Pena da Chape é a mais dura; veja outras vezes em que brasileiros foram punidos pela Conmebol

Na última terça-feira, a Conmebol puniu a Chapecoense pela escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio na vitória contra o Lanús-ARG, pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores. Com isso, perdeu os pontos do jogo e já não tem chances de lutar pela classificação para o mata-mata da competição, tendo que sonhar com, no máximo, uma vaga para a Copa Sul-Americana.
A punição imposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol é a que gera consequências mais graves envolvendo um time do futebol brasileiro, e a Chapecoense prometeu recorrer da decisão.
O histórico de punições a equipes do Brasil é extenso, mas, geralmente, elas não costumam ter vida longa. Confira alguns casos recentes e o que aconteceu na sequência.

• Palmeiras e Felipe Melo
Neste ano, após a vitória de virada do Palmeiras sobre o Peñarol, no Uruguai, uma grande confusão se estabeleceu no gramado e nas arquibancadas do estádio Campeón del Siglo. Por ter acertado dois socos no jogador Matias Mier, Felipe Melo recebeu um gancho de seis partidas, e só poderá voltar a jogar pelo time alviverde na Libertadores em uma suposta semifinal.
Por conta da briga dos torcedores nas arquibancadas, o Palmeiras também terá que jogar três partidas como visitante sem poder contar com seu torcedor. Assim, o palmeirense só poderá apoiar o time longe do Allianz Parque caso a equipe chegue à final.

• Para o Grêmio, apenas multa
Na Libertadores de 2014, o Grêmio recebeu uma multa de US$ 15 mil por conta de uma briga de torcedores nas arquibancadas de sua arena no jogo contra o Nacional-URU. A punição foi, de certa forma, comemorada, já que a diretoria do clube pensava que poderia acabar perdendo mando de campo pelo incidente.

• Corinthians e o caso Kevin
A estreia do Corinthians na Libertadores de 2013 foi marcada pela morte do torcedor Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, no empate em 1 a 1 contra o San José, na Bolívia. O menino foi atingido por um sinalizador naval.
Pelo incidente, a Conmebol determinou que o time teria que jogar com portões fechados durante a competição, até que a polícia boliviana esclarecesse o caso.
A vitória contra o Millonarios, da Colômbia, teve a presença de quatro torcedores, que entraram por meio de liminar, mas logo a punição seria retirada. No confronto com o Tijuana, na terceira rodada, a pena havia sido revertida para uma multa de US$ 200 mil (R$ 400 mil, na época), sendo mantida apenas a ausência de torcedores como visitantes.

• São Paulo e a confusão na Sul-Americana
A final da Copa Sul-Americana de 2012 durou apenas 45 minutos, já que os argentinos do Tigre se recusaram a voltar para o segundo tempo alegando terem sido ameaçados por policiais armados nos vestiários, na sequência de uma confusão que começou no final do primeiro tempo.
Com a Libertadores de 2013 já em andamento, o São Paulo foi punido com a perda de um mando de campo pelo incidente, e acabou jogando contra o Arsenal-ARG no Pacaembu.

• Gancho em Luxemburgo
Na mesma competição, Vanderlei Luxemburgo levou um gancho pesado quando comandava o Grêmio. Por uma confusão acontecida após o jogo contra o Huachipato, no Chile, o treinador foi suspenso por seis partidas e multado em US$ 25 mil.
Na ocasião, quem assumiu o banco de reservas foi Roger Machado, que chegou a revelar a ambição de, no futuro, tornar-se o comandante de uma equipe.

• Corinthians sem mando
Em 2006 o Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores pelo River Plate. Nos minutos finais da partida, a torcida, revoltada, tentou abriu os portões do Pacaembu para invadir o gramado, dando muito trabalho para a polícia.
Por conta disso, o clube paulista foi punido pela Conmebol e teria que passar um ano sem jogar em casa por competições da entidade. Assim, pela Copa Sul-Americana daquele ano, enfrentou o Vasco no Canindé, e depois o Lanús-ARG, no Morumbi. Como foi eliminado pelos argentinos, a punição acabou, já que não jogaria mais em torneios continentais no período.

• Outras suspensões
Alguns jogadores importantes também desfalcaram seus times por determinação da Conmebol. Em 2015, o Corinthians não contou com Emerson Sheik nos confrontos das oitavas de final da Libertadores contra o Guarani-PAR, já que o atacante havia pego gancho de três jogos pela expulsão na derrota contra o São Paulo, na última rodada da fase de grupos.
Em 2013, no encontro contra o Arsenal de Sarandí, Luis Fabiano recebeu cartão vermelho por reclamações contra o árbitro Wilmar Roldán. Ele levou uma multa de US$ 5 mil (cerca de R$ 10 mil na época), e foi suspenso por quatro partidas.
No mesmo ano, Adrianinho, da Ponte Preta, recebeu um cartão vermelho no banco de reservas durante a vitória contra o Vélez Sarsfield-ARG, nas quartas de final. Ele teria ofendido o mesmo Roldán, e acabou levando gancho de cinco jogos, perdendo até mesmo as partidas da decisão.
Em 2007, o Grêmio ficou sem Amoroso na reta final daquela Libertadores. Expulso contra o Defensor-URU, ele recebeu três jogos de pena e só voltou para a segunda partida da decisão contra o Boca Juniors, vencida pelos argentinos.
MSN

Na última terça-feira, a Conmebol puniu a Chapecoense pela escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio na vitória contra o Lanús-ARG, pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores. Com isso, perdeu os pontos do jogo e já não tem chances de lutar pela classificação para o mata-mata da competição, tendo que sonhar com, no máximo, uma vaga para a Copa Sul-Americana.
A punição imposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol é a que gera consequências mais graves envolvendo um time do futebol brasileiro, e a Chapecoense prometeu recorrer da decisão.
O histórico de punições a equipes do Brasil é extenso, mas, geralmente, elas não costumam ter vida longa. Confira alguns casos recentes e o que aconteceu na sequência.

• Palmeiras e Felipe Melo
Neste ano, após a vitória de virada do Palmeiras sobre o Peñarol, no Uruguai, uma grande confusão se estabeleceu no gramado e nas arquibancadas do estádio Campeón del Siglo. Por ter acertado dois socos no jogador Matias Mier, Felipe Melo recebeu um gancho de seis partidas, e só poderá voltar a jogar pelo time alviverde na Libertadores em uma suposta semifinal.
Por conta da briga dos torcedores nas arquibancadas, o Palmeiras também terá que jogar três partidas como visitante sem poder contar com seu torcedor. Assim, o palmeirense só poderá apoiar o time longe do Allianz Parque caso a equipe chegue à final.

• Para o Grêmio, apenas multa
Na Libertadores de 2014, o Grêmio recebeu uma multa de US$ 15 mil por conta de uma briga de torcedores nas arquibancadas de sua arena no jogo contra o Nacional-URU. A punição foi, de certa forma, comemorada, já que a diretoria do clube pensava que poderia acabar perdendo mando de campo pelo incidente.

• Corinthians e o caso Kevin
A estreia do Corinthians na Libertadores de 2013 foi marcada pela morte do torcedor Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, no empate em 1 a 1 contra o San José, na Bolívia. O menino foi atingido por um sinalizador naval.
Pelo incidente, a Conmebol determinou que o time teria que jogar com portões fechados durante a competição, até que a polícia boliviana esclarecesse o caso.
A vitória contra o Millonarios, da Colômbia, teve a presença de quatro torcedores, que entraram por meio de liminar, mas logo a punição seria retirada. No confronto com o Tijuana, na terceira rodada, a pena havia sido revertida para uma multa de US$ 200 mil (R$ 400 mil, na época), sendo mantida apenas a ausência de torcedores como visitantes.

• São Paulo e a confusão na Sul-Americana
A final da Copa Sul-Americana de 2012 durou apenas 45 minutos, já que os argentinos do Tigre se recusaram a voltar para o segundo tempo alegando terem sido ameaçados por policiais armados nos vestiários, na sequência de uma confusão que começou no final do primeiro tempo.
Com a Libertadores de 2013 já em andamento, o São Paulo foi punido com a perda de um mando de campo pelo incidente, e acabou jogando contra o Arsenal-ARG no Pacaembu.

• Gancho em Luxemburgo
Na mesma competição, Vanderlei Luxemburgo levou um gancho pesado quando comandava o Grêmio. Por uma confusão acontecida após o jogo contra o Huachipato, no Chile, o treinador foi suspenso por seis partidas e multado em US$ 25 mil.
Na ocasião, quem assumiu o banco de reservas foi Roger Machado, que chegou a revelar a ambição de, no futuro, tornar-se o comandante de uma equipe.

• Corinthians sem mando
Em 2006 o Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores pelo River Plate. Nos minutos finais da partida, a torcida, revoltada, tentou abriu os portões do Pacaembu para invadir o gramado, dando muito trabalho para a polícia.
Por conta disso, o clube paulista foi punido pela Conmebol e teria que passar um ano sem jogar em casa por competições da entidade. Assim, pela Copa Sul-Americana daquele ano, enfrentou o Vasco no Canindé, e depois o Lanús-ARG, no Morumbi. Como foi eliminado pelos argentinos, a punição acabou, já que não jogaria mais em torneios continentais no período.

• Outras suspensões
Alguns jogadores importantes também desfalcaram seus times por determinação da Conmebol. Em 2015, o Corinthians não contou com Emerson Sheik nos confrontos das oitavas de final da Libertadores contra o Guarani-PAR, já que o atacante havia pego gancho de três jogos pela expulsão na derrota contra o São Paulo, na última rodada da fase de grupos.
Em 2013, no encontro contra o Arsenal de Sarandí, Luis Fabiano recebeu cartão vermelho por reclamações contra o árbitro Wilmar Roldán. Ele levou uma multa de US$ 5 mil (cerca de R$ 10 mil na época), e foi suspenso por quatro partidas.
No mesmo ano, Adrianinho, da Ponte Preta, recebeu um cartão vermelho no banco de reservas durante a vitória contra o Vélez Sarsfield-ARG, nas quartas de final. Ele teria ofendido o mesmo Roldán, e acabou levando gancho de cinco jogos, perdendo até mesmo as partidas da decisão.
Em 2007, o Grêmio ficou sem Amoroso na reta final daquela Libertadores. Expulso contra o Defensor-URU, ele recebeu três jogos de pena e só voltou para a segunda partida da decisão contra o Boca Juniors, vencida pelos argentinos.
MSN