Paes inaugura arena olímpica de tênis em homenagem a Maria Esther Bueno

Maior tenista brasileira de todos os tempos e campeã de 19 Grand Slams, sendo sete em simples, a ex-número um do mundo Maria Esther Bueno, de 76 anos, agora também virou o nome da quadra central do Centro Olímpico de Tênis das Olimpíadas. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez um jogo de exibição com a ex-tenista para inaugurar o espaço, neste sábado, último dia do Masters Cup, o primeiro evento-teste para o Rio 2016 realizado no Parque Olímpico. O governador, Pezão, Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, e Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros, também estavam presentes.
– É um prazer enorme poder estar aqui, inaugurando e entregando a primeira leva do Parque Olímpico, no custo e no prazo. Mas mais importante do que isso é poder homenagear uma grande esportista brasileira, uma mulher que levou o nome do Brasil pelo mundo afora, com 19 Grand Slams em sua carreira, batizando a arena de Maria Esther Bueno. O Brasil tem muitos desafios e problemas, estamos passando por uma crise política, mas eu acho importante mostrar que esse país é capaz de fazer e entregar o que foi prometido. Todo mês, Nuzman, vamos te entregar um estádio olímpico. Este será o mais lindo Parque Olímpico da história das Olimpíadas, nesta cidade fantástica que é o Rio de Janeiro. Viva a Maria Esther Bueno, viva as Olimpíadas, via o Rio e Brasil – comemorou Paes.
Cinco vezes campeã de Wimbledon e dona de quatro títulos no US Open, Maria Esther Bueno começou o discurso de agradecimento com a fala trêmula, visivelmente emocionada.
– Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão e o quanto eu estou feliz. Este é um dos dias mais felizes de minha vida e, sem dúvida, uma das maiores homenagens que eu já recebi em vida. Fico tremendamente emocionada. Não posso nem dizer o quanto significa ter conseguido colocar meu nome em um estádio tão maravilhoso, um estádio olímpico. Tenho certeza que as Olimpíadas no Brasil serão as melhores do mundo. Todos perguntavam se os Jogos iam ficar prontos, ninguém confiava na gente. Chegar aqui e ver esse estádio assim… Queria dar os parabéns a todos que cooperaram com as obras e agradecer por esta homenagem. Nunca esperei por isso. Tenho certeza que deixarei o meu legado para as mulheres e aos futuros atletas – disse a atleta, que ocupou o todo do ranking mundial em 1959 e 1960.
O Centro de Tênis abriga 16 quadras de piso rápido. A principal, inspirada em Maria Esther, tem capacidade para 10 mil pessoas e será permanente. A segunda maior arena, com 5 mil lugares, será temporária, enquanto a terceira, com 3 mil, permanecerá após os Jogos Olímpicos sem as arquibancadas. Haverá ainda 13 quadras menores: sete delas, com 250 assentos cada, serão usadas para disputa de partidas. As outras servirão para treinamento e aquecimento.
Para o evento-teste, foram usadas a quadra principal e as nove secundárias, reunindo 74 tenistas, dentre eles, oito cadeirantes.
Ao todo, o espaço contou com um investimento de R$ 191,1 milhões para a construção, além de R$ 10,6 milhões de manutenção. Do valor total, R$ 26,3 milhões são da Prefeitura e R$ 175,4 milhões foram bancados com recursos pelo Governo Federal. Secretário executivo do Ministério do Esporte e ministro interino, Marcos Jorge também comemorou a inauguração da instalação, praticamente pronta, restando apenas alguns detalhes, como a iluminação.
– Venho aqui para representar o ministro George Hilton, que está em uma viagem oficial em Portugal. Fico muito feliz por ver essa homenagem a Maria Esther. Esse estádio não deixa nada a desejar com nenhum outro a nível mundial. O Governo Federal cumpriu todos os prazos de repasses para fazermos essa entrega e eu só tenho agradecer a todos – disse Marcos Jorge.

LEGADO 2016 INSPIRADO EM ROLAND GARROS
Com o fim das Olimpíadas, as nove quadras permanentes serão um legado para o esporte. O projeto idealizado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) foi apresentado para a Prefeitura e o Governo do Estado, mas ainda está em processo de análise pelo Ministério do Esporte. A ideia é não só transformar o espaço na casa do Brasil, voltado para o treino dos atletas de alto rendimento, mas receber também crianças e adolescentes de projetos sociais e competições nacionais e internacionais.
Globoesporte

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