Casamento no Rio de 185 casais homoafetivos bate recorde. Segundo Rio Sem Homofobia, foi a maior cerimônia do mundo

recordeRioNuma cerimônia realizada no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio, 185 casais homoafetivos oficializaram a união na tarde deste domingo (6). A cerimônia foi uma iniciativa do Rio sem Homofobia em parceria com a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude e com o apoio da Associação de Registro de Pessoas Naturais. Esta é a sexta edição do evento, que acontece anualmente.
Segundo os representantes do Rio Sem Homofobia, é o maior casamento homoafetivo coletivo já realizado no mundo.
Em clima familiar, a cerimônia foi marcada pela confraternização de parentes e amigos. Crianças corriam pelo local, reforçando a atmosfera de celebração. Durante o casamento, noivos e noivas não seguraram a emoção e foram às lágrimas.
Juntos há pouco mais de um ano, o cabeleireiro Devison Dernandes e o operador de micro Diego Barreira estavam planejando oficializar a união somente em 2016, na Argentina. O casamento coletivo foi uma oportunidade que decidiram aproveitar.
“O reconhecimento é importante. Isto que está acontecendo aqui hoje é uma conquista. É o reconhecimento de que somos iguais diante da sociedade”, afirmou Devison.
A frentista Monalisa Fernanda e a cabeleireira Priscila Fernanda foram acompanhadas dos amigos para oficializar a relação de quatro anos.
“A gente tinha planos de se casar. Quando abriram as inscrições, decidimos não desperdiçar a oportunidade”, afirmou Priscila.
Monalisa afirma que a união do casal é o reconhecimento de um direito.
“É um sonho. Estamos selando o nosso amor. Isso é mais do que uma aliança no dedo. É um símbolo de direitos iguais”, afirmou a frentista.
A igualdade também foi a tônica do discurso de Cláudio Nascimento, coordenador do Rio sem Homofobia.
“Este é um momento onde a comunidade LGBT garante o direito de reconhecimento, garantido pela Suprema Corte deste país. Todos podem celebrar as suas uniões e ter segurança jurídica de suas relações. Amar é um direito. E estamos aqui para celebrar o amor”, afirmou Cláudio.
A atriz e cantora Jane di Castro participa do evento desde a primeira edição. Ela canta a música que se tornou um hino para os casais, “Emoções”, de Roberto Carlos. Para ela, que se casou na edição do evento de 2014, selando uma união de 47 anos, a cerimônia tem dimensão histórica.
“Um evento como este é importantíssimo. Na minha época era impensável você cogitar casar com uma pessoa do mesmo gênero que o seu. Por isso, este casamento simboliza não só estas uniões, mas a evolução da sociedade”, afirmou Jane.
Entre as canções que embalaram a cerimônia também foram tocadas outras músicas tradicionais a embalar romances como “Fascinação” e “Talismã”.
Para a juíza Raquel Cipriani, que celebrou as uniões, o casamento de tantos casais homoafetivos juntos simboliza o reconhecimento do Estado.
“Esta cerimônia é a consolidação do fim da discriminação. Simboliza o acesso a todos dos direitos previstos em lei”, afirmou a juíza de paz.
Para ela, celebrar uma união homoafetiva ou hetero não tem diferença.
“Para nós é um prazer, porque é o acolhimento destas pessoas na sociedade”.
G1

recordeRioNuma cerimônia realizada no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio, 185 casais homoafetivos oficializaram a união na tarde deste domingo (6). A cerimônia foi uma iniciativa do Rio sem Homofobia em parceria com a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude e com o apoio da Associação de Registro de Pessoas Naturais. Esta é a sexta edição do evento, que acontece anualmente.
Segundo os representantes do Rio Sem Homofobia, é o maior casamento homoafetivo coletivo já realizado no mundo.
Em clima familiar, a cerimônia foi marcada pela confraternização de parentes e amigos. Crianças corriam pelo local, reforçando a atmosfera de celebração. Durante o casamento, noivos e noivas não seguraram a emoção e foram às lágrimas.
Juntos há pouco mais de um ano, o cabeleireiro Devison Dernandes e o operador de micro Diego Barreira estavam planejando oficializar a união somente em 2016, na Argentina. O casamento coletivo foi uma oportunidade que decidiram aproveitar.
“O reconhecimento é importante. Isto que está acontecendo aqui hoje é uma conquista. É o reconhecimento de que somos iguais diante da sociedade”, afirmou Devison.
A frentista Monalisa Fernanda e a cabeleireira Priscila Fernanda foram acompanhadas dos amigos para oficializar a relação de quatro anos.
“A gente tinha planos de se casar. Quando abriram as inscrições, decidimos não desperdiçar a oportunidade”, afirmou Priscila.
Monalisa afirma que a união do casal é o reconhecimento de um direito.
“É um sonho. Estamos selando o nosso amor. Isso é mais do que uma aliança no dedo. É um símbolo de direitos iguais”, afirmou a frentista.
A igualdade também foi a tônica do discurso de Cláudio Nascimento, coordenador do Rio sem Homofobia.
“Este é um momento onde a comunidade LGBT garante o direito de reconhecimento, garantido pela Suprema Corte deste país. Todos podem celebrar as suas uniões e ter segurança jurídica de suas relações. Amar é um direito. E estamos aqui para celebrar o amor”, afirmou Cláudio.
A atriz e cantora Jane di Castro participa do evento desde a primeira edição. Ela canta a música que se tornou um hino para os casais, “Emoções”, de Roberto Carlos. Para ela, que se casou na edição do evento de 2014, selando uma união de 47 anos, a cerimônia tem dimensão histórica.
“Um evento como este é importantíssimo. Na minha época era impensável você cogitar casar com uma pessoa do mesmo gênero que o seu. Por isso, este casamento simboliza não só estas uniões, mas a evolução da sociedade”, afirmou Jane.
Entre as canções que embalaram a cerimônia também foram tocadas outras músicas tradicionais a embalar romances como “Fascinação” e “Talismã”.
Para a juíza Raquel Cipriani, que celebrou as uniões, o casamento de tantos casais homoafetivos juntos simboliza o reconhecimento do Estado.
“Esta cerimônia é a consolidação do fim da discriminação. Simboliza o acesso a todos dos direitos previstos em lei”, afirmou a juíza de paz.
Para ela, celebrar uma união homoafetiva ou hetero não tem diferença.
“Para nós é um prazer, porque é o acolhimento destas pessoas na sociedade”.
G1