Ex de atirador da chacina registrou 5 queixas contra ele na Polícia Civil

ex5A ex-mulher do atirador da chacina de Campinas (SP), Isamara Filier, de 41 anos, registrou cinco boletins de ocorrência (BO) contra Sidnei Ramis de Araujo, de 46 anos, ao longo de dez anos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de SP, o primeiro BO foi em 2005 por ameaça e injúria.
Isamara, o filho de 8 anos com Sidnei e mais dez pessoas da família dela foram assassinados durante uma festa de réveillon, entre a noite do dia 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro. Sidnei invadiu o local atirando e atingiu 15 pessoas; 11 morreram no local e quatro baleadas foram socorridas, mas uma não resistiu aos ferimentos. O filho foi o último a ser morto antes de Sidnei cometer suicídio. Clique para ver a lista de vítimas.
Sidnei deixou uma carta de oito páginas contando a motivação do crime e a revolta com o fato de ter horários restritos para ver o filho uma vez por semana. Em 2013, Isamara denunciou Sidnei por abuso contra a criança.
Ele chegou a ser proibido pela Justiça de visitar o filho e, depois, houve a restrição das visitas, quando psicólogos não atestaram o abuso, mas sim que Sidnei tinha “comportamento inadequado”, segundo a advogada de Isamara , Lúcia Helena de Castro Xavier.

Agressões, ameaça…
Das cinco ocorrências registradas na Polícia Civil pela ex, quatro são de natureza criminal. Além da de 2005, em 2012 o registro foi por ameaça, em 2013 foi por vias de fato – quando há agressão física, mas sem lesão corporal – e em 2015 Isamara registrou o boletim por violência doméstica e ameaça.
No entanto, a ex-mulher do atirador não fez a representação criminal, ou seja, decidiu não dar continuidade ao processo.
Segundo a SSP, ao registrar o boletim de ocorrência, o delegado pergunta à vítima se ela deseja representar para dar prosseguimento na investigação. A vítima pode demonstrar o interesse na hora ou tem até seis meses para decidir por continuar o processo. Caso ela não represente, somente o registro é feito na Polícia Civil.
No caso de Isamara, na última queixa registrada ela foi orientada pela polícia sobre a possibilidade de uma medida restritiva, para protegê-la do ex-marido. Mas, segundo a SSP, a opção foi rejeitada na época.
O quinto BO registrado por ela foi de natureza não criminal. O motivo foi a aproximação de Sidnei com o menino em um dia que não era designado para visita, em 2014.

Investigação
A Polícia Civil investiga a procedência da arma usada por Sidnei na chacina. Segundo o chefe desta investigação, Wesley Aguiar, é essencial descobrir quem vendeu a pistola 9mm para o técnico em laboratório cometer os assassinatos.
O áudio deixado por Sidnei em um gravador é um dos elementos de prova e servirá para balizar as investigações, segundo a SSP. O conteúdo não foi divulgado. Esse material, assim como a arma, as munições, os dois carregadores, o canivete, os explosivos e o celular que estavam com o atirador, já foi encaminhado para perícia.
Nesta segunda-feira (2), a polícia recebeu a carta que o técnico em laboratório deixou contando as motivações do crime, divulgada na imprensa. Testemunhas do caso já começaram a ser ouvidas. O inquérito policial foi instaurado no 3º Distrito Policial de Campinas, e tem o apoio do Setor de Homicídios da cidade.
G1

ex5A ex-mulher do atirador da chacina de Campinas (SP), Isamara Filier, de 41 anos, registrou cinco boletins de ocorrência (BO) contra Sidnei Ramis de Araujo, de 46 anos, ao longo de dez anos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de SP, o primeiro BO foi em 2005 por ameaça e injúria.
Isamara, o filho de 8 anos com Sidnei e mais dez pessoas da família dela foram assassinados durante uma festa de réveillon, entre a noite do dia 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro. Sidnei invadiu o local atirando e atingiu 15 pessoas; 11 morreram no local e quatro baleadas foram socorridas, mas uma não resistiu aos ferimentos. O filho foi o último a ser morto antes de Sidnei cometer suicídio. Clique para ver a lista de vítimas.
Sidnei deixou uma carta de oito páginas contando a motivação do crime e a revolta com o fato de ter horários restritos para ver o filho uma vez por semana. Em 2013, Isamara denunciou Sidnei por abuso contra a criança.
Ele chegou a ser proibido pela Justiça de visitar o filho e, depois, houve a restrição das visitas, quando psicólogos não atestaram o abuso, mas sim que Sidnei tinha “comportamento inadequado”, segundo a advogada de Isamara , Lúcia Helena de Castro Xavier.

Agressões, ameaça…
Das cinco ocorrências registradas na Polícia Civil pela ex, quatro são de natureza criminal. Além da de 2005, em 2012 o registro foi por ameaça, em 2013 foi por vias de fato – quando há agressão física, mas sem lesão corporal – e em 2015 Isamara registrou o boletim por violência doméstica e ameaça.
No entanto, a ex-mulher do atirador não fez a representação criminal, ou seja, decidiu não dar continuidade ao processo.
Segundo a SSP, ao registrar o boletim de ocorrência, o delegado pergunta à vítima se ela deseja representar para dar prosseguimento na investigação. A vítima pode demonstrar o interesse na hora ou tem até seis meses para decidir por continuar o processo. Caso ela não represente, somente o registro é feito na Polícia Civil.
No caso de Isamara, na última queixa registrada ela foi orientada pela polícia sobre a possibilidade de uma medida restritiva, para protegê-la do ex-marido. Mas, segundo a SSP, a opção foi rejeitada na época.
O quinto BO registrado por ela foi de natureza não criminal. O motivo foi a aproximação de Sidnei com o menino em um dia que não era designado para visita, em 2014.

Investigação
A Polícia Civil investiga a procedência da arma usada por Sidnei na chacina. Segundo o chefe desta investigação, Wesley Aguiar, é essencial descobrir quem vendeu a pistola 9mm para o técnico em laboratório cometer os assassinatos.
O áudio deixado por Sidnei em um gravador é um dos elementos de prova e servirá para balizar as investigações, segundo a SSP. O conteúdo não foi divulgado. Esse material, assim como a arma, as munições, os dois carregadores, o canivete, os explosivos e o celular que estavam com o atirador, já foi encaminhado para perícia.
Nesta segunda-feira (2), a polícia recebeu a carta que o técnico em laboratório deixou contando as motivações do crime, divulgada na imprensa. Testemunhas do caso já começaram a ser ouvidas. O inquérito policial foi instaurado no 3º Distrito Policial de Campinas, e tem o apoio do Setor de Homicídios da cidade.
G1