Brasileiros descrevem momentos de pânico em Munique

Após Atiradores abriram fogo em um shopping na região central de Munique, na Alemanha, alguns brasileiros espalhados por diferentes pontos da cidade descreveram os momentos vividos no local.
A estudante Tatiana Novaes contou que se protegeu com mais 13 pessoas no porão de uma loja.
“Foi uma situação muito rápida de pânico e a gente encontrou um abrigo dentro de uma loja. A gente ainda tá dentro do porão dessa loja e parece que agora as coisas estão começando a se acalmar”, disse, segundo o G1. Depois de um tempo, ela conseguiu sair e caminhar até em casa. Ela relatou que passou por momentos de muita tensão, mas que estava aliviada por ter conseguido sair sem que nada acontecesse.
“A situação é indescritível. É o tipo de coisa que a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente. A coisa que eu mais prezo é a sensação de liberdade. De mesmo eu sendo mulher, saber que não ia acontecer nada comigo (…) Agora assim um ataque que a gente não sabe se é terrorismo, de extremista, de extrema direita (…) Mas é uma sensação de que você não pode mais fazer suas atividades cotidianas. É uma sensação de impotência muito grande”, disse.
A jornalista brasileira Sylvia Siqueira Campos escapou por pouco de estar no local onde o tiroteio aconteceu. Em entrevista ao UOL, ela contou que chegou nesta sexta-feira à cidade e se deparou com um cenário que classificou como assustador.
“Eu simplesmente desci na estação errada. Por 10 minutos, eu estaria dentro do local dos tiros. É uma sensação muito ruim”, disse ela. A jornalista está hospedada em um hotel nas proximidades do shopping e havia saído para comprar uma galocha.
“Na recepção do hotel, me disseram que o melhor era ir ao shopping Olympia [onde há uma estação de metrô]. Tem duas estações Olympia, com três minutos de distância [entre elas]. Eu desci na errada”, explica.
“Na volta, não deu para pegar o trem. Estão parados. A polícia mandou ir pela floresta, onde estão uns policiais com fuzis. [No caminho para o hotel], dei de cara com uma das entradas do shopping [onde ocorreu o tiroteio] “, continua ela. No entanto, a profissional ainda não conseguiu chegar ao hotel, pois toda a área foi isolada pela polícia.
Alfredo Prada Giorgi também relatou os momentos que viveu pouco depois do ataque.
“Não ouvimos nenhum disparo. O que aconteceu foi uma correria bem intensa. A gente saiu por uma das laterais de uma estação. Quando a gente saiu pelo térreo estava todo mundo deitado no chão. As pessoas estavam escondidas atrás de pilares. (…) Tinha um monte de gente na rua, deitado no chão, policial, gente chorando”.
A estudante Beatrice Pedrine conta, em entrevista a GloboNews que estava na rua, depois de ter saído da universidade, e voltou para casa ao ouvir os tiros. Nervosa, ela relatou que a cidade está repleta de helicópteros e sirenes de polícia. Ao passar no supermercado, o caixa deu a notícia e ela, imediatamente, foi para casa. A estudante ainda contou que esse é um dos únicos shoppings da cidade.
Também moradora de Munique, Natasha Egger está há um ano e meio na cidade e disse à reportagem da GloboNews que se encontrava a caminho do shopping quando o atirador abriu fogo. Ela estava dentro do metrô e, quando faltava duas estações para chegar ao destino, o trem parou e o motorista informou que todos deveriam descer. Ao sair, ela contou que a rua estava tomada por carros de polícia, algo que “nunca tinha visto na minha vida”. Natasha contou que tinham muitas pessoas chorando e quase ninguém sem saber exatamente o que tinha acontecido. Ela, então, foi para casa.
Natasha relatou que a irmã dela também mora na cidade e, ao saber das notícias, foi para uma delegacia e ainda está lá, pois não tem como voltar para casa. Emocionada, a carioca disse que nunca imaginou que algo assim poderia acontecer.
A polícia local confirmou nove mortos até o momento, vítimas do ataque no shopping.
MSN

Após Atiradores abriram fogo em um shopping na região central de Munique, na Alemanha, alguns brasileiros espalhados por diferentes pontos da cidade descreveram os momentos vividos no local.
A estudante Tatiana Novaes contou que se protegeu com mais 13 pessoas no porão de uma loja.
“Foi uma situação muito rápida de pânico e a gente encontrou um abrigo dentro de uma loja. A gente ainda tá dentro do porão dessa loja e parece que agora as coisas estão começando a se acalmar”, disse, segundo o G1. Depois de um tempo, ela conseguiu sair e caminhar até em casa. Ela relatou que passou por momentos de muita tensão, mas que estava aliviada por ter conseguido sair sem que nada acontecesse.
“A situação é indescritível. É o tipo de coisa que a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente. A coisa que eu mais prezo é a sensação de liberdade. De mesmo eu sendo mulher, saber que não ia acontecer nada comigo (…) Agora assim um ataque que a gente não sabe se é terrorismo, de extremista, de extrema direita (…) Mas é uma sensação de que você não pode mais fazer suas atividades cotidianas. É uma sensação de impotência muito grande”, disse.
A jornalista brasileira Sylvia Siqueira Campos escapou por pouco de estar no local onde o tiroteio aconteceu. Em entrevista ao UOL, ela contou que chegou nesta sexta-feira à cidade e se deparou com um cenário que classificou como assustador.
“Eu simplesmente desci na estação errada. Por 10 minutos, eu estaria dentro do local dos tiros. É uma sensação muito ruim”, disse ela. A jornalista está hospedada em um hotel nas proximidades do shopping e havia saído para comprar uma galocha.
“Na recepção do hotel, me disseram que o melhor era ir ao shopping Olympia [onde há uma estação de metrô]. Tem duas estações Olympia, com três minutos de distância [entre elas]. Eu desci na errada”, explica.
“Na volta, não deu para pegar o trem. Estão parados. A polícia mandou ir pela floresta, onde estão uns policiais com fuzis. [No caminho para o hotel], dei de cara com uma das entradas do shopping [onde ocorreu o tiroteio] “, continua ela. No entanto, a profissional ainda não conseguiu chegar ao hotel, pois toda a área foi isolada pela polícia.
Alfredo Prada Giorgi também relatou os momentos que viveu pouco depois do ataque.
“Não ouvimos nenhum disparo. O que aconteceu foi uma correria bem intensa. A gente saiu por uma das laterais de uma estação. Quando a gente saiu pelo térreo estava todo mundo deitado no chão. As pessoas estavam escondidas atrás de pilares. (…) Tinha um monte de gente na rua, deitado no chão, policial, gente chorando”.
A estudante Beatrice Pedrine conta, em entrevista a GloboNews que estava na rua, depois de ter saído da universidade, e voltou para casa ao ouvir os tiros. Nervosa, ela relatou que a cidade está repleta de helicópteros e sirenes de polícia. Ao passar no supermercado, o caixa deu a notícia e ela, imediatamente, foi para casa. A estudante ainda contou que esse é um dos únicos shoppings da cidade.
Também moradora de Munique, Natasha Egger está há um ano e meio na cidade e disse à reportagem da GloboNews que se encontrava a caminho do shopping quando o atirador abriu fogo. Ela estava dentro do metrô e, quando faltava duas estações para chegar ao destino, o trem parou e o motorista informou que todos deveriam descer. Ao sair, ela contou que a rua estava tomada por carros de polícia, algo que “nunca tinha visto na minha vida”. Natasha contou que tinham muitas pessoas chorando e quase ninguém sem saber exatamente o que tinha acontecido. Ela, então, foi para casa.
Natasha relatou que a irmã dela também mora na cidade e, ao saber das notícias, foi para uma delegacia e ainda está lá, pois não tem como voltar para casa. Emocionada, a carioca disse que nunca imaginou que algo assim poderia acontecer.
A polícia local confirmou nove mortos até o momento, vítimas do ataque no shopping.
MSN