Com seus 1,96 m de altura, Thaisa Daher quer ajudar o vôlei brasileiro a buscar o tricampeonato olímpico em 2016

thaisaEm quase 120 anos da criação das Olimpíadas da era moderna, apenas 12 brasileiros receberam duas medalhas de ouro olímpicas. Thaisa Daher de Menezes é uma dessas pessoas. Ela fez parte da equipe de vôlei feminino que conquistou o bicampeonato nas Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012. Além de ser a mais alta da seleção brasileira – tem 1,96 m e 79 kg –, a loura meio de rede é também uma das jogadoras com mais fãs. Diversas comunidades da internet trocam fotos e informações sobre ela. Os autointitulados “thaisalovers” ficaram em polvorosa em junho desse ano, quando Thaisa operou os dois joelhos para reconstrução dos tendões patelares. Mas agora a atleta do Vôlei Nestlé Osasco está em plena recuperação para ajudar a seleção brasileira de vôlei feminino a disputar o tricampeonato no Rio de Janeiro, em 2016. A volta às quadras está prevista para novembro. “Preciso retornar bem, retomar o meu ritmo de jogo… Estou me esforçando bastante, trabalhando muito mesmo pra isso. Sou a primeira a chegar e a ultima a sair todos os dias no clube. E espero conseguir voltar a ser a Thaisa de sempre para merecer ser convocada”, torce a carioca.

Jogos Cariocas – Como se aproximou do vôlei? Quando percebeu que poderia ser uma jogadora de excelência?
Thaisa Daher – Quando tinha 13 anos, sai da natação do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, e fui para a escolinha de vôlei. Queria praticar algum esporte e estava meio cansada de nadar. Já era grande na época e a altura ajudava no vôlei. Depois, quando comecei a treinar e a gostar muito do esporte e do ambiente do vôlei, percebi que era o que queria fazer na vida…

Jogos Cariocas – Quais são seus pontos fortes no esporte? E quais fundamentos precisa aprimorar?
Thaisa Daher – Sou uma jogadora de força. Meu ponto forte é ataque e também o saque. O que sempre busco melhorar é no bloqueio. Apesar de dizerem que vou muito bem, me cobro bastante porque sou muito alta e não é tão fácil para mim me deslocar com muita velocidade. Então, tenho que juntar inteligência, visão de jogo e muita “gana” para ir bem no bloqueio.

Jogos Cariocas – Como o vôlei influiu no seu jeito de ser? Você é agitada? É calma?
Thaisa Daher – Sempre fui uma criança muito agitada, do tipo terrível! Subia em árvore, pulava muros e vivia toda ralada e machucada… O esporte me ajudou a usar essa energia da forma certa, né? Hoje sou mais calminha…

Jogos Cariocas – Qual é a coisa legal de praticar o vôlei? E a coisa chata?
Thaisa Daher – A parte boa é porque é o que amo fazer! Me divirto muito, gasto energia e tal… Como atleta do Vôlei Nestlé Osasco, treino pela manhã, academia, bola e fisioterapia. E, à tarde, bola novamente e mais fisioterapia. Todos os dias. O lado chato talvez sejam as dores e lesões, que estão sempre presentes na vida dos atletas de alto rendimento.

Jogos Cariocas – O fato de disputar as Olimpíadas de 2016 em casa pode representar uma vantagem para os brasileiros? Ou será que pode atrapalhar?
Thaisa Daher – Não vejo vantagem. Talvez tenha até mais desvantagem. A pressão será maior. Fatores que podem vir a desconcentrar os atletas… Os atletas e comissões técnicas terão que cuidar muito para que nada atrapalhe.

Jogos Cariocas – Como é a pressão de serem as favoritas para 2016?
Thaisa Daher – Somos as atuais bicampeãs olímpicas! Ou seja, somos o time a ser batido na cabeça de todo o mundo. Mas, na nossa cabeça, também temos alguns times a serem batidos: Estado Unidos, Rússia, Sérvia, China…

Jogos Cariocas – Entre suas diversas tatuagens, você tem as expressões “Beijing 2008” e “London 2012” tatuadas nos antebraços. Como é a emoção de estar no alto do pódio das Olimpíadas?
Thaisa Daher – Simplesmente não tem como descrever. Só quem passa por essa situação sabe o que sente… Mas realmente não é algo possível de descrever em palavras. A única palavra que chega mais perto é “incrível”! Quanto às tatuagens, eu gosto delas. Procuro preencher meu tempo e meu corpo – e eu sou grande para caramba…

Jogos Cariocas – Além de jogar vôlei e fazer tatuagens, que outras coisas gosta de fazer? Como imagina sua vida quando deixar o vôlei profissional?
Thaisa Daher – Adoro cinema, praia, jantarzinho a dois… Sou muito caseira. Tranquila. Quando não for mais jogadora profissional de vôlei, quero construir minha família e ser mãe!

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
jogoscariocas@gmail.com
Foto: Paulo Vitale

thaisaEm quase 120 anos da criação das Olimpíadas da era moderna, apenas 12 brasileiros receberam duas medalhas de ouro olímpicas. Thaisa Daher de Menezes é uma dessas pessoas. Ela fez parte da equipe de vôlei feminino que conquistou o bicampeonato nas Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012. Além de ser a mais alta da seleção brasileira – tem 1,96 m e 79 kg –, a loura meio de rede é também uma das jogadoras com mais fãs. Diversas comunidades da internet trocam fotos e informações sobre ela. Os autointitulados “thaisalovers” ficaram em polvorosa em junho desse ano, quando Thaisa operou os dois joelhos para reconstrução dos tendões patelares. Mas agora a atleta do Vôlei Nestlé Osasco está em plena recuperação para ajudar a seleção brasileira de vôlei feminino a disputar o tricampeonato no Rio de Janeiro, em 2016. A volta às quadras está prevista para novembro. “Preciso retornar bem, retomar o meu ritmo de jogo… Estou me esforçando bastante, trabalhando muito mesmo pra isso. Sou a primeira a chegar e a ultima a sair todos os dias no clube. E espero conseguir voltar a ser a Thaisa de sempre para merecer ser convocada”, torce a carioca.

Jogos Cariocas – Como se aproximou do vôlei? Quando percebeu que poderia ser uma jogadora de excelência?
Thaisa Daher – Quando tinha 13 anos, sai da natação do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, e fui para a escolinha de vôlei. Queria praticar algum esporte e estava meio cansada de nadar. Já era grande na época e a altura ajudava no vôlei. Depois, quando comecei a treinar e a gostar muito do esporte e do ambiente do vôlei, percebi que era o que queria fazer na vida…

Jogos Cariocas – Quais são seus pontos fortes no esporte? E quais fundamentos precisa aprimorar?
Thaisa Daher – Sou uma jogadora de força. Meu ponto forte é ataque e também o saque. O que sempre busco melhorar é no bloqueio. Apesar de dizerem que vou muito bem, me cobro bastante porque sou muito alta e não é tão fácil para mim me deslocar com muita velocidade. Então, tenho que juntar inteligência, visão de jogo e muita “gana” para ir bem no bloqueio.

Jogos Cariocas – Como o vôlei influiu no seu jeito de ser? Você é agitada? É calma?
Thaisa Daher – Sempre fui uma criança muito agitada, do tipo terrível! Subia em árvore, pulava muros e vivia toda ralada e machucada… O esporte me ajudou a usar essa energia da forma certa, né? Hoje sou mais calminha…

Jogos Cariocas – Qual é a coisa legal de praticar o vôlei? E a coisa chata?
Thaisa Daher – A parte boa é porque é o que amo fazer! Me divirto muito, gasto energia e tal… Como atleta do Vôlei Nestlé Osasco, treino pela manhã, academia, bola e fisioterapia. E, à tarde, bola novamente e mais fisioterapia. Todos os dias. O lado chato talvez sejam as dores e lesões, que estão sempre presentes na vida dos atletas de alto rendimento.

Jogos Cariocas – O fato de disputar as Olimpíadas de 2016 em casa pode representar uma vantagem para os brasileiros? Ou será que pode atrapalhar?
Thaisa Daher – Não vejo vantagem. Talvez tenha até mais desvantagem. A pressão será maior. Fatores que podem vir a desconcentrar os atletas… Os atletas e comissões técnicas terão que cuidar muito para que nada atrapalhe.

Jogos Cariocas – Como é a pressão de serem as favoritas para 2016?
Thaisa Daher – Somos as atuais bicampeãs olímpicas! Ou seja, somos o time a ser batido na cabeça de todo o mundo. Mas, na nossa cabeça, também temos alguns times a serem batidos: Estado Unidos, Rússia, Sérvia, China…

Jogos Cariocas – Entre suas diversas tatuagens, você tem as expressões “Beijing 2008” e “London 2012” tatuadas nos antebraços. Como é a emoção de estar no alto do pódio das Olimpíadas?
Thaisa Daher – Simplesmente não tem como descrever. Só quem passa por essa situação sabe o que sente… Mas realmente não é algo possível de descrever em palavras. A única palavra que chega mais perto é “incrível”! Quanto às tatuagens, eu gosto delas. Procuro preencher meu tempo e meu corpo – e eu sou grande para caramba…

Jogos Cariocas – Além de jogar vôlei e fazer tatuagens, que outras coisas gosta de fazer? Como imagina sua vida quando deixar o vôlei profissional?
Thaisa Daher – Adoro cinema, praia, jantarzinho a dois… Sou muito caseira. Tranquila. Quando não for mais jogadora profissional de vôlei, quero construir minha família e ser mãe!

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
jogoscariocas@gmail.com
Foto: Paulo Vitale