ele conta que gosta de andar de bicicleta, e já não conseguia ter o mesmo ritmo. Além disso, o jornalista diz que o cheiro forte do cigarro incomodava no seu trabalho durante as entrevistas.
O jovem diz que pesquisou dicas de como parar de fumar na internet e tem tentado praticar. “Li que o melhor é ir parando aos poucos e foi o que fiz, venho reduzindo. Para tentar driblar a vontade de fumar, estou sempre com uma bala na boca, e tomando muita água, tem me ajudado. Coloquei na cabeça, e vou parar. Quero começar 2016 limpo”, diz.

Médica alerta para riscos do tabagismo
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, a pneumologista Rosely Barreiros alerta sobre os riscos causados pelo tabagismo e fala sobre os tratamentos para quem quer parar de fumar. Diariamente, milhares de pessoas enfrentam o desafio de abandonar o vício. Segundo a médica, a ajuda de especialistas e o apoio da família são fundamentais.
“O uso do cigarro tem vários efeitos, a fumaça pode causar o dano maior que é no pulmão, ou seja, doenças do sistema respiratório, como o enfisema pulmonar. Além disso, o tabagismo pode agravar os casos das pessoas que sofrem com asma. Isso sem falar nos cânceres de pulmão, boca, língua e laringe”, adverte a pneumologista.
Além disso, a médica destaca que quanto mais tempo a pessoa usa o cigarro maior são os seus riscos. “A cada um maço por dia, que são 20 cigarros, calculamos 20 anos para o usuário ter a carga tabágica, ou seja, para saber o grau de dependência, os riscos que essa pessoa já tem com o uso do tabaco. Lógico que isso vai muito da predisposição genética de cada um, tem gente que com cinco anos de tabagismo, já pode ter lesão vascular e outras doenças”, explica.
De acordo com a pneumologista, parar de fumar requer uma mudança na vida do fumante. Rosely diz que existem casos de pessoas que conseguem parar sozinhas, mas esses são os mais difíceis. Segundo a médica, a cada 10 pessoas que tentam parar de fumar sozinhas, sete voltam a fumar e, na segunda tentativa, acabam ficando menos estimuladas. A médica acredita que o fumante precisa, além da força de vontade, de tratamento para conseguir deixar o vício.
“Deixar de fumar tentando sozinho é possível, mas não é o jeito mais fácil. Quando a gente fala em parar de fumar, existem tratamentos para auxiliar nessa fase, porque normalmente a pessoa que fuma é ansiosa e descarrega essa ansiedade no cigarro. Então, o tratamento com adesivos para reposição de nicotina é uma opção”, diz a médica.
Em média, é necessário três meses para que o paciente consiga largar o cigarro, mas, segundo a médica, de acordo com cada caso, alguns poderão conseguir superar o vício em menos tempo.
Rio Branco tem maior número de fumantes da Região Norte
Com um percentual de fumantes, acima de 18 anos, de 9,7%, Rio Branco é a capital com o maior número de pessoas que consomem cigarro da região Norte. Os números são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014) e foram divulgados pelo Ministério da Saúde.
A pesquisa analisou o período de 2006 a 2014. Em segundo lugar está Boa Vista com 9,3%, em seguida Manaus 8,3%, Porto Velho 7,9%, Macapá 7,5%, Belém 7,0% e Palmas com 6,7%. Em uma pesquisa anterior da Vigitel, realizada entre 2006 e 2013, Rio Branco havia tido uma redução de 52% na prevalência de tabagismo em adultos.
Ainda segundo o levantamento da Vigitel de 2014, repassado pelo Ministério da Saúde, 9,7% da população da capital do Acre, Rio Branco, é fumante.

Ações de combate ao tabagismo
O tabagismo, segundo o Ministério da Saúde, é responsável pelo desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Ainda de acordo com o órgão, o uso do tabaco continua sendo a principal causa de mortes evitáveis.
A priorização do atendimento de quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) pode ser mensurada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE. Em 2013, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%.
Atualmente, das 39.228 equipes de saúde na família, mais de 23 mil em todo o país estão prontas para oferecer o tratamento ao tabagismo em 5.460 municípios. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra de medicamentos (adesivos, gomas e pastilhas de nicotina e bupropiona) ofertados no tratamento contra o tabagismo.
G1

fumaceApós o neto fazer um apelo, a servidora pública Haydée Meireles, de 54 anos, que fumava 500 cigarros por semana, resolveu parar de fumar. Segundo ela, eram três carteiras por dia durante a semana e aos finais de semana chegava a fumar dez. Há quatro anos, Haydée conta que parou de fumar e que hoje não se imagina mais com o velho hábito.
“Um dia meu neto perguntou porque eu usava aquela porcaria e naquele momento resolvi que era preciso parar”, lembra. Como o Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado neste sábado (29), a servidora conta como foi sua luta contra o tabagismo. Fumante desde 15 anos, ela conta que foi induzida pela curiosidade. Por 35 anos, ela ficou como fumante.
“Quando resolvi parar, confesso que não foi fácil. Usei por 45 dias um adesivo fornecido pela Saúde, e isso me ajudou bastante. Além disso, tentava ocupar minha mente jogando paciência no computador. Parei pelo meu neto e por pensar que era melhor parar antes de ficar doente do que ter que fazer isso à força”, fala.
A servidora pública diz que quando vê outros fumantes hoje em dia, principalmente jovens, sente pena. “Sei o quanto é difícil parar e o quanto fumar faz mal. Graças a Deus e ao meu neto consegui largar esse vício, e hoje não tenho vontade nenhuma de voltar a fumar. Tenho muitos amigos que continuam com esse hábito. Espero que eles consigam sair disso, assim como eu”, afirma.
Economia de R$ 6 mil ao ano
Ao considerar que um maço de cigarro fabricado no Brasil na época em que a servidora pública fumava custava em média R$ 5, ela que consumia diariamente três maços de cigarro e aos finais de semana dez, no fim do mês o gasto era de em média R$ 100. Em um ano, Haydée chegou a gastar R$ 6 mil com cigarros.

‘Quero começar 2016 limpo’, diz jornalista
O jornalista Leandro Chaves, de 27 anos, está na luta para parar de fumar. Ele conta que começou quando tinha 19 anos e há 17 dias tem reduzido a quantidade de cigarros. Chaves chegou a fumar nove carteiras de cigarro por semana, atualmente ele reduziu para duas, somente aos finais de semana.
“No início era só uma brincadeira, somente quando eu ia beber no final de semana. Depois passei a fumar todos os dias. Era pelo menos uma carteira por dia e na sexta e sábado essa quantidade dobrava. Tenho tentado reduzir”, conta Chaves.
A vontade de parar surgiu quando Leandro percebeu que já estava sem o mesmo fôlego para fazer suas atividades. Ele conta que gosta de andar de bicicleta, e já não conseguia ter o mesmo ritmo. Além disso, o jornalista diz que o cheiro forte do cigarro incomodava no seu trabalho durante as entrevistas.
O jovem diz que pesquisou dicas de como parar de fumar na internet e tem tentado praticar. “Li que o melhor é ir parando aos poucos e foi o que fiz, venho reduzindo. Para tentar driblar a vontade de fumar, estou sempre com uma bala na boca, e tomando muita água, tem me ajudado. Coloquei na cabeça, e vou parar. Quero começar 2016 limpo”, diz.

Médica alerta para riscos do tabagismo
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, a pneumologista Rosely Barreiros alerta sobre os riscos causados pelo tabagismo e fala sobre os tratamentos para quem quer parar de fumar. Diariamente, milhares de pessoas enfrentam o desafio de abandonar o vício. Segundo a médica, a ajuda de especialistas e o apoio da família são fundamentais.
“O uso do cigarro tem vários efeitos, a fumaça pode causar o dano maior que é no pulmão, ou seja, doenças do sistema respiratório, como o enfisema pulmonar. Além disso, o tabagismo pode agravar os casos das pessoas que sofrem com asma. Isso sem falar nos cânceres de pulmão, boca, língua e laringe”, adverte a pneumologista.
Além disso, a médica destaca que quanto mais tempo a pessoa usa o cigarro maior são os seus riscos. “A cada um maço por dia, que são 20 cigarros, calculamos 20 anos para o usuário ter a carga tabágica, ou seja, para saber o grau de dependência, os riscos que essa pessoa já tem com o uso do tabaco. Lógico que isso vai muito da predisposição genética de cada um, tem gente que com cinco anos de tabagismo, já pode ter lesão vascular e outras doenças”, explica.
De acordo com a pneumologista, parar de fumar requer uma mudança na vida do fumante. Rosely diz que existem casos de pessoas que conseguem parar sozinhas, mas esses são os mais difíceis. Segundo a médica, a cada 10 pessoas que tentam parar de fumar sozinhas, sete voltam a fumar e, na segunda tentativa, acabam ficando menos estimuladas. A médica acredita que o fumante precisa, além da força de vontade, de tratamento para conseguir deixar o vício.
“Deixar de fumar tentando sozinho é possível, mas não é o jeito mais fácil. Quando a gente fala em parar de fumar, existem tratamentos para auxiliar nessa fase, porque normalmente a pessoa que fuma é ansiosa e descarrega essa ansiedade no cigarro. Então, o tratamento com adesivos para reposição de nicotina é uma opção”, diz a médica.
Em média, é necessário três meses para que o paciente consiga largar o cigarro, mas, segundo a médica, de acordo com cada caso, alguns poderão conseguir superar o vício em menos tempo.
Rio Branco tem maior número de fumantes da Região Norte
Com um percentual de fumantes, acima de 18 anos, de 9,7%, Rio Branco é a capital com o maior número de pessoas que consomem cigarro da região Norte. Os números são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2014) e foram divulgados pelo Ministério da Saúde.
A pesquisa analisou o período de 2006 a 2014. Em segundo lugar está Boa Vista com 9,3%, em seguida Manaus 8,3%, Porto Velho 7,9%, Macapá 7,5%, Belém 7,0% e Palmas com 6,7%. Em uma pesquisa anterior da Vigitel, realizada entre 2006 e 2013, Rio Branco havia tido uma redução de 52% na prevalência de tabagismo em adultos.
Ainda segundo o levantamento da Vigitel de 2014, repassado pelo Ministério da Saúde, 9,7% da população da capital do Acre, Rio Branco, é fumante.

Ações de combate ao tabagismo
O tabagismo, segundo o Ministério da Saúde, é responsável pelo desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Ainda de acordo com o órgão, o uso do tabaco continua sendo a principal causa de mortes evitáveis.
A priorização do atendimento de quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) pode ser mensurada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE. Em 2013, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%.
Atualmente, das 39.228 equipes de saúde na família, mais de 23 mil em todo o país estão prontas para oferecer o tratamento ao tabagismo em 5.460 municípios. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra de medicamentos (adesivos, gomas e pastilhas de nicotina e bupropiona) ofertados no tratamento contra o tabagismo.
G1