Mano explica decisão de morar na Toca e elogia dedicação dos jogadores

De setembro para cá muita coisa mudou no Cruzeiro. As principais mudanças começaram a acontecer após a chegada do técnico Mano Menezes. O treinador conseguiu afastar o risco de rebaixamento, devolvendo o clima de tranquilidade à Toca da Raposa II. Centro de treinamentos que não é apenas o local de trabalho de Mano, mas, também, o lar. O treinador está morando no hotel do CT desde que chegou ao clube, junto com parte da comissão técnica. Fator fundamental, de acordo com ele, para mudar a situação em que o Cruzeiro se encontrava. Outro motivo para a reação celeste para Mano seria a aceitação dos jogadores a sua filosofia de trabalho.
– A gente está morando na Toca. Temos bastante tempo para trabalhar. A vida do técnico é dedicação total. Não dá para você entrar meio no trabalho. Precisa estar voltado integralmente. Os jogadores estavam precisando muito do técnico e da comissão técnica como um todo. Não é só o treinador. Eu também tenho elogios a eles, a forma de aceitar o trabalho, por isso a gente tem conseguido evoluir.
Perguntado sobre o que de fato mudou no Cruzeiro, o treinador não se estende muito e explica como tem feito seu trabalho.
– Não posso dizer o que mudou, vocês podem dizer o que mudou. Vocês acompanharam a mudança. Não é correto você falar de coisas que não viveu. O que o Cruzeiro tem feito é o que eu faria no começo: repetição, coisas simples e muito trabalho no dia a dia. Para que os jogadores se sentissem confiantes, entendessem a ideia de como jogar. É o que a gente tem visto em campo. Os atletas estão confiantes e comprando a ideia do que a gente vem querendo.

G-4? Libertadores?
O próximo confronto do Cruzeiro de Mano é contra o Avaí, às 19h30 (de Brasília) do sábado, na Ressacada. Diferentemente dos jogadores e da torcida que ainda sonham com o G-4 do Campeonato Brasileiro, Mano Menezes evita entrar neste assunto. O treinador explica os motivos para não ter o grupo que garante vaga para a Libertadores como prioridade. Pelo menos por enquanto.
– Nós nos propomos fazer uma reação e conseguimos fazer. Baseado na melhora de rendimento da equipe, o torcedor pode pensar que podemos mais. Mas temos de passar por outros estágios, o G10, que temos de nos firmar. Depois, a Sul-Americana. Temos degraus para subir e só depois vamos pensar mais à frente. Eu gosto da empolgação, mas eu não quero que os jogadores percam o foco. Já disse isso para eles: se a gente parar de pontuar, não vai adiantar nada. A gente quer terminar o campeonato bem.
O Cruzeiro tem pouco mais de 1% de chegar ao G-4. Vencendo o Avaí no sábado, elas podem aumentar, dependendo dos resultados dos concorrentes diretos. Por isso, Mano não quer se prender a matemática.
– Eu sou ruim de matemática, sou bom de futebol. Não é fuga da pergunta! A possibilidade está distante, temos ainda seis pontos de distância, é bastante. A gente precisa avançar em pontuação e os outros times precisam parar de pontuar.
Globoesporte

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