Internos do Lar do Garoto são transferidos para outras unidades na Paraíba

Dez internos foram transferidos do Centro Socioeducativo Lar do Garoto, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano para uma unidade educativa em João Pessoa no início da manhã desta quinta-feira (8). Inicialmente, foi informado pela direção do Lar do Garoto que outros sete internos seriam transferidos para uma unidade em Sousa, no Sertão, mas a transferência foi descartada no final da manhã desta quinta-feira (8) vice-diretor da unidade, Francisco Souza.
A transferência aconteceu a pedido do Ministério Público, que tem o objetivo de reduzir a superlotação da unidade em Lagoa Seca. Na madrugada do sábado (3), sete internos morreram e outros dois ficaram feridos durante rebelião na unidade. As vítimas foram espancadas e seis delas queimadas ainda vivas. Três internos com mais de 18 anos foram presos suspeitos das mortes e transferidos para o presídio Serrotão, em Campina Grande.
Outros seis internos, um deles também suspeito das mortes, fugiram durante a rebelião. Já na quarta-feira (7), outros quatro fugiram em um novo tumulto. Oito internos continuam foragidos e a polícia segue à procura deles nesta quinta.
Ainda conforme a direção do Lar do Garoto, no início da manhã desta quinta-feira, dez internos já foram transferidos para o Centro Educacional Edson Motta, em João Pessoa. Eles saíram em um ônibus escoltado por duas viaturas da Polícia Militar. Os outros sete internos vão para o Centro Educacional do Adolescente (CEA), em Sousa, mas o horário da transferência ainda não foi divulgado.
Mobilização de outros órgãos
Na quarta-feira (7), o Juiz de direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande, Algacyr Rodrigues Negromonte, solicitou e autorizou que a Polícia Militar do Estado da Paraíba reforce a segurança dentro do centro socioeducativo Lar do Garoto. Por meio de um ofício, o juiz pediu ainda que fosse realizada uma operação “Pente Fino” para localizar objetos ilícitos no local.
Também na quarta, o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) da Paraíba emitiu nota pública sobre a rebelião ocorrida na unidade. No documento, o CEDH culpa o Governo do Estado pelas sete mortes registradas. O conselho diz que já havia feito recomendações e ainda cobrou das autoridades esclarecimentos e investigações transparentes.
De acordo com a direção do Lar do Garoto, após a rebelião, foram encontradas facas, barras de ferro e espetos dentro do centro. Dos 25 quartos existentes no local, sete deles foram parcialmente destruídos. Os danos foram na parte elétrica, telhado e grades.
G1 PB

Dez internos foram transferidos do Centro Socioeducativo Lar do Garoto, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano para uma unidade educativa em João Pessoa no início da manhã desta quinta-feira (8). Inicialmente, foi informado pela direção do Lar do Garoto que outros sete internos seriam transferidos para uma unidade em Sousa, no Sertão, mas a transferência foi descartada no final da manhã desta quinta-feira (8) vice-diretor da unidade, Francisco Souza.
A transferência aconteceu a pedido do Ministério Público, que tem o objetivo de reduzir a superlotação da unidade em Lagoa Seca. Na madrugada do sábado (3), sete internos morreram e outros dois ficaram feridos durante rebelião na unidade. As vítimas foram espancadas e seis delas queimadas ainda vivas. Três internos com mais de 18 anos foram presos suspeitos das mortes e transferidos para o presídio Serrotão, em Campina Grande.
Outros seis internos, um deles também suspeito das mortes, fugiram durante a rebelião. Já na quarta-feira (7), outros quatro fugiram em um novo tumulto. Oito internos continuam foragidos e a polícia segue à procura deles nesta quinta.
Ainda conforme a direção do Lar do Garoto, no início da manhã desta quinta-feira, dez internos já foram transferidos para o Centro Educacional Edson Motta, em João Pessoa. Eles saíram em um ônibus escoltado por duas viaturas da Polícia Militar. Os outros sete internos vão para o Centro Educacional do Adolescente (CEA), em Sousa, mas o horário da transferência ainda não foi divulgado.
Mobilização de outros órgãos
Na quarta-feira (7), o Juiz de direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande, Algacyr Rodrigues Negromonte, solicitou e autorizou que a Polícia Militar do Estado da Paraíba reforce a segurança dentro do centro socioeducativo Lar do Garoto. Por meio de um ofício, o juiz pediu ainda que fosse realizada uma operação “Pente Fino” para localizar objetos ilícitos no local.
Também na quarta, o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) da Paraíba emitiu nota pública sobre a rebelião ocorrida na unidade. No documento, o CEDH culpa o Governo do Estado pelas sete mortes registradas. O conselho diz que já havia feito recomendações e ainda cobrou das autoridades esclarecimentos e investigações transparentes.
De acordo com a direção do Lar do Garoto, após a rebelião, foram encontradas facas, barras de ferro e espetos dentro do centro. Dos 25 quartos existentes no local, sete deles foram parcialmente destruídos. Os danos foram na parte elétrica, telhado e grades.
G1 PB