Um a cada cinco casais brasileiros são inférteis

infertil“Eu e meu marido nos amamos muito, já estamos casados há alguns anos. Sempre nutrimos o sonho de ter filhos, e decidimos que este é o momento. Mas, já há alguns meses, temos tentado e a gravidez não vem”. Relatos como este se repetem a cada dia e referem-se a um quadro de infertilidade, doença que atinge um a cada cinco casais, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o número de cônjuges inférteis chega a quase 8 milhões. “A infertilidade é mais comum do que se imagina. Os tratamentos, em vários casos, podem ser bem simples, e já apresentam 50% de sucesso. E, mais do que nunca, estão ao alcance de todos”, avalia o médico Assumpto Iaconelli Júnior, médico especialista em fertilização, diretor da Clínica de Reprodução Assistida ART.
A OMS define infertilidade como a “incapacidade de conceber após, pelo menos, um ano de tentativas, sem o uso de métodos contraceptivos”. Em alguns casos, no entanto, a falta de informação sobre o assunto faz com que os casais demorem tempo demais para buscar algum tratamento. No caso da mulher, principalmente, não perder tempo é fundamental. “Após os 35 anos, existe uma perda natural e gradativa na qualidade dos óvulos, reduzindo as taxas de fecundidade”, ressalta Iaconelli.
Sabe-se que 40% dos casos de infertilidade estão relacionadas ao homem, outros 40%, à mulher, e o restante envolve simultaneamente os dois parceiros ou não apresenta causa conhecida. Vários fatores podem desencadear o processo, desde exposição à poluição ou pesticidas, uso excessivo de cigarro ou álcool e até mesmo doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Os tratamentos variam de acordo com a causa. “Podem ser utilizados com sucesso procedimentos e técnicas simples, como indução da ovulação e cirurgias. Em casos mais complexos, ou quando os tratamentos simples não são bem sucedidos, as técnicas de reprodução assistida, realizadas em laboratório, são a alternativas mais indicadas”, recomenda o especialista.
A fertilização in vitro é o tratamento mais conhecido. Neste caso, a fecundação é feita em laboratório e os embriões formados são transferidos para o útero. Para evitar a transmissão de doenças hereditárias como diabetes, HIV, fibrose cística, adenoleucodistrofia e Anemia de Fanconi, é possível realizar o Diagnóstico Genético Pré-Implantação, o PGD, permitindo a identificação destas ainda no estágio de embrião, antes mesmo de sua implantação no útero materno. A técnica vem sendo aprimorada há mais de 20 anos.
Passos a seguir
O ponto de partida para a investigação de uma possível infertilidade é o exame clínico do casal. Durante a consulta, o próprio histórico de cada um pode apontar para possíveis causas como história de infecções, cirurgias ou mesmo a presença de anovulação. O passo seguinte é a investigação laboratorial através de dosagens hormonais e a realização de um espermograma. Na seqüência, são feitos os exames ultrassonográficos e radiológicos, para avaliação do útero, ovários e trompas.
“Somente depois de obtidos os resultados, é que podemos indicar o melhor tratamento para cada caso”, diz Iaconelli. Ele salienta, ainda, que a infertilidade conjugal envolve aspetos biológicos, psicológicos e sociais. “Os casais que vivem essa situação, bem como os profissionais que se dedicam ao seu tratamento, devem considerar esses três aspectos antes de decidirem a respeito do método terapêutico a ser empregado”, finaliza.
msn.com

infertil“Eu e meu marido nos amamos muito, já estamos casados há alguns anos. Sempre nutrimos o sonho de ter filhos, e decidimos que este é o momento. Mas, já há alguns meses, temos tentado e a gravidez não vem”. Relatos como este se repetem a cada dia e referem-se a um quadro de infertilidade, doença que atinge um a cada cinco casais, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o número de cônjuges inférteis chega a quase 8 milhões. “A infertilidade é mais comum do que se imagina. Os tratamentos, em vários casos, podem ser bem simples, e já apresentam 50% de sucesso. E, mais do que nunca, estão ao alcance de todos”, avalia o médico Assumpto Iaconelli Júnior, médico especialista em fertilização, diretor da Clínica de Reprodução Assistida ART.
A OMS define infertilidade como a “incapacidade de conceber após, pelo menos, um ano de tentativas, sem o uso de métodos contraceptivos”. Em alguns casos, no entanto, a falta de informação sobre o assunto faz com que os casais demorem tempo demais para buscar algum tratamento. No caso da mulher, principalmente, não perder tempo é fundamental. “Após os 35 anos, existe uma perda natural e gradativa na qualidade dos óvulos, reduzindo as taxas de fecundidade”, ressalta Iaconelli.
Sabe-se que 40% dos casos de infertilidade estão relacionadas ao homem, outros 40%, à mulher, e o restante envolve simultaneamente os dois parceiros ou não apresenta causa conhecida. Vários fatores podem desencadear o processo, desde exposição à poluição ou pesticidas, uso excessivo de cigarro ou álcool e até mesmo doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Os tratamentos variam de acordo com a causa. “Podem ser utilizados com sucesso procedimentos e técnicas simples, como indução da ovulação e cirurgias. Em casos mais complexos, ou quando os tratamentos simples não são bem sucedidos, as técnicas de reprodução assistida, realizadas em laboratório, são a alternativas mais indicadas”, recomenda o especialista.
A fertilização in vitro é o tratamento mais conhecido. Neste caso, a fecundação é feita em laboratório e os embriões formados são transferidos para o útero. Para evitar a transmissão de doenças hereditárias como diabetes, HIV, fibrose cística, adenoleucodistrofia e Anemia de Fanconi, é possível realizar o Diagnóstico Genético Pré-Implantação, o PGD, permitindo a identificação destas ainda no estágio de embrião, antes mesmo de sua implantação no útero materno. A técnica vem sendo aprimorada há mais de 20 anos.
Passos a seguir
O ponto de partida para a investigação de uma possível infertilidade é o exame clínico do casal. Durante a consulta, o próprio histórico de cada um pode apontar para possíveis causas como história de infecções, cirurgias ou mesmo a presença de anovulação. O passo seguinte é a investigação laboratorial através de dosagens hormonais e a realização de um espermograma. Na seqüência, são feitos os exames ultrassonográficos e radiológicos, para avaliação do útero, ovários e trompas.
“Somente depois de obtidos os resultados, é que podemos indicar o melhor tratamento para cada caso”, diz Iaconelli. Ele salienta, ainda, que a infertilidade conjugal envolve aspetos biológicos, psicológicos e sociais. “Os casais que vivem essa situação, bem como os profissionais que se dedicam ao seu tratamento, devem considerar esses três aspectos antes de decidirem a respeito do método terapêutico a ser empregado”, finaliza.
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