Tite cogita usar Pato, espera reforços “cascudos” e dará chance a garoto

alePatoO técnico falou por oito minutos com o GloboEsporte.com sobre o início da preparação da equipe e a reformulação do grupo após a saída de jogadores importantes. Ou melhor, reformatação, como ele prefere classificar o atual momento vivido.

Tite voltou a dizer que não abre mão de reforços para fazer um time competitivo novamente. Quer qualidade, jogadores “cascudos”, e não quantidade de atletas para amontar no elenco. E um deles pode até ser Alexandre Pato. Se o atacante não for vendido, o treinador conta com ele para o restante da temporada.

– É atleta do clube. Vamos dar todo suporte para produzir seu máximo – afirmou.
O técnico, mais uma vez, rechaçou a fama de não gostar de trabalhar com meninos vindos das categorias de base e explicou o empréstimo do volante Marciel, envolvido em uma troca por Willians. Mais que isso, revelou que dará uma chance a Maycon, destaque da equipe na Copa São Paulo de Juniores.

Confira abaixo o bate-papo com Tite:
GloboEsporte.com: Você acha que as saídas de Jadson, Renato Augusto, Vagner Love, Ralf e Gil aumentaram a pressão sobre seu trabalho? O Tite vai precisar mostrar, de novo, que é bom para caramba?
Tite: Não para as pessoas coerentes, aquelas que entendem o futebol como uma engrenagem, onde todos têm sua parcela de contribuição. Talvez, para os mais fanáticos, sim, aqueles que acham que o técnico possa fazer mágica, tirar leite de pedra. Nós não tiramos leite de pedra, não somos mágicos. Trabalhamos com jogadores de qualidade. Essa engrenagem tem de estar bem ajustada para sermos campeões.

O que muda no seu time para 2016?
Não tem mais um jogador de lado que flutue (Jadson). Agora, temos um jogador central, que é o caso do Danilo. Temos dois atacantes pelos lados e um jogador central que compõe o meio e passa pelo processo criativo. Meu grande desafio é que os três setores foram mexidos. Quando mexe, a instabilidade é inevitável. Vai depender da qualidade dos atletas que vierem e de quanto vamos apressar essa etapa de crescimento para estar em um patamar bom.
Quais as informações que você tem recebido da diretoria sobre Alexandre Pato?
Na verdade, não tenho conversado sobre ele. Toda a situação passada foi de um encaminhamento de venda. Mas tenho colocado, como profissional, que sempre vou buscar trabalhar. O legado que eu trago como ex-atleta é trabalhar com todos de forma igual, seja garoto ou mais experiente.

Se Pato não for negociado, pretende usá-lo?
Claro que sim. É atleta do clube e vamos dar todo suporte para produzir seu máximo.
Romero chegou a ser a última opção para o ataque e começou o ano muito bem. Ele ganhou sua confiança para ser titular?
Não é questão de confiança e, sim, oportunidade, sequência e manter o nível de atuação. Na função dele estava o Jadson. A oportunidade que surgia era em uma área mais central. Agora, a equipe está se remontando, e eu preciso de um atacante de lado. Ele agarrou a chance e foi muito bem nos dois jogos. Agarrou (a chance) e segue. Não tenho preferência por nacionalidade, idade, conceito…

Você virou o ano como o grande favorito ao título da Libertadores. Em que nível o Corinthians está agora?
Reformatação com uma incógnita. A instabilidade vai acontecer. Os três setores foram mexidos. Minha intenção era permanecer com uma base ao menos defensiva. Isso daria tranquilidade para reorganizar o processo avançado. Prefiro diagnosticar o momento do que ficar projetando. Fiquei contente com o desempenho que tivemos contra o Shakhtar. Gostei dos dois primeiros tempos dos jogos.

O empréstimo do Marciel para o Cruzeiro na troca pelo Willians gerou muitas críticas de torcedores por garotos da base não serem tão aproveitados. Você tem observado a Copa São Paulo?
Tenho acompanhado e sei da evolução. O Maycon já tinha jogado muito contra o Santos (na final do Paulista sub-20) mesmo de lateral-esquerdo. Agora, ele está pela faixa central, a mesma do Marciel. Como surgiu a possibilidade de o Marciel amadurecer e jogar, que faça. Se ficasse com Maycon e Marciel, eu não daria a devida atenção aos dois. Não adianta ser bonzinho, simpático e deixar os dois. Faria média e não treinaria o suficiente. Prefiro ser autêntico. Deixa o Marciel fazer um ano de empréstimo, assim como foi feito com o Yago, e volta depois mais maduro. Nós trabalhamos com o Maycon.

Nós recebemos muitas mensagens de torcedores nas redes sociais preocupados com o futuro do time e a necessidade de contratar. Que recado você pode dar a eles?
Estamos procurando o melhor para o Corinthians. Sei o quanto a diretoria está buscando, mas não alguém para responder a essa ansiedade, que também é minha. Vamos tentar ser criteriosos. É qualidade e não quantidade. Não dá para trazer jogador para apostar. Quando você consegue mesclar atletas da base, emergentes e outros mais cascudos, a possibilidade de ter sucesso é maior.
Globoesporte

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