‘Foi queimada viva’, diz delegado sobre Loalwa Braz, do Kaoma

O delegado Leonardo Macharet, da 124ª DP (Saquarema), responsável pelo “caso Kaoma”, deu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 19, e contou que a cantora Loalwa Braz, de 64 anos, foi queimada viva pelos criminosos. A vocalista do Kaoma – famosa em todo o mundo pelo hit “Chorando se foi” – foi encontrada morta carbonizada em um carro a 800 metros de sua pousada, em Saquarema. Dois suspeitos acabaram presos horas depois pela polícia, que até as 18h30 procurava um terceiro envolvido. Um deles, Wallace de Paula Vieira, de 23 anos, trabalhava havia poucas semanas na pousada da artista.
“Eles entraram na pousada, bateram nela com um pedaço de madeira, que já foi localizado. Também apreendemos uma faca e a camisa de um dos elementos com sangue. Ela estava gritando muito, eles resolveram levá-la para o carro. Um deles iria sair com ela do local, mas parece que o carro morreu e eles atearam fogo nela. Ela estava viva no momento que a queimaram. Foi queimada viva. Essa foi a parte mais cruel”, disse o delegado, que contou sobre o vínculo recente entre o criminoso e a cantora. “Ele era caseiro dela desde o réveillon. Foi chamado para o movimento de verão, tem então uns 15 dias. A mão de obra em Saquarema está um tanto precária, mas infelizmente ela acabou contratando alguém totalmente sem conhecer e aconteceu isso.”
A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Os suspeitos presos até a tarde desta quinta são Wallace e um rapaz identificado apenas como Gabriel, de 21 anos. Eles seguiriam ainda nesta sexta para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
“Estamos aguardando parentes que saibam o que eles têm na casa. A princípio, levaram R$ 15 mil, pertences como louça, itens pessoais”. O corpo foi levado para o IML de Araruama e a identificação será feita através da arcada dentária – o dentista de Loawla vai até o IML junto com os familiares para ajudar na investigação.
“Quando a ocorrência chegou para a Polícia Militar, o suspeito (Wallace) se apresentou como vítima, como se também tivesse sofrido o roubo, como se fosse vítima e não autor. Começamos a suspeitar porque ele aparentou estar nervoso e depois ele acabou confessando”, disse o delegado sobre um dos suspeitos que será indiciado por latrocínio. Segundo o delegado, a dupla não aparenta arrependimento.
“Os presos não demonstram arrependimento e ainda brincaram com a música sucesso dela (‘Chorando se foi’). Demonstraram total certeza do que faziam e nenhum arrependimento. É um crime bárbaro, bastante violento, e foge até da normalidade de Saquarema. Vamos trabalhar para prender o terceiro elemento ainda. Não temos o nome, apenas a descrição”.

Entenda o caso
Na manhã desta quinta, 19, o major Domingos do Corpo de Bombeiros de Saquarema, contou ao EGO que foi solicitado combate a um incêndio em uma residência no Bairro Jardins. “Teve um príncípio de incêndio em um imóvel na Estrada da Barreira, no distrito de Bacaxá, na altura do número 3.333. Depois de combatido, recebemos a ligação de um policial solicitando atendimento para combater outro foco de incêndio em um carro nas proximidades. No procedimento de rescaldo do veículo conseguimos identificar a presença do corpo de uma mulher que estava carbonizado.”
O incêndio foi em um carro modelo Honda Civic, onde o corpo de Loalwa foi encontrado.

Vida e carreira
A cantora de 63 anos estava em tratamento para curar um câncer. Ela era casada e tinha dois filhos, mas vivia sozinha em um sítio na mesma cidade, já que o marido estava morando na França. De acordo com sua assessoria de imprensa, um dos filhos seguiu para a Região dos Lagos logo após saber da notícia.
De Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, Loalwa foi morar em Paris, em 1985. Casou-se com um francês e passou a cantar jazz em clubes e casas de show francesas. Formou o grupo Kaoma, que cantava reggae e salsa, e se surpreendeu quando foi convidada para cantar lambada.
“Muita gente me criticou porque eu tinha formação clássica e ia cantar música popular”, contou ela, em entrevista ao EGO em 2009.
Talvez por ter sido criada ouvindo ritmos variados, Loalwa não se importou com as críticas e topou o desafio. A lambada explodiu no Brasil no final dos anos 80 e foi levada aos outros países nos anos 90. A cantora começou então seu périplo pelo mundo, fazendo shows em um total de 116 países.
Ego

O delegado Leonardo Macharet, da 124ª DP (Saquarema), responsável pelo “caso Kaoma”, deu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 19, e contou que a cantora Loalwa Braz, de 64 anos, foi queimada viva pelos criminosos. A vocalista do Kaoma – famosa em todo o mundo pelo hit “Chorando se foi” – foi encontrada morta carbonizada em um carro a 800 metros de sua pousada, em Saquarema. Dois suspeitos acabaram presos horas depois pela polícia, que até as 18h30 procurava um terceiro envolvido. Um deles, Wallace de Paula Vieira, de 23 anos, trabalhava havia poucas semanas na pousada da artista.
“Eles entraram na pousada, bateram nela com um pedaço de madeira, que já foi localizado. Também apreendemos uma faca e a camisa de um dos elementos com sangue. Ela estava gritando muito, eles resolveram levá-la para o carro. Um deles iria sair com ela do local, mas parece que o carro morreu e eles atearam fogo nela. Ela estava viva no momento que a queimaram. Foi queimada viva. Essa foi a parte mais cruel”, disse o delegado, que contou sobre o vínculo recente entre o criminoso e a cantora. “Ele era caseiro dela desde o réveillon. Foi chamado para o movimento de verão, tem então uns 15 dias. A mão de obra em Saquarema está um tanto precária, mas infelizmente ela acabou contratando alguém totalmente sem conhecer e aconteceu isso.”
A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Os suspeitos presos até a tarde desta quinta são Wallace e um rapaz identificado apenas como Gabriel, de 21 anos. Eles seguiriam ainda nesta sexta para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
“Estamos aguardando parentes que saibam o que eles têm na casa. A princípio, levaram R$ 15 mil, pertences como louça, itens pessoais”. O corpo foi levado para o IML de Araruama e a identificação será feita através da arcada dentária – o dentista de Loawla vai até o IML junto com os familiares para ajudar na investigação.
“Quando a ocorrência chegou para a Polícia Militar, o suspeito (Wallace) se apresentou como vítima, como se também tivesse sofrido o roubo, como se fosse vítima e não autor. Começamos a suspeitar porque ele aparentou estar nervoso e depois ele acabou confessando”, disse o delegado sobre um dos suspeitos que será indiciado por latrocínio. Segundo o delegado, a dupla não aparenta arrependimento.
“Os presos não demonstram arrependimento e ainda brincaram com a música sucesso dela (‘Chorando se foi’). Demonstraram total certeza do que faziam e nenhum arrependimento. É um crime bárbaro, bastante violento, e foge até da normalidade de Saquarema. Vamos trabalhar para prender o terceiro elemento ainda. Não temos o nome, apenas a descrição”.

Entenda o caso
Na manhã desta quinta, 19, o major Domingos do Corpo de Bombeiros de Saquarema, contou ao EGO que foi solicitado combate a um incêndio em uma residência no Bairro Jardins. “Teve um príncípio de incêndio em um imóvel na Estrada da Barreira, no distrito de Bacaxá, na altura do número 3.333. Depois de combatido, recebemos a ligação de um policial solicitando atendimento para combater outro foco de incêndio em um carro nas proximidades. No procedimento de rescaldo do veículo conseguimos identificar a presença do corpo de uma mulher que estava carbonizado.”
O incêndio foi em um carro modelo Honda Civic, onde o corpo de Loalwa foi encontrado.

Vida e carreira
A cantora de 63 anos estava em tratamento para curar um câncer. Ela era casada e tinha dois filhos, mas vivia sozinha em um sítio na mesma cidade, já que o marido estava morando na França. De acordo com sua assessoria de imprensa, um dos filhos seguiu para a Região dos Lagos logo após saber da notícia.
De Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, Loalwa foi morar em Paris, em 1985. Casou-se com um francês e passou a cantar jazz em clubes e casas de show francesas. Formou o grupo Kaoma, que cantava reggae e salsa, e se surpreendeu quando foi convidada para cantar lambada.
“Muita gente me criticou porque eu tinha formação clássica e ia cantar música popular”, contou ela, em entrevista ao EGO em 2009.
Talvez por ter sido criada ouvindo ritmos variados, Loalwa não se importou com as críticas e topou o desafio. A lambada explodiu no Brasil no final dos anos 80 e foi levada aos outros países nos anos 90. A cantora começou então seu périplo pelo mundo, fazendo shows em um total de 116 países.
Ego