Joia com chip escondido é nova arma para combater estupros

joiaUm pingente composto por uma pedra preciosa e um microchip é a nova arma para o combate às agressões sexuais na Índia, onde foram registrados mais de 100 casos por dia no ano passado, conforme dados oficiais.
Idealizado por cinco jovens engenheiros indianos que começaram a vender a joia pela internet, o Safer, nome dado ao pingente, possui um sistema oculto na parte posterior de uma gema. Ele é capaz de mandar um aviso de perigo através de um aplicativo para smartphones.
O alerta pode ser localizado pelo Google Maps graças ao sistema de GPS incorporado ao microchip.
Quando o pingente é apertado duas vezes seguidas, os “guardiões” – contatos de emergência escolhidos pela pessoa – recebem uma mensagem pela internet ou SMS alertando sobre a situação de perigo vivido pela possível vítima, assim como sua localização exata.
Dessa forma, as novas tecnologias entram na luta contra o estupro no país com dispositivos vestíveis. O Safer já é uma realidade dentro da lista de acessórios úteis para evitar o crime e que estão disponíveis no mercado indiano.
Entre os itens estão peças íntimas que descarregam 3.800 quilowatts sobre o agressor, sprays de pimenta e até mesmo meias com pelos.
E quem mais fica satisfeito com o desenvolvimento tecnológico aliado à segurança são os pais das jovens, disse à Agência Efe o diretor de Vendas e Marketing da Leaf, empresa que comercializa o Safer, Paras Batra.
“As meninas ficam encantadas com o design, mas os que tiveram melhor reação foram os pais, que se sentem mais seguros”, comentou.
O novo dispositivo é uma mistura de pragmatismo, pois vela pela segurança de mulheres e meninas, e estética, sem representar uma carga adicional como muitos dos acessórios disponíveis.
“Pensamos em algo que não fosse uma coisa a mais para a mulher carregar. As indianas gostam de joias, por isso que fomos às joalherias e descobrimos que os pingentes são os mais procurados”, disse Batra, acrescentando que o Safer foi um objeto pensado para não ser usado contra a vítima.
“Se você usa um spray de pimenta, por exemplo, o agressor pode roubá-lo e utilizá-lo”, considerou o diretor da companhia.
Apesar dos benefícios, Batra ressaltou que o Safer é apenas um sistema de alerta sobre uma potencial situação de risco e não um elemento dissuasório para evitar a agressão sexual.
Os pedidos podem ser realizados pelo site da Leaf por preços especiais por meio de uma campanha de crowdfunding. A empresa espera começar a produção em massa do Safer e começar as vendas em lojas de Nova Délhi, Mumbai e Bangalore até novembro.
“Nosso objetivo é conseguir 50 mil rúpias (US$ 7,5 mil)”, disse Batra, ao explicar que já foram obtidos 30% dos recursos necessários para o projeto, que tem até o final de setembro para obter o restante.
Os engenheiros da Leaf já estão pensando em como melhorar o primeiro modelo. Para isso, eles têm tido apoio da polícia para desenvolver um serviço que alerte às forças de segurança em caso de estupro, melhorando a resposta das autoridades às agressões.
“Estamos em contato com a polícia para que possamos gerar uma alerta que também chegue às delegacias, comunicando-os por rádio, para que possam chegar mais rápido à cena do crime”, salientou o diretor financeiro da Leaf, Manik Mehta.
G1

joiaUm pingente composto por uma pedra preciosa e um microchip é a nova arma para o combate às agressões sexuais na Índia, onde foram registrados mais de 100 casos por dia no ano passado, conforme dados oficiais.
Idealizado por cinco jovens engenheiros indianos que começaram a vender a joia pela internet, o Safer, nome dado ao pingente, possui um sistema oculto na parte posterior de uma gema. Ele é capaz de mandar um aviso de perigo através de um aplicativo para smartphones.
O alerta pode ser localizado pelo Google Maps graças ao sistema de GPS incorporado ao microchip.
Quando o pingente é apertado duas vezes seguidas, os “guardiões” – contatos de emergência escolhidos pela pessoa – recebem uma mensagem pela internet ou SMS alertando sobre a situação de perigo vivido pela possível vítima, assim como sua localização exata.
Dessa forma, as novas tecnologias entram na luta contra o estupro no país com dispositivos vestíveis. O Safer já é uma realidade dentro da lista de acessórios úteis para evitar o crime e que estão disponíveis no mercado indiano.
Entre os itens estão peças íntimas que descarregam 3.800 quilowatts sobre o agressor, sprays de pimenta e até mesmo meias com pelos.
E quem mais fica satisfeito com o desenvolvimento tecnológico aliado à segurança são os pais das jovens, disse à Agência Efe o diretor de Vendas e Marketing da Leaf, empresa que comercializa o Safer, Paras Batra.
“As meninas ficam encantadas com o design, mas os que tiveram melhor reação foram os pais, que se sentem mais seguros”, comentou.
O novo dispositivo é uma mistura de pragmatismo, pois vela pela segurança de mulheres e meninas, e estética, sem representar uma carga adicional como muitos dos acessórios disponíveis.
“Pensamos em algo que não fosse uma coisa a mais para a mulher carregar. As indianas gostam de joias, por isso que fomos às joalherias e descobrimos que os pingentes são os mais procurados”, disse Batra, acrescentando que o Safer foi um objeto pensado para não ser usado contra a vítima.
“Se você usa um spray de pimenta, por exemplo, o agressor pode roubá-lo e utilizá-lo”, considerou o diretor da companhia.
Apesar dos benefícios, Batra ressaltou que o Safer é apenas um sistema de alerta sobre uma potencial situação de risco e não um elemento dissuasório para evitar a agressão sexual.
Os pedidos podem ser realizados pelo site da Leaf por preços especiais por meio de uma campanha de crowdfunding. A empresa espera começar a produção em massa do Safer e começar as vendas em lojas de Nova Délhi, Mumbai e Bangalore até novembro.
“Nosso objetivo é conseguir 50 mil rúpias (US$ 7,5 mil)”, disse Batra, ao explicar que já foram obtidos 30% dos recursos necessários para o projeto, que tem até o final de setembro para obter o restante.
Os engenheiros da Leaf já estão pensando em como melhorar o primeiro modelo. Para isso, eles têm tido apoio da polícia para desenvolver um serviço que alerte às forças de segurança em caso de estupro, melhorando a resposta das autoridades às agressões.
“Estamos em contato com a polícia para que possamos gerar uma alerta que também chegue às delegacias, comunicando-os por rádio, para que possam chegar mais rápido à cena do crime”, salientou o diretor financeiro da Leaf, Manik Mehta.
G1