PMs presos por alterar cena de crime deixam delegacia sob protesto no Rio

policiaisOs cinco PMs que foram presos administrativamente após serem flagrados alterando a cena de um homicídio no Morro da Providência, Zona Portuária do Rio, deixaram a 4ª DP (Central) por volta das 20h30 desta terça-feira (29). Dezenas de pessoas que estavam na porta fizeram um protesto e, para conter a confusão, várias bombas de efeito moral foram lançadas pelo Batalhão de Choque na porta da delegacia.
Os policiais prestaram depoimento sobre o vídeo em que aparecem forjando um auto de resistência de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, baleado durante operação na comunidade. O menino tinha três passagens pela polícia: tráfico, injúria e ameaça.
De acordo com o delegado André Leiras, da Divisão de Homicídios (DH), dois PMs foram presos em flagrante por fraude processual – o que põe a arma na mão do morto e atira e o que atira para o alto.
A conduta dos outros três será analisada individualmente e um inquérito será instaurado para investigar o homicídio. Os cinco foram para a DH por volta das 20h40, para prestar novo depoimento. Os dois presos em flagrante serão encaminhados para o Batalhão Prisional.
Moradores da Providência tentaram impedir que o carro com os cinco PMs deixasse a delegacia. Um mulher chegou a bater no carro dos policiais, sendo repreendida e afastada pelo Batalhão de Choque.
Após a passagem do carro, a rua da delegacia foi fechada pelos manifestantes. Caixotes e lixo foram postos na via e incendiados por volta das 21h.

Se rendeu, diz testemunha
Segundo testemunhas, ele se rendeu antes de ser morto e chegou a levantar as mãos. Mesmo assim, ele foi executado com tiros a queima-roupa, segundo a moradora.
“Eu estava dormindo. Acordei assustada com os tiros. Muito tiro. Fui, olhei da janela. De repente eu deparei com o menino. Ele estava armado, mas ele se rendeu”, contou.
Ao ser questionada pela repórter se Eduardo atirou, ela garantiu que não, mas reiterou que ele estava armado e disse saber que ele tinha relação com o tráfico de drogas.
“Ele se rendeu. Podia levar preso. Eles podiam levar presos sim. Era dever deles levar preso, não matar”, repetiu a testemunha, ressaltando que os policiais atiraram a queima-roupa. “Ele gritou ‘ai ai’ e caiu no chão de bruços. Depois que ele levantou as mãos ele tomou o tiro”, disse.

Cena do crime alterada
Moradores da comunidade flagraram policiais militares alterando a cena do homicídio de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, em um beco da comunidade.
Nas imagens, PMs mexem na cena do crime e um deles chega a colocar uma arma na mão do jovem baleado e fazer dois disparos para o lado. Antes, um outro policial faz um disparo com sua própria arma, para o alto, para simular um confronto.
O moradores que gravaram o vídeo narram a cena e dizem que ouviram o jovem ainda teria gritado de dor. “Ele gritou ‘ai ai ai”, diz uma testemunha.
Os cinco policiais que teriam participado na ação foram presos administrativamente e, por volta das 18h30, estavam na 4ª DP (Praça da República) prestando depoimento.
Inicialmente, o caso foi registrado como auto de resistência. Com o vídeo nas mãos, no entanto, a Polícia Civil foi à favela para encontrar o policial que fez o registro e deu início à investigação. A morte também será investigada, pela Divisão de Homicídios.
Por volta das 18h40, equipes da DH e policiais militares voltaram ao Morro da Providência para realização de perícia.
Em nota, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que “repudia atos como esse” e determinou “rigor nas investigações com punição exemplar dos responsáveis”.
O comando da Polícia Militar disse, em nota, que avalia como “gravíssima a atitude dos policiais e não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta”. “A Corregedoria Interna da Polícia Militar determinou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar para analisar a permanência dos policiais na corporação. A apuração ficará a cargo da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM)”, diz o texto.
Em sua defesa, os PMs disseram que foram encontrados um rádio transmissor, uma pistola 9 mm e munições com o jovem.
Segundo moradores que flagraram a ação, os policiais estariam forjando uma reação de Eduardo, que teria sido morto por eles momentos antes.
No Instituto Médico Legal (IML), familiares disseram ao G1 apenas que têm certeza que o adolescente foi confundido com um traficante, mas não quiseram dar mais declarações.

Protesto
Moradores fizeram uma manifestação na região da Pedra Lisa, em um dos acessos que dão na parte de trás da Central do Brasil. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, os policiais da própria UPP Providência contiveram o protesto e a situação se acalmou sem feridos. O policiamento foi intensificado.
G1

policiaisOs cinco PMs que foram presos administrativamente após serem flagrados alterando a cena de um homicídio no Morro da Providência, Zona Portuária do Rio, deixaram a 4ª DP (Central) por volta das 20h30 desta terça-feira (29). Dezenas de pessoas que estavam na porta fizeram um protesto e, para conter a confusão, várias bombas de efeito moral foram lançadas pelo Batalhão de Choque na porta da delegacia.
Os policiais prestaram depoimento sobre o vídeo em que aparecem forjando um auto de resistência de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, baleado durante operação na comunidade. O menino tinha três passagens pela polícia: tráfico, injúria e ameaça.
De acordo com o delegado André Leiras, da Divisão de Homicídios (DH), dois PMs foram presos em flagrante por fraude processual – o que põe a arma na mão do morto e atira e o que atira para o alto.
A conduta dos outros três será analisada individualmente e um inquérito será instaurado para investigar o homicídio. Os cinco foram para a DH por volta das 20h40, para prestar novo depoimento. Os dois presos em flagrante serão encaminhados para o Batalhão Prisional.
Moradores da Providência tentaram impedir que o carro com os cinco PMs deixasse a delegacia. Um mulher chegou a bater no carro dos policiais, sendo repreendida e afastada pelo Batalhão de Choque.
Após a passagem do carro, a rua da delegacia foi fechada pelos manifestantes. Caixotes e lixo foram postos na via e incendiados por volta das 21h.

Se rendeu, diz testemunha
Segundo testemunhas, ele se rendeu antes de ser morto e chegou a levantar as mãos. Mesmo assim, ele foi executado com tiros a queima-roupa, segundo a moradora.
“Eu estava dormindo. Acordei assustada com os tiros. Muito tiro. Fui, olhei da janela. De repente eu deparei com o menino. Ele estava armado, mas ele se rendeu”, contou.
Ao ser questionada pela repórter se Eduardo atirou, ela garantiu que não, mas reiterou que ele estava armado e disse saber que ele tinha relação com o tráfico de drogas.
“Ele se rendeu. Podia levar preso. Eles podiam levar presos sim. Era dever deles levar preso, não matar”, repetiu a testemunha, ressaltando que os policiais atiraram a queima-roupa. “Ele gritou ‘ai ai’ e caiu no chão de bruços. Depois que ele levantou as mãos ele tomou o tiro”, disse.

Cena do crime alterada
Moradores da comunidade flagraram policiais militares alterando a cena do homicídio de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, em um beco da comunidade.
Nas imagens, PMs mexem na cena do crime e um deles chega a colocar uma arma na mão do jovem baleado e fazer dois disparos para o lado. Antes, um outro policial faz um disparo com sua própria arma, para o alto, para simular um confronto.
O moradores que gravaram o vídeo narram a cena e dizem que ouviram o jovem ainda teria gritado de dor. “Ele gritou ‘ai ai ai”, diz uma testemunha.
Os cinco policiais que teriam participado na ação foram presos administrativamente e, por volta das 18h30, estavam na 4ª DP (Praça da República) prestando depoimento.
Inicialmente, o caso foi registrado como auto de resistência. Com o vídeo nas mãos, no entanto, a Polícia Civil foi à favela para encontrar o policial que fez o registro e deu início à investigação. A morte também será investigada, pela Divisão de Homicídios.
Por volta das 18h40, equipes da DH e policiais militares voltaram ao Morro da Providência para realização de perícia.
Em nota, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que “repudia atos como esse” e determinou “rigor nas investigações com punição exemplar dos responsáveis”.
O comando da Polícia Militar disse, em nota, que avalia como “gravíssima a atitude dos policiais e não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta”. “A Corregedoria Interna da Polícia Militar determinou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar para analisar a permanência dos policiais na corporação. A apuração ficará a cargo da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM)”, diz o texto.
Em sua defesa, os PMs disseram que foram encontrados um rádio transmissor, uma pistola 9 mm e munições com o jovem.
Segundo moradores que flagraram a ação, os policiais estariam forjando uma reação de Eduardo, que teria sido morto por eles momentos antes.
No Instituto Médico Legal (IML), familiares disseram ao G1 apenas que têm certeza que o adolescente foi confundido com um traficante, mas não quiseram dar mais declarações.

Protesto
Moradores fizeram uma manifestação na região da Pedra Lisa, em um dos acessos que dão na parte de trás da Central do Brasil. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, os policiais da própria UPP Providência contiveram o protesto e a situação se acalmou sem feridos. O policiamento foi intensificado.
G1