Número de mortos em ataque no Iraque passa de 200

iraque93O número de mortos em ataques no Iraque, entre a noite de sábado (2) e a madrugada de domingo (3), passou de 200. O número vítimas, porém, ainda é desencontrado. O grupo terrorista e extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a ação. O atentado já é considerado um dos mais graves da história do país.
Nesta segunda-feira (4), o último balanço foi divulgado pelo vice-chefe do comitê do Conselho Provincial de Bagdá, Mohamed al-Rubaye, em uma entrevista divulgada pela CNN, falava em ao menos 200 mortos. A France Presse fala em 213 mortos e mais de 200 feridos. No entanto, a Reuters diz que 147 pessoas morreram e 35 seguiam desaparecidas, segundo a polícia e fontes médicas.
O mais letal dos ataques ocorreu no distrito xiita de Al Karrada quando um suicida detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat.
A sorveteria mais popular e antiga de Bagdá estava movimentada à 1h (horário local, 19h em Brasília). No momento do ataque, Al Karrada estava cheia mesmo tarde da noite porque os iraquianos costumam comer fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia jejuando – a solenidade termina na próxima semana.
Os xiitas, que formam a comunidade muçulmana majoritária no Iraque, são considerados hereges pelos radicais sunitas.
Equipes de resgate ainda estavam em Karrada nesta manhã na tentativa de localizar os corpos. De acordo com a CNN, 81 dos corpos estão carbonizados. Eles serão reconhecidos após a realização dos testes de DNA.
Hussein Ali, um ex-soldado de 24 anos, contou à AFP que seis funcionários de uma loja que pertence a sua família morreram no atentado. “Vou voltar ao campo de batalha. Ao menos lá eu sei quem é o inimigo e posso combatê-lo. Mas aqui não sei contra o que tenho que lutar”, disse.
Uma outra explosão atingiu uma movimentada área comercial do centro da capital iraquiana, que estava repleta de gente devido ao Ramadã, mês de jejum muçulmano. O artefato explodiu na estrada em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do norte da capital.
O EI assumiu a autoria do atentado em comunicado assinado e divulgado nas redes sociais, no qual garantiu que o alvo eram os xiitas. O grupo terrorista, que avaliou em 40 o número de mortos e em 80 o de feridos, advertiu que “com a permissão de Deus prosseguirão os ataques dos mujahedins contra os renegados”.
O Iraque trava uma luta contra o EI desde junho de 2014, quando o grupo terrorista assumiu amplas regiões do norte e do centro do país e proclamou um califado.
Com esse grande ataque, o Estado Islâmico mostra que tem a capacidade de cometer ações devastadoras em pleno centro de Bagdá, apesar das derrotas militares sofridas no Iraque nos últimos meses, com a perda de cidades como Tikrit, Ramadi e, sobretudo, Fallujah, que foi reconquistada em junho pelas forças iraquianas. A cidade era o reduto do grupo, a 50 km oeste da capital, e servia como plataforma para o lançamento de ameaças desse tipo, segundo a AFP.

Revolta
O primeiro-ministro Al-Abadi, criticado por ser incapaz de proteger os civis, anunciou no domingo uma mudança nas medidas de segurança, entre elas a retirada dos detectores de explosivos considerados ineficazes.
Também ordenou ao ministério do Interior que acelere a mobilização de um dispositivo para inspecionar veículos em todas as entradas de Bagdá, por onde passam a cada dia milhares de caminhões e carros particulares.
No domingo, os habitantes de Bagdá demonstraram sua revolta atirando pedras na direção do comboio de Al-Abadi, que disse compreender os “sentimentos de emoção, tristeza e raiva”.
G1

iraque93O número de mortos em ataques no Iraque, entre a noite de sábado (2) e a madrugada de domingo (3), passou de 200. O número vítimas, porém, ainda é desencontrado. O grupo terrorista e extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a ação. O atentado já é considerado um dos mais graves da história do país.
Nesta segunda-feira (4), o último balanço foi divulgado pelo vice-chefe do comitê do Conselho Provincial de Bagdá, Mohamed al-Rubaye, em uma entrevista divulgada pela CNN, falava em ao menos 200 mortos. A France Presse fala em 213 mortos e mais de 200 feridos. No entanto, a Reuters diz que 147 pessoas morreram e 35 seguiam desaparecidas, segundo a polícia e fontes médicas.
O mais letal dos ataques ocorreu no distrito xiita de Al Karrada quando um suicida detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat.
A sorveteria mais popular e antiga de Bagdá estava movimentada à 1h (horário local, 19h em Brasília). No momento do ataque, Al Karrada estava cheia mesmo tarde da noite porque os iraquianos costumam comer fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia jejuando – a solenidade termina na próxima semana.
Os xiitas, que formam a comunidade muçulmana majoritária no Iraque, são considerados hereges pelos radicais sunitas.
Equipes de resgate ainda estavam em Karrada nesta manhã na tentativa de localizar os corpos. De acordo com a CNN, 81 dos corpos estão carbonizados. Eles serão reconhecidos após a realização dos testes de DNA.
Hussein Ali, um ex-soldado de 24 anos, contou à AFP que seis funcionários de uma loja que pertence a sua família morreram no atentado. “Vou voltar ao campo de batalha. Ao menos lá eu sei quem é o inimigo e posso combatê-lo. Mas aqui não sei contra o que tenho que lutar”, disse.
Uma outra explosão atingiu uma movimentada área comercial do centro da capital iraquiana, que estava repleta de gente devido ao Ramadã, mês de jejum muçulmano. O artefato explodiu na estrada em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do norte da capital.
O EI assumiu a autoria do atentado em comunicado assinado e divulgado nas redes sociais, no qual garantiu que o alvo eram os xiitas. O grupo terrorista, que avaliou em 40 o número de mortos e em 80 o de feridos, advertiu que “com a permissão de Deus prosseguirão os ataques dos mujahedins contra os renegados”.
O Iraque trava uma luta contra o EI desde junho de 2014, quando o grupo terrorista assumiu amplas regiões do norte e do centro do país e proclamou um califado.
Com esse grande ataque, o Estado Islâmico mostra que tem a capacidade de cometer ações devastadoras em pleno centro de Bagdá, apesar das derrotas militares sofridas no Iraque nos últimos meses, com a perda de cidades como Tikrit, Ramadi e, sobretudo, Fallujah, que foi reconquistada em junho pelas forças iraquianas. A cidade era o reduto do grupo, a 50 km oeste da capital, e servia como plataforma para o lançamento de ameaças desse tipo, segundo a AFP.

Revolta
O primeiro-ministro Al-Abadi, criticado por ser incapaz de proteger os civis, anunciou no domingo uma mudança nas medidas de segurança, entre elas a retirada dos detectores de explosivos considerados ineficazes.
Também ordenou ao ministério do Interior que acelere a mobilização de um dispositivo para inspecionar veículos em todas as entradas de Bagdá, por onde passam a cada dia milhares de caminhões e carros particulares.
No domingo, os habitantes de Bagdá demonstraram sua revolta atirando pedras na direção do comboio de Al-Abadi, que disse compreender os “sentimentos de emoção, tristeza e raiva”.
G1