Vice confirma a intenção de renúncia de presidente da FPF na sexta-feira

O que era apenas uma onda de boatos ganhou força nesta quarta-feira: Amadeu Rodrigues deve mesmo renunciar à presidência da Federação Paraibana de Futebol (FPF) na próxima sexta-feira. O vice-presidente, e primeiro na linha sucessória, Nosman Barreiro, confirmou a intenção do desligamento de Amadeu, enfraquecido depois da derrota na assembleia extraordinária na tentativa de mudar o Estatuto da entidade. Na oportunidade, Amadeu se disse decepcionado com a decisão do colegiado.
De acordo com Nosman, o presidente confidenciou a sua vontade de sair da Federação e, inclusive, já teria até elaborado a carta-renúncia.
– Amadeu falou comigo e revelou a sua intenção de renunciar na sexta-feira. Ele alega problemas pessoais e também com a sua empresa, já que a Federação está tomando muito do seu tempo. Ele falou isso para mim e também para outras pessoas – disse o vice-presidente, que também já deixou claro que pretende assumir a entidade, caso a saída do presidente se confirme.
A reportagem não conseguiu contato com Amadeu. Mas, extraoficialmente, o presidente já confidenciou a várias pessoas o desejo de sair da Federação e voltar a se dedicar à família e aos negócios particulares.
A vontade de Amadeu em mudar o Estatuto da FPF acabou gerando um outro ponto crucial para a possível renúncia: o rompimento com a ex-presidente Rosilene Gomes. Principal cabo eleitoral na eleição em que acabou derrotando o candidato Coriolano Coutinho, irmão do governador Ricardo Coutinho, em dezembro de 2014, Rosilene se achava escanteada na administração de Amadeu. Assim que tomou posse, em janeiro de 2015, o ainda aliado tratava a dirigente como “conselheira de primeira ordem”.
Mas a tentativa de mudança do Estatuto iria de encontro a uma das grandes bandeiras da antiga comandante da FPF.
– A mudança do Estatuto tiraria muita da força dos clubes amadores e das ligas. Então Rosilene foi contra e conseguiu mobilizar um grande número de entidades para a assembleia. Isso criou até um problema familiar, já que a irmã de Amadeu é casada com um dos filhos de Rosilene – lembrou Nosman.
O vice-presidente também admitiu que a sua relação com Amadeu Rodrigues ficou estremecida após a tentativa de mudar o Estatuto, já que também não concordava com todos os pontos propostos. Ainda assim, faz questão de dizer que existe um grande respeito pelo presidente, e que eles continuam trabalhando juntos até aqui.
– Não concordei com aquilo que Amadeu queria fazer. Ele poderia ter me chamado para discutir alguns pontos, já que na carta-proposta que elaboramos para a FPF, havia sim a vontade de modernizar o Estatuto. Mas não mexendo com os clubes amadores ou com as ligas. Não houve discussão. Disse a ele que não concordava, mas isso não nos impediu de continuarmos juntos. Tanto que seguimos nos falando e discutindo o que é melhor para o futebol paraibano – continuou.

Vice-presidente admite assumir em caso de renúncia
Ao que parece, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) caminha para ter o seu quarto presidente em dois anos. Depois de uma dinastia que durou 25 anos com Rosilene Gomes, a entidade foi comandada por uma Junta Administrativa (formada por Ariano Wanderley, João Máximo Malheiros e Eduardo Faustino Diniz) após o afastamento da dirigente, por decisão judicial. Em seguida, após a eleição de dezembro de 2014, Amadeu Rodrigues assumiu a entidade.
Agora, Nosman Barreiro deve ser o próximo. E ele avisa que vai assumir, caso tenha a oportunidade.
– Se isso acontecer (a renúncia), vou assumir a responsabilidade. E espero dar prosseguimento ao trabalho que nos propusemos a fazer. Até porque sou do meio, e isso vai ajudar – encerrou Nosman, ex-presidente do Cruzeiro de Itaporanga, admitindo que a possibilidade é real.
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