Para Oswaldo, expulsão de Guerrero foi decisiva para Fla: “Pior que o gol”

osvaldoEm entrevista coletiva na Arena do Grêmio, após mais uma derrota do Flamengo – a sétima em oito jogos -, o técnico Oswaldo de Oliveira elogiou a equipe pelo primeiro tempo jogado, mas admitiu que, depois do primeiro gol e principalmente da expulsão de Guerrero, não houve como manter o padrão. O peruano levou o vermelho após reclamar com gestos de um cartão amarelo aplicado pela arbitragem e prejudicou o time, que perdeu por 2 a 0 em Porto Alegre. Com o resultado diante do Grêmio, o Fla praticamente deu adeus às chances de classificação para a Libertadores.

– Acho que nós não só fizemos frente, jogamos melhor, tivemos mais posse, dominamos o meio de campo, e conseguir isso contra o Grêmio foi muito bom para o Flamengo. Agora realmente, depois que levamos o primeiro gol e houve a expulsão, normalmente o jogo não poderia ter a mesma qualidade – disse o técnico, referindo-se à primeira etapa.

Para Oswaldo, a expulsão de Guerrero foi até mais determinante do que o primeiro gol sofrido.

– Acho que a expulsão foi pior do que o gol porque tirou a possibilidade de reação. Normalmente sentiríamos o gol, mas da maneira que a equipe vinha jogando, retomaríamos. A expulsão ficou pesada para nós – declarou, para depois dizer que, por outro lado, vê o camisa 9 perseguido pela arbitragem.

Oswaldo comentou ainda sobre o afastamento de cinco jogadores (Alan Patrick, Everton, Marcelo Cirino, Pará e Paulinho) pela participação em uma festa logo após um treino pela manhã e foi incisivo. Afirmou que os jogadores têm o direito de se divertir como quiserem, mas que também tem o direito de escolher com quem quer contar no elenco. Apesar do discurso duro, voltou a dizer que a situação não é irreversível, não descartando contar novamente com os atletas ainda neste Brasileiro. Tudo vai depender de conversas entre diretoria e comissão técnica.

VEJA AS DEMAIS DECLARAÇÕES DE OSWALDO DE OLIVEIRA NA COLETIVA:

Guerrero
O Guerrero é um jogador experiente. Não esperávamos que ele tivesse essa reação. Mas, se olharmos o lado dele, tem sofrido muitas faltas que não marcam. Acaba desequilibrando o jogador. No primeiro tempo, o jogador do Grêmio subiu com o cotovelo. O árbitro não deu. Tudo tem limite, é ser humano. Não justifica o que ele fez, mas merece um pouco mais de respeito. É o único jogador estrangeiro que atua no Brasil escolhido para o prêmio (dos melhores do Brasileiro). Tem uma série de qualidades. Na minha opinião, tem sido perseguido pelas arbitragens. Hoje teve uma reação, vi e fiquei preocupado porque o quarto árbitro já tinha me chamado atenção porque reclamei das faltas. Passou na hora, árbitro veio e me chamou atenção, aceitei e fiquei quieto. No Guerrero fez a mesma coisa. Justo o segundo cartão. Mas isso foi muito unilateral. O Grêmio fez muitas faltas e não houve nenhum tipo de reação nesse sentido. Na minha conta, fica uma falta de compensação.

Sete derrotas em oito jogos
Sofremos realmente várias derrotas. Falei disso. Tirando o jogo do Figueirense, não estamos jogando tão mal pra sofrer essas derrotas. Estamos trabalhando bastante para reagir e recolocar o Flamengo no caminho das vitórias.

Reações no vestiários após nova derrota
Todo mundo está muito triste, perdemos mais um jogo. Procurei confortá-los, dar força. Precisamos trabalhar para vencer a próxima partida.

Reintegração de afastados
Quanto aos jogadores afastados, eu iria no dia seguinte, se não houvesse a antecipação da punição, conversar para estabelecer algo nesse sentido. Mas, como foi antecipado administrativamente, fiquei incapaz de tomar essa atitude. Então, agora vamos ver se vamos seguir administrativamente, ou tecnicamente para ver o que vamos fazer a respeito desses jogadores.

Opinião sobre atitude dos afastados
Eles têm todo direito de se divertir onde quiserem. Eu tenho todo o direito de escolher os jogadores que quero para o meu time com o comportamento que eles têm. Temos um compromisso muito grande de reerguer o Flamengo, e eu vinha batendo seguidamente nessa tecla de comportamento, descanso e sono por causa da sequência de jogos. Isso foi deixado de lado por eles. Não tiveram compromisso com aquilo que deveriam ter, por isso tomei essa atitude. Eles têm todo o direito de fazer o que quiserem, e eu tenho todo o direito de escalar quem eu quiser também.

Distância de G-4 e próximos jogos
Sinceramente ainda não pensei nisso. Ainda tenho que analisar a tabela, ver todos os jogos de hoje. Enquanto tivermos alguma condição, vamos lutar por isso. Vamos trabalhar para reerguer a equipe. Em primeiro lugar, tentar vencer a próxima partida. Partindo desse ponto, vamos ver o que pode ser feito.

Favorável à reintegração?
Acho que o Flamengo jogou muito bem sem eles, e vínhamos perdendo com eles. Isso não justifica. A situação é de outro âmbito, o disciplinar, não é técnico. Nisso tem que haver um consenso, e nós vamos conversar a respeito.

Diálogo com afastados
Não sou disciplinador. O jogador profissional não precisa de um disciplinador. Precisa de um treinador técnico, de um orientador tático e um motivador mental. Esse é o meu papel. A disciplina ele tem que trazer da formação como jogador. Tem que chegar aqui pronto para eu trabalhar com ele. Não preciso disciplinar um homem de 20 e tantos, 30 anos, pai de família. O cara tem que saber o que quer. Sempre digo o seguinte: não sou disciplinador, sou selecionador. Se ele se apresentar em condições, vai jogar. Se não tiver condições, e isso passa por vários setores, aí não vai jogar comigo. Agora, gosto de conversar, não acho que isso é uma situação irreversível, porque são jogadores de categoria que cometeram erro. Eles podem voltar atrás, sim. Nunca me escondi de diálogo, sempre gostei de conversar, e nós vamos ver o que vai ser feito na sequência a respeito deles.
Globoesporte

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