Após audiência, Marin consegue prorrogar prazo para fiança nos EUA

José Maria Marin conseguiu prorrogar o prazo para pagar sua fiança às autoridades dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, na primeira audiência sobre o caso, o juiz Raymond Dearie, do Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, estendeu até o dia 15 de janeiro do ano que vem o prazo para Marin pagar os US$ 2 milhões (cerca de R$ 7,75 milhões) que ainda deve.

Foi a segunda vez que Marin compareceu ao tribunal – a primeira havia sido em 3 de novembro, quando chegou extraditado de Zurique. O ex-presidente da CBF apresentou-se barbeado, com o cabelo feito, terno preto, gravata azul e abotoaduras douradas.

Ficou concentrado na maior parte do tempo. Só relaxou após o fim da sessão, quando conversou animadamente com os três advogados – dois americanos, um brasileiro. Ao fim da sessão, deu um abraço apertado em Charles Stillman, o veterano advogado americano que lidera sua defesa das acusações de fraude e lavagem de dinheiro, das quais Marin se declara inocente.

Segundo o acordo que fez com as autoridades americanas para poder aguardar seu julgamento em prisão domiciliar, Marin aceitou oferecer US$ 15 milhões (R$ 58,5 milhões) em garantias e adiantar o pagamento de US$ 3 milhões – US$ 1 milhão (em dinheiro vivo) e outros US$ 2 milhões por meio de uma carta de crédito.

Na audiência desta quarta-feira, o advogado de Marin, Charles Stillman, declarou que estavam encontrando “muitas dificuldades” para conseguir a carta de crédito no valor de US$ 2 milhões.

– Nós conseguimos o crédito de um banco brasileiro, mas o governo dos Estados Unidos exige que seja de um banco americano. Meu cliente tem 83 anos, sua mulher e seu filho também assinaram a fiança, posso assegurar que ele não vai fugir – declarou Stillman durante a audiência.

O promotor Samuel Nitze argumentou que a defesa de Marin já havia pedido quatro adiamentos, lembrou ao juiz que todos concordaram com os prazos e valores em 3 de novembro – quando o réu chegou extraditado de Zurique – e que o acordo deveria ser cumprido. O juiz Dearie então fixou o prazo para 15 de janeiro.

– Temos que resolver isso, de um jeito ou de outro – declarou Dearie.
“Feliz Natal”

Após a audiência, Marin mostrou-se sorridente. Ele não deu declarações à imprensa, mas, ao ser cercado por jornalistas brasileiros, limitou-se a desejar feliz Natal.

– Um feliz natal para todos vocês e para a família de vocês – disse.

Questionado sobre a estratégia para levantar o dinheiro necessário, um dos advogados norte-americanos de Marin deu de ombros. O dirigente gastou cerca de R$ 300 mil por mês para financiar sua segurança nos Estados Unidos em novembro e encontra dificuldades para cumprir o acordo que fez com as autoridades.
globoesporte

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