Doriva vê evolução no clássico, e São Paulo descompactado com Osorio

Doriva viu evolução no rendimento do São Paulo na derrota por 3 a 1 para o Santos, no clássico da última quarta-feira, no Morumbi, pela primeira semifinal da Copa do Brasil. A análise é comparativa ao desempenho do time nos jogos anteriores, diante de Vasco (2 a 2) e Fluminense (revés por 2 a 0). O comandante se apega ao volume de chances criadas no primeiro San-São para acreditar na virada na Vila Belmiro, na próxima quarta-feira – o Tricolor precisa vencer por três gols de diferença para conseguir a vaga na final.
Na sua visão, o Tricolor jogava descompactado antes da sua chegada, sob o comando de Juan Carlos Osorio. Doriva não citou o nome do colombiano, mas deixou a crítica clara e relatou dificuldade para mudar a cabeça dos atletas. Ele foi contratado pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, no dia 7 de outubro.
– No primeiro jogo com o Fluminense, tivemos pouco tempo. O time teve uma performance bem distante do que entendo como ideal. Contra o Vasco melhorou e diante do Santos teve uma resposta muito positiva, na parte de leitura tática e posicionamento. O time conseguiu compactar as linhas. Antes, jogava descompactado, com ataque sem função defensiva. Gosto de delegar funções a todos. O futebol moderno exige isso – afirmou.
Doriva também disse que não julga ser esse o momento necessário para usar métodos do colombiano, à frente da seleção do México, para conseguir vitórias. Diante do Coritiba, a promessa é de usar força máxima, neste domingo, às 17h, no Couto Pereira, pelo Brasileiro.
– Não penso assim. Vou colocar o que penso ser ideal. Tenho convicção do que é ideal e vou cobrar dos atletas o que penso ser importante para vencer. É sempre difícil assumir na metade de um trabalho. Você muda a maneira de jogar e tem de convencer o atleta das funções em campo. A receptividade tem sido boa. Houve margem de melhora que me animou. Vamos seguir dando sequência ao trabalho para as vitórias chegarem. Não posso falar do trabalho do meu antecessor. A leitura que fiz, desde que cheguei, foi que ficava descompactado. Entendo futebol compactado, com pressão alta e a linha de trás acompanhando – afirmou.
Doriva reconheceu o problema da falta de aproveitamento das chances criadas contra o Santos, mas classificou a deficiência como algo incontrolável. E também admitiu necessidade de diminuir os gols sofridos – foram sete bolas na rede em três partidas.
sempre difícil assumir na metade de um trabalho. Você muda a maneira de jogar e tem de convencer o atleta das funções em campo. A receptividade tem sido boa. Houve margem de melhora que me animou. Vamos seguir dando sequência ao trabalho para as vitórias chegarem”.
– Nós mantivemos o Santos no campo defensivo e brigamos pela segunda bola, adiantando a marcação. Tivemos um aproveitamento importante nesse aspecto. Houve volume ofensivo, mas não transformamos em gols. Não dá para controlar o aproveitamento de gols. A performance, sim. Performance você controla. Erro e acerto do atleta é difícil. Não fomos eficientes nesse jogo. E não podemos levar tantos gols, principalmente os de bola parada (foram três gols de escanteio em três partidas). Tem de corrigir isso. Precisa melhorar o nível de concentração. Precisa reagir rápido e melhorar – disse Doriva.
Diante do Coritiba, o São Paulo não terá Carlinhos (lesão na panturrilha), Breno (tendinite no joelho) e Matheus Reis (suspenso). Alan Kardec, com lombalgia, é dúvida. Doriva disse que não improvisará Michel Bastos na lateral esquerda. Assim, o único jogador para a posição é Reinaldo.
A intenção do treinador é manter o sistema 4-2-3-1 para pegar o Coxa. Ele também adiantou que usará Carlinhos na lateral, e Breno como zagueiro, posições de origem da dupla, quando ambos se recuperarem. O primeiro chegou a virar ponta direta com Osorio, e o segundo era escalado como volante.
Globoesporte

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