Lama destruiu 158 das 180 casas de vilarejo em Minas Gerais

obraMG5O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, destruiu 158 das 180 casas do vilarejo de Minas Gerais. Depois que a lama baixou, só 22 residências estavam de pé. Centenas de pessoas seguem desabrigadas, uma morte foi confirmada e 13 funcionários da empresa estão desaparecidos.
Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos inundaram o distrito de Bento Rodrigues. A lama atinge áreas a até 100 km de distância do local do acidente, ocorrido na tarde de quinta-feira (5).
Um vídeo feito pelo prefeito de Rio Doce, Silvério Joaquim da Luz, mostra que a água barrenta foi parar no rio que dá nome a cidade, afetando a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado.
Os rejeitos de mineração atingiram o rio do Carmo, que depois se encontra com o Piranga, formando o Rio Doce – um dos maiores rios do estado, que desagua em Linhares, no litoral do Espírito Santo.
O Serviço Geológico do Brasil emitiu um alerta de risco de enchentes para três cidades capixabas, onde a lama deve chegar na segunda-feira (9): Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
Impacto ambiental
Para o prefeito de Rio Doce, o “desastre ecológico é ainda incalculável”. “Há milhares de peixes mortos, quilômetros de matas ciliares destruídos, lama fétida e outras tantas toneladas de madeira boiando”, disse Silvério da Luz.
Nesta sexta-feira (6), o núcleo de emergências do Ibama de MG afirmou que a lama liberada pelo rompimento das barragens afetou o leito d’água que passa pela região por uma extensão de 80 km. O rio que banha a área é o Rio Gualaxo, que deságua no Rio Doce.
Em entrevista na tarde desta sexta, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que cinco distritos foram atingidos: Águas Claras, Ponte do Grama, Bento Rodrigues, Paracatu e Pedras. A cidade de Barra Longa, a 70 km de Bento Rodrigues, também foi atingida pela lama.
G1

obraMG5O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, destruiu 158 das 180 casas do vilarejo de Minas Gerais. Depois que a lama baixou, só 22 residências estavam de pé. Centenas de pessoas seguem desabrigadas, uma morte foi confirmada e 13 funcionários da empresa estão desaparecidos.
Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos inundaram o distrito de Bento Rodrigues. A lama atinge áreas a até 100 km de distância do local do acidente, ocorrido na tarde de quinta-feira (5).
Um vídeo feito pelo prefeito de Rio Doce, Silvério Joaquim da Luz, mostra que a água barrenta foi parar no rio que dá nome a cidade, afetando a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado.
Os rejeitos de mineração atingiram o rio do Carmo, que depois se encontra com o Piranga, formando o Rio Doce – um dos maiores rios do estado, que desagua em Linhares, no litoral do Espírito Santo.
O Serviço Geológico do Brasil emitiu um alerta de risco de enchentes para três cidades capixabas, onde a lama deve chegar na segunda-feira (9): Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
Impacto ambiental
Para o prefeito de Rio Doce, o “desastre ecológico é ainda incalculável”. “Há milhares de peixes mortos, quilômetros de matas ciliares destruídos, lama fétida e outras tantas toneladas de madeira boiando”, disse Silvério da Luz.
Nesta sexta-feira (6), o núcleo de emergências do Ibama de MG afirmou que a lama liberada pelo rompimento das barragens afetou o leito d’água que passa pela região por uma extensão de 80 km. O rio que banha a área é o Rio Gualaxo, que deságua no Rio Doce.
Em entrevista na tarde desta sexta, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que cinco distritos foram atingidos: Águas Claras, Ponte do Grama, Bento Rodrigues, Paracatu e Pedras. A cidade de Barra Longa, a 70 km de Bento Rodrigues, também foi atingida pela lama.
G1