Lava Jato: revista detalha propina de mais de R$ 5 mil para Renan

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi mais uma vez citado em delação premiada da Operação Lava Jato, desta vez feita por Felipe Parente, um dos assessores de campanha do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. De acordo com informações divulgadas pela revista Época nesta sexta-feira (21), Parente se encontrava com Iara Jonas, assessora do Senado, para fazer repasses de valores desviados de empresários que mantinham contratos com a Transpetro. Ainda segundo a publicação, Parente ficou conhecido como “o homem das malas do PMDB” no bilionário esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras.

“Ao todo, segundo os trechos verificados por Época, as três empresas repassaram R$ 5,5 milhões ao presidente do Senado e ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) entre 2004 e 2006 – R$ 11 milhões em valores atualizados. Parente, que até 2004 era uma espécie de “faz-tudo” da empresa de materiais didáticos de Daniel Machado, filho de Sérgio, passou a manusear cifras milionárias e a interagir com altos executivos das maiores empreiteiras do país. Recebia 5% do valor que transportava entre empresas e intermediários de políticos. No caso da Queiroz Galvão, que, segundo Parente, desembolsou R$ 3,5 milhões em espécie com o objetivo de abastecer os cofres de Renan Calheiros e Jader Barbalho, as tratativas se davam diretamente com o então presidente da empresa, Ildefonso Colares, hoje em prisão domiciliar depois de ser diagnosticado com câncer. Para ser recebido na presidência da companhia, uma senha lhe era pedida: a palavra ‘lua’”, diz trecho da matéria publicada na Época.

A revista afirma que, em relato minucioso, o ex-assessor de Sérgio Machado forneceu o roteiro das “captações de propina junto a empreiteiras do petrolão em endereços precisos, e as circunstâncias e locais dos cerca de 15 encontros que teve com Iara, identificada por ele como a interlocutora exclusiva das propinas endereçadas a Renan”.

Na reportagem, relatos feitos por Felipe Parente dão força às declarações de Sérgio Machado “sobre o loteamento da Transpetro entre senadores do PMDB, em troca do abastecimento de suas contas por meio de propina paga por prestadores de serviço da empresa estatal”.

Em nota, enviada pela assessoria de comunicação do presidente do Senado, Renan Calheiros reiterou “que jamais, em nenhuma circunstância, recebeu vantagens de quem quer que seja” e “que as chances de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é de zero”.

Ainda de acordo com a nota, Renan Calheiros “reafirma que não conhece Felipe Parente e que, embora saiba de quem se trata Iara Jonas, não tem nenhuma relação com a mesma”.

Congresso em Foco

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi mais uma vez citado em delação premiada da Operação Lava Jato, desta vez feita por Felipe Parente, um dos assessores de campanha do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. De acordo com informações divulgadas pela revista Época nesta sexta-feira (21), Parente se encontrava com Iara Jonas, assessora do Senado, para fazer repasses de valores desviados de empresários que mantinham contratos com a Transpetro. Ainda segundo a publicação, Parente ficou conhecido como “o homem das malas do PMDB” no bilionário esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras.

“Ao todo, segundo os trechos verificados por Época, as três empresas repassaram R$ 5,5 milhões ao presidente do Senado e ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) entre 2004 e 2006 – R$ 11 milhões em valores atualizados. Parente, que até 2004 era uma espécie de “faz-tudo” da empresa de materiais didáticos de Daniel Machado, filho de Sérgio, passou a manusear cifras milionárias e a interagir com altos executivos das maiores empreiteiras do país. Recebia 5% do valor que transportava entre empresas e intermediários de políticos. No caso da Queiroz Galvão, que, segundo Parente, desembolsou R$ 3,5 milhões em espécie com o objetivo de abastecer os cofres de Renan Calheiros e Jader Barbalho, as tratativas se davam diretamente com o então presidente da empresa, Ildefonso Colares, hoje em prisão domiciliar depois de ser diagnosticado com câncer. Para ser recebido na presidência da companhia, uma senha lhe era pedida: a palavra ‘lua’”, diz trecho da matéria publicada na Época.

A revista afirma que, em relato minucioso, o ex-assessor de Sérgio Machado forneceu o roteiro das “captações de propina junto a empreiteiras do petrolão em endereços precisos, e as circunstâncias e locais dos cerca de 15 encontros que teve com Iara, identificada por ele como a interlocutora exclusiva das propinas endereçadas a Renan”.

Na reportagem, relatos feitos por Felipe Parente dão força às declarações de Sérgio Machado “sobre o loteamento da Transpetro entre senadores do PMDB, em troca do abastecimento de suas contas por meio de propina paga por prestadores de serviço da empresa estatal”.

Em nota, enviada pela assessoria de comunicação do presidente do Senado, Renan Calheiros reiterou “que jamais, em nenhuma circunstância, recebeu vantagens de quem quer que seja” e “que as chances de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é de zero”.

Ainda de acordo com a nota, Renan Calheiros “reafirma que não conhece Felipe Parente e que, embora saiba de quem se trata Iara Jonas, não tem nenhuma relação com a mesma”.

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