Aécio presta depoimento à PF para falar de documentos da CPI dos Correios

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) prestou na semana passada depoimento à Polícia Federal (PF), em Brasília, para esclarecer a acusação de que teria maquiado dados sobre o Banco Rural enviados à CPI dos Correios em 2005. A informação, que foi divulgada pela revista “Época”, foi confirmada nesta terça (27) pela assessoria do parlamentar por meio de nota.
O comunicado distribuído nesta terça pela assessoria de Aécio afirma que o senador do PSDB prestou esclarecimentos “demonstrando a absoluta improcedência” das citações feitas pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Em sua delação premiada, o parlamentar sul-matogrossense afirmou que o tucano tentou ocultar da CPI dos Correios informações sobre o suposto esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (1995-1999), o chamado mensalão do PSDB.
O objetivo da manobra seria esconder a existência de um mensalão mineiro durante os trabalhos na CPI, que investigou o mensalão do PT.
Na ocasião, Delcídio era o presidente da CPI dos Correios. O ex-parlamentar do Mato Grosso do Sul foi preso e, posteriormente, teve o mandato cassado por conta da tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Em um de seus depoimentos aos procuradores da República, Delcídio disse que a adulteração dos dados contou com a participação do atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes que, à época, era deputado federal pelo PSDB.
Em outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a analisar vídeos da retirada de documentos da CPI mista dos Correios transportados ao arquivo do Senado em maio deste ano.
Os policiais federais querem identificar os servidores que teriam transportado os documentos de uma sala da CPI para a Coordenação de Arquivo do Senado no mesmo dia em que o inquérito sobre Aécio foi aberto.
Uma semana depois, o Senado divulgou nota informando que o transporte dos documentos partiu de um pedido do gabinete do senador. O senador teria pedido acesso aos documentos para preparar a defesa que seria apresentada ao Supremo. Foram transportadas 46 das quase 1 mil caixas que compõem o acervo da CPI.
A assessoria de Aécio disse ao G1 nesta terça que, na ocasião, o senador tucano se limitou a pedir oficialmente ao Senado acesso à cópia de documentos públicos que é garantido a qualquer cidadão para elaborar sua defesa em relação às acusações de Delcídio.
Ainda de acordo com os assessores do senador do PSDB, a solicitação foi feita ao Senado “muito antes” de o STF ter autorizado a abertura de inquérito para investigar as denúncias de Delcídio.
“Ele [Aécio] nunca solicitou o transporte de nenhum documento, ao contrário do informado”, enfatizou a assessoria.
G1

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) prestou na semana passada depoimento à Polícia Federal (PF), em Brasília, para esclarecer a acusação de que teria maquiado dados sobre o Banco Rural enviados à CPI dos Correios em 2005. A informação, que foi divulgada pela revista “Época”, foi confirmada nesta terça (27) pela assessoria do parlamentar por meio de nota.
O comunicado distribuído nesta terça pela assessoria de Aécio afirma que o senador do PSDB prestou esclarecimentos “demonstrando a absoluta improcedência” das citações feitas pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Em sua delação premiada, o parlamentar sul-matogrossense afirmou que o tucano tentou ocultar da CPI dos Correios informações sobre o suposto esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (1995-1999), o chamado mensalão do PSDB.
O objetivo da manobra seria esconder a existência de um mensalão mineiro durante os trabalhos na CPI, que investigou o mensalão do PT.
Na ocasião, Delcídio era o presidente da CPI dos Correios. O ex-parlamentar do Mato Grosso do Sul foi preso e, posteriormente, teve o mandato cassado por conta da tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Em um de seus depoimentos aos procuradores da República, Delcídio disse que a adulteração dos dados contou com a participação do atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes que, à época, era deputado federal pelo PSDB.
Em outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a analisar vídeos da retirada de documentos da CPI mista dos Correios transportados ao arquivo do Senado em maio deste ano.
Os policiais federais querem identificar os servidores que teriam transportado os documentos de uma sala da CPI para a Coordenação de Arquivo do Senado no mesmo dia em que o inquérito sobre Aécio foi aberto.
Uma semana depois, o Senado divulgou nota informando que o transporte dos documentos partiu de um pedido do gabinete do senador. O senador teria pedido acesso aos documentos para preparar a defesa que seria apresentada ao Supremo. Foram transportadas 46 das quase 1 mil caixas que compõem o acervo da CPI.
A assessoria de Aécio disse ao G1 nesta terça que, na ocasião, o senador tucano se limitou a pedir oficialmente ao Senado acesso à cópia de documentos públicos que é garantido a qualquer cidadão para elaborar sua defesa em relação às acusações de Delcídio.
Ainda de acordo com os assessores do senador do PSDB, a solicitação foi feita ao Senado “muito antes” de o STF ter autorizado a abertura de inquérito para investigar as denúncias de Delcídio.
“Ele [Aécio] nunca solicitou o transporte de nenhum documento, ao contrário do informado”, enfatizou a assessoria.
G1