No Brasil, a luta por direitos e conquistas sociais desagrada a sua elite

A raivosidade de alguns setores da sociedade brasileira em relação à classe trabalhadora é visível e preocupante. Se fosse a elite até se entenderia, porém, os ataques por vezes desqualificados e sem sustentação teórico acadêmica, partem de pessoas que serão diretamente afetadas pelo desmanche do Estado.

Por tanta intolerância e incapacidade de diálogo e de convivência social, recorro ao filósofo francês, Bruno Latour quando ele diz que, pelo menos para sermos modernos, devemos ter um olhar que não enxerga relações conflituosas com outras culturas e classes, mas, uma complementaridade entre as diferenças. Latour diz ainda que os modernos, acreditariam nas propostas da suposta modernidade, os anti-modernos, tem uma postura reacionária diante da modernidade e os pós-modernos, que seriam os céticos que recusando as duas posições anteriores, ficam suspensos entre a dúvida e a crença. Dito isso, ele questiona esses pensamentos discutindo se algum dia já fomos modernos!

O Neoliberalismo nasceu após o final da segunda Guerra Mundial, na região da Europa e da América do Norte. O modelo surgiu como uma reação ao Estado intervencionista e do bem-estar. A verdade é que o feroz modelo neoliberal pensado pelo economista austríaco Friedrich Hayek e pelo também economista americano Milton Friedman que prega a ausência do Estado em serviços essenciais à população, como saúde, segurança e educação, está se tornando cada vez mais real, na principal economia latino-americana.
No Brasil, o Neoliberalismo começou no governo do ex-presidente Fernando Collor de Melo, passando pelos governos seguintes de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso- e até pela época progressista dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, a chamada época progressista onde houve conquistas sociais, (re) distribuição de renda e inclusão social com milhares de famílias saindo da miséria, passando a viver com o mínimo de dignidade-, como é de se notar, houve na época petista um fortalecimento do estado do bem-estar, sem o rompimento do modelo de Hayek e Friedman.

Porém, a classe política brasileira, cansou de ter politicas que favoreciam o povo e em 2016, retirou do poder a ex-presidente Dilma Roussef, para o seu lugar conforme manda a constituição brasileira, automaticamente assume Michel Temer, com a ascensão de Temer ao poder, era decretado o fim das conquistas sociais e o desmanche do Estado brasileiro.

De imediato, Temer tratou de colocar marcha à ré, na engrenagem que estava levando o país rumo ao desenvolvimento, aprovando na prática agora aprofundada do toma lá da cá, uma PEC (Proposta de Emenda a Constituição), limitando os gastos públicos por vinte anos, revogação da CLT (Consolidação das Leis Trabalistas) de 1943, precarizando as condições de trabalho no país e por último, em breve será aprovada a reforma da Previdência Social, acabando de vez o Estado e com ele a aposentadoria.

Por isso, com êxito, mas, (des) mobilização o povo resolveu ir às ruas, decidido a lutar por seus direitos que ora estão sendo transformados em cinzas, fato que desagrada uma elite que historicamente tem se beneficiado da exploração de uma classe que mesmo assim, com lágrimas suor e sangue, lutou e conseguiu garantias que agora são usurpadas.

De tudo isto, pode se dizer que o sistema político brasileiro, acabou, permite todo este tipo de falcatruas e arrumadinhos, para manter no poder, um tipo de político que não serve mais, que não representa o povo. Porém, em um país onde não existe conscientização política, o desconhecimento e o desinteresse popular favorecem e perpetuam no poder, os que defendem apenas interesses particulares.

O povo neste processo é somente um detalhe, uma escada, para alçar ao poder os que lhe massacram e se locupletam com sua falta de conhecimento do que é e para que serve verdadeiramente à política.

jNevesJosinaldo Neves
Jornalista e radialista

A raivosidade de alguns setores da sociedade brasileira em relação à classe trabalhadora é visível e preocupante. Se fosse a elite até se entenderia, porém, os ataques por vezes desqualificados e sem sustentação teórico acadêmica, partem de pessoas que serão diretamente afetadas pelo desmanche do Estado.

Por tanta intolerância e incapacidade de diálogo e de convivência social, recorro ao filósofo francês, Bruno Latour quando ele diz que, pelo menos para sermos modernos, devemos ter um olhar que não enxerga relações conflituosas com outras culturas e classes, mas, uma complementaridade entre as diferenças. Latour diz ainda que os modernos, acreditariam nas propostas da suposta modernidade, os anti-modernos, tem uma postura reacionária diante da modernidade e os pós-modernos, que seriam os céticos que recusando as duas posições anteriores, ficam suspensos entre a dúvida e a crença. Dito isso, ele questiona esses pensamentos discutindo se algum dia já fomos modernos!

O Neoliberalismo nasceu após o final da segunda Guerra Mundial, na região da Europa e da América do Norte. O modelo surgiu como uma reação ao Estado intervencionista e do bem-estar. A verdade é que o feroz modelo neoliberal pensado pelo economista austríaco Friedrich Hayek e pelo também economista americano Milton Friedman que prega a ausência do Estado em serviços essenciais à população, como saúde, segurança e educação, está se tornando cada vez mais real, na principal economia latino-americana.
No Brasil, o Neoliberalismo começou no governo do ex-presidente Fernando Collor de Melo, passando pelos governos seguintes de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso- e até pela época progressista dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, a chamada época progressista onde houve conquistas sociais, (re) distribuição de renda e inclusão social com milhares de famílias saindo da miséria, passando a viver com o mínimo de dignidade-, como é de se notar, houve na época petista um fortalecimento do estado do bem-estar, sem o rompimento do modelo de Hayek e Friedman.

Porém, a classe política brasileira, cansou de ter politicas que favoreciam o povo e em 2016, retirou do poder a ex-presidente Dilma Roussef, para o seu lugar conforme manda a constituição brasileira, automaticamente assume Michel Temer, com a ascensão de Temer ao poder, era decretado o fim das conquistas sociais e o desmanche do Estado brasileiro.

De imediato, Temer tratou de colocar marcha à ré, na engrenagem que estava levando o país rumo ao desenvolvimento, aprovando na prática agora aprofundada do toma lá da cá, uma PEC (Proposta de Emenda a Constituição), limitando os gastos públicos por vinte anos, revogação da CLT (Consolidação das Leis Trabalistas) de 1943, precarizando as condições de trabalho no país e por último, em breve será aprovada a reforma da Previdência Social, acabando de vez o Estado e com ele a aposentadoria.

Por isso, com êxito, mas, (des) mobilização o povo resolveu ir às ruas, decidido a lutar por seus direitos que ora estão sendo transformados em cinzas, fato que desagrada uma elite que historicamente tem se beneficiado da exploração de uma classe que mesmo assim, com lágrimas suor e sangue, lutou e conseguiu garantias que agora são usurpadas.

De tudo isto, pode se dizer que o sistema político brasileiro, acabou, permite todo este tipo de falcatruas e arrumadinhos, para manter no poder, um tipo de político que não serve mais, que não representa o povo. Porém, em um país onde não existe conscientização política, o desconhecimento e o desinteresse popular favorecem e perpetuam no poder, os que defendem apenas interesses particulares.

O povo neste processo é somente um detalhe, uma escada, para alçar ao poder os que lhe massacram e se locupletam com sua falta de conhecimento do que é e para que serve verdadeiramente à política.

jNevesJosinaldo Neves
Jornalista e radialista