Judeus tiram produtos de casa e doam a entidade filantrópica

A comunidade judaica Magen David, em Campina Grande, vai realizar, às 15h de hoje, a entrega dos chamets (produtos derivados dos cinco cereais: trigo, cevada, aveia, centeio e espelta), dando início a Pessach (Pascoa Judaica) em todo o mundo. Este ano a Magen escolheu para a tsedaka (caridade) o IPCCCAN – Instituto Paraibano de Combate ao Câncer, localizado na rua Inácio Meyer, 370, no bairro do Centenário, próximo ao Restaurante do Alexandre.
Serão entregues mercadorias não perecíveis como: macarrão, bolachas, chocolates etc. que foram comprados pelos judeus e não utilizados no período que antecedeu o Pessach. Este é um procedimento determinado na Torá, precisamente em Êxodo 12: 15, a qual afirma que não deverá haver, durante a semana da festa, nenhum fermento dos cinco cereais na casa do judeu, o que motivou a entrega ao IPCCAN, uma organização não governamental de caráter beneficente e sem fins lucrativos, mantida por doações.
A sugestão da entrega dos produtos foi feita pelo rabino Gilberto Ventura, da Sinagoga Sem Fronteiras, que atualmente desenvolve um trabalho de reconhecimento dos bnei anussim (judeus que perderam sua tradição por força da Inquisição) em todo o Brasil. Segundo Ventura, esta é uma forma de unir a tradição judaica à caridade, promover a tolerância religiosa e ajudar os mais carentes.
Hoje à noite será realizado o seder (ceia) de Pessach na comunidade Magen David, alusivo ao primeiro dia da festa. O evento conta com um ritual composto por ervas amargas, ovo chamuscado, pasta de nozes, legumes, vinho etc. e em seguida a ceia. Durante os oito dias do evento nenhum judeu poderá comer produtos oriundos dos cinco cereais, visto que todo o chamets foram doados ou queimados das casas.
Páscoa Jucaica/cristã
Não há nada em comum entre a Páscoa judia e a cristã, apesar de esta ter se originado daquela. A começar pela historicidade, existe uma diferença nos princípios das festas de pelo menos 1575 anos. A Páscoa dos judeus foi instituída em 1250 antes da era comum, tendo como base uma determinação do Eterno a Mosés, contida na Torá também em Números, 28, enquanto a dos cristãos foi estabelecida no Concílio de Nicéia, presidido pelo imperador Constantino, no ano de 325, da era comum, com data determinada para o primeiro domingo, depois da lua cheia (https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa).
A Páscoa judia é comemorada sempre no dia 15 do mês judaico de nissan, com data fixada pelo Eterno (FRIDLIN, Jairo. Sidur Completo, São Paulo, Sêfer, 1997), enquanto a dos cristãos ocidentais é móvel, geralmente entre os dias 22 e 25 de abril, baseada no calendário gregoriano, alusivo ao Papa Gregório XVIII. Por sua vez, os cristãos do Oriente tomaram como calendário o juliano, que antecedeu gregoriano.
O evento judeu está ligado à libertação dos filhos de Israel da escravidão egípcia, acontecimento este que se constituiu como um dos principais fundamentos da sua fé (Fridlin, Jairo. Sidur Completo, São Paulo, Sêfer, 1997, p. 472). Por sua vez, a “Páscoa ou Domingo da Ressurreição é um feriado que celebra a supostaressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento”. Portanto, nenhuma relação existe entra a Pessach dos judeus e a Páscoa dos cristãos.

A comunidade judaica Magen David, em Campina Grande, vai realizar, às 15h de hoje, a entrega dos chamets (produtos derivados dos cinco cereais: trigo, cevada, aveia, centeio e espelta), dando início a Pessach (Pascoa Judaica) em todo o mundo. Este ano a Magen escolheu para a tsedaka (caridade) o IPCCCAN – Instituto Paraibano de Combate ao Câncer, localizado na rua Inácio Meyer, 370, no bairro do Centenário, próximo ao Restaurante do Alexandre.
Serão entregues mercadorias não perecíveis como: macarrão, bolachas, chocolates etc. que foram comprados pelos judeus e não utilizados no período que antecedeu o Pessach. Este é um procedimento determinado na Torá, precisamente em Êxodo 12: 15, a qual afirma que não deverá haver, durante a semana da festa, nenhum fermento dos cinco cereais na casa do judeu, o que motivou a entrega ao IPCCAN, uma organização não governamental de caráter beneficente e sem fins lucrativos, mantida por doações.
A sugestão da entrega dos produtos foi feita pelo rabino Gilberto Ventura, da Sinagoga Sem Fronteiras, que atualmente desenvolve um trabalho de reconhecimento dos bnei anussim (judeus que perderam sua tradição por força da Inquisição) em todo o Brasil. Segundo Ventura, esta é uma forma de unir a tradição judaica à caridade, promover a tolerância religiosa e ajudar os mais carentes.
Hoje à noite será realizado o seder (ceia) de Pessach na comunidade Magen David, alusivo ao primeiro dia da festa. O evento conta com um ritual composto por ervas amargas, ovo chamuscado, pasta de nozes, legumes, vinho etc. e em seguida a ceia. Durante os oito dias do evento nenhum judeu poderá comer produtos oriundos dos cinco cereais, visto que todo o chamets foram doados ou queimados das casas.
Páscoa Jucaica/cristã
Não há nada em comum entre a Páscoa judia e a cristã, apesar de esta ter se originado daquela. A começar pela historicidade, existe uma diferença nos princípios das festas de pelo menos 1575 anos. A Páscoa dos judeus foi instituída em 1250 antes da era comum, tendo como base uma determinação do Eterno a Mosés, contida na Torá também em Números, 28, enquanto a dos cristãos foi estabelecida no Concílio de Nicéia, presidido pelo imperador Constantino, no ano de 325, da era comum, com data determinada para o primeiro domingo, depois da lua cheia (https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa).
A Páscoa judia é comemorada sempre no dia 15 do mês judaico de nissan, com data fixada pelo Eterno (FRIDLIN, Jairo. Sidur Completo, São Paulo, Sêfer, 1997), enquanto a dos cristãos ocidentais é móvel, geralmente entre os dias 22 e 25 de abril, baseada no calendário gregoriano, alusivo ao Papa Gregório XVIII. Por sua vez, os cristãos do Oriente tomaram como calendário o juliano, que antecedeu gregoriano.
O evento judeu está ligado à libertação dos filhos de Israel da escravidão egípcia, acontecimento este que se constituiu como um dos principais fundamentos da sua fé (Fridlin, Jairo. Sidur Completo, São Paulo, Sêfer, 1997, p. 472). Por sua vez, a “Páscoa ou Domingo da Ressurreição é um feriado que celebra a supostaressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento”. Portanto, nenhuma relação existe entra a Pessach dos judeus e a Páscoa dos cristãos.