Zagueiros paraibanos são destaques no Rio de Janeiro

zagueirosA aparência até ajuda mas é o sotaque que entrega a origem: Maílson e Márcio Paraíba não passariam muito tempo no mesmo lugar sem assumirem que são irmãos. A dupla, que se dá muito bem fora das quatro linhas, vem levando a afinidade pra dentro de campo e ajudando a manter a invencibilidade da defesa do Volta Redonda na Série D Brasileirão.
— É uma satisfação, um privilégio ter um irmão na mesma profissão, jogando junto, fazendo o que mais gosta. Levamos essa relação boa pra dentro de campo com muito respeito. A gente sempre conversa muito no dia a dia pra fazer tudo dentro de campo dar certo – explicou Márcio Paraíba, de 31 anos.
São três jogos até aqui e nenhum gol sofrido. Foi a saída do capitão Luan para o exterior que abriu espaço para Márcio jogar ao lado do irmão — a primeira vez na carreira juntos como titulares. Maílson chegou primeiro, no início do ano, para o Campeonato Carioca. Veio com status de atual campeão indiano pelo Chennaiyin, mas também por ser homem de confiança do treinador Felipe Surian — os dois já trabalharam juntos no Tupi-MG.
A volta para o Brasil do irmão mais novo — Maílson tem 28 anos — também tinha outra motivação: ajudar a trazer Márcio Paraíba, acostumado a rodar por clubes do nordeste, para sudeste, o principal centro do futebol no país. Mas não quis interferir na escolha do clube e só revelou que eles eram irmãos depois que Márcio já tinha sido contratado.
— Quando o time tava precisando de zagueiro para a Série D, indiquei o Márcio sem falar nada. Mostrei o material dele e eles gostaram muito. No final, quando tava tudo certo, eu contei que era meu irmão e acabou que todo mundo ficou feliz – contou Maílson.
A boleiragem no sangue é herança do pai, Seu José Veriato, conhecido como Deda em Itaporanga, no interior da Paraíba. Foi ele quem mostrou aos meninos, que jogavam bola nos campinhos de terra do Conjunto Miguel Morato, que a brincadeira poderia virar um caminho pra vida. Contra tudo e contra todos.
— Todos falavam que futebol não dava futuro. Ele foi o único que acreditou. Foi muito difícil ver uma cidade pequena falar que a gente não tinha condicoes de chegar lá. Meu pai investiu o pouco que ele tinha a a gente foi a vitória dele – contou Maílson.
Os irmãos começaram juntos no Cruzeiro de Itaporanga, em 2005. No ano seguinte, foram para o CRB, de Alagoas, onde ficaram durante duas temporadas. Com cuidado
— A gente morava junto quando jogávamos no CRB, no mesmo apartamento. Ele sempre foi um cara alegre, lembro um jogo que ele foi entrar, contra a Ponte Preta, na Série B, em 2007. Eu tava com medo de que ele fizesse alguma coisa errada. Aí a bola sobrou pra ele na entrada da área, eu gritei “Tira a bola!”. Ele driblou o atacante, saiu jogando, virou pra mim e disse: “Relaxa, garoto” – lembrou Maílson, aos risos.
Depois seguiram caminhos diferentes até o reencontro quase 10 anos depois em um Volta Redonda ambicioso: quer muito o acesso para a Série C, para consolidar a imagem do clube no cenário nacional. Maílson e Márcio Paraíba são peças importantes nesse caminho, mas também personagens para contar boas histórias.

G1

zagueirosA aparência até ajuda mas é o sotaque que entrega a origem: Maílson e Márcio Paraíba não passariam muito tempo no mesmo lugar sem assumirem que são irmãos. A dupla, que se dá muito bem fora das quatro linhas, vem levando a afinidade pra dentro de campo e ajudando a manter a invencibilidade da defesa do Volta Redonda na Série D Brasileirão.
— É uma satisfação, um privilégio ter um irmão na mesma profissão, jogando junto, fazendo o que mais gosta. Levamos essa relação boa pra dentro de campo com muito respeito. A gente sempre conversa muito no dia a dia pra fazer tudo dentro de campo dar certo – explicou Márcio Paraíba, de 31 anos.
São três jogos até aqui e nenhum gol sofrido. Foi a saída do capitão Luan para o exterior que abriu espaço para Márcio jogar ao lado do irmão — a primeira vez na carreira juntos como titulares. Maílson chegou primeiro, no início do ano, para o Campeonato Carioca. Veio com status de atual campeão indiano pelo Chennaiyin, mas também por ser homem de confiança do treinador Felipe Surian — os dois já trabalharam juntos no Tupi-MG.
A volta para o Brasil do irmão mais novo — Maílson tem 28 anos — também tinha outra motivação: ajudar a trazer Márcio Paraíba, acostumado a rodar por clubes do nordeste, para sudeste, o principal centro do futebol no país. Mas não quis interferir na escolha do clube e só revelou que eles eram irmãos depois que Márcio já tinha sido contratado.
— Quando o time tava precisando de zagueiro para a Série D, indiquei o Márcio sem falar nada. Mostrei o material dele e eles gostaram muito. No final, quando tava tudo certo, eu contei que era meu irmão e acabou que todo mundo ficou feliz – contou Maílson.
A boleiragem no sangue é herança do pai, Seu José Veriato, conhecido como Deda em Itaporanga, no interior da Paraíba. Foi ele quem mostrou aos meninos, que jogavam bola nos campinhos de terra do Conjunto Miguel Morato, que a brincadeira poderia virar um caminho pra vida. Contra tudo e contra todos.
— Todos falavam que futebol não dava futuro. Ele foi o único que acreditou. Foi muito difícil ver uma cidade pequena falar que a gente não tinha condicoes de chegar lá. Meu pai investiu o pouco que ele tinha a a gente foi a vitória dele – contou Maílson.
Os irmãos começaram juntos no Cruzeiro de Itaporanga, em 2005. No ano seguinte, foram para o CRB, de Alagoas, onde ficaram durante duas temporadas. Com cuidado
— A gente morava junto quando jogávamos no CRB, no mesmo apartamento. Ele sempre foi um cara alegre, lembro um jogo que ele foi entrar, contra a Ponte Preta, na Série B, em 2007. Eu tava com medo de que ele fizesse alguma coisa errada. Aí a bola sobrou pra ele na entrada da área, eu gritei “Tira a bola!”. Ele driblou o atacante, saiu jogando, virou pra mim e disse: “Relaxa, garoto” – lembrou Maílson, aos risos.
Depois seguiram caminhos diferentes até o reencontro quase 10 anos depois em um Volta Redonda ambicioso: quer muito o acesso para a Série C, para consolidar a imagem do clube no cenário nacional. Maílson e Márcio Paraíba são peças importantes nesse caminho, mas também personagens para contar boas histórias.

G1