O resultado do Julgamento no TSE e suas consequências

Uma das notícias que mais gerou repercussão nacional, nos últimos tempos, foi a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de absolver a chapa Dilma/Temer das acusações de lavagem de dinheiro e corrupção nas eleições de 2014. O resultado do julgamento finalizado na última sexta-feira (09) nos fez refletir o quanto ainda estamos distantes de conseguir, de fato, exterminar os maus políticos do comando do Brasil.

Ainda que a estabilidade econômica do país estivesse em cheque, como muitos acreditam, somente com o resultado favorável à cassação da chapa é que poderíamos respirar aliviados diante de tamanho escândalo. Não é possível que, mesmo com tantas provas da utilização de dinheiro público para a campanha presidencial, a Suprema Corte tenha desconsiderado os princípios da ética e da moral previstos na constituição. E aí, mais uma vez, somos obrigados a assistir ao espetáculo dos discursos ensaiados de políticos corruptos que se dizem inocentes diante dos fatos e permanecem inatingíveis pelas leis que regem a nação.

A preocupação com a instabilidade que o Brasil enfrenta agora ganha novos elementos. Além da necessidade de reerguer o país, o Governo enfrenta uma crise ainda maior com o mercado internacional que ficou abalado com o escândalo envolvendo a JBS e com a própria decisão do TSE. Sim, isso é notório! A cada nova denúncia, a bolsa de valores despenca e alguns setores da economia produtiva já sofrem os impactos.

Olhando para o futuro, a impunidade escancarada que tivemos que engolir abriu brecha para que novos casos de corrupção voltem a escandalizar o país. Dentro dessa perspectiva, que respaldo o nosso Supremo Tribunal terá para cassar o mandato de um possível presidente eleito com todas as práticas corruptas possíveis, se diante de tantas provas não cassou a chapa Dilma/Temer? A absolvição manchou para sempre a imagem do judiciário brasileiro.

O governo Temer já começou impopular e esse descrédito da população só aumenta a cada nova denúncia. Agora o presidente terá que saber administrar também a insatisfação de investidores e de importantes apoios políticos. Fato crucial para qualquer chefe de estado e que pode levar o país ao precipício. Todas as energias do governo passarão a ser usadas para se manter no poder e aí vem mais um problema: conseguir aprovar reformas importantes (como a Trabalhista e a Previdenciária) para reerguer a economia brasileira.

Acredito que se o presidente Michel Temer tivesse compromisso com a moral do povo brasileiro deveria deixar o mandato. Isso não seria um atestado de culpa, muito pelo contrário, mas uma demonstração de que se preocupa, de fato, com os rumos da nação. Aí já com a página virada, numa eleição indireta, teria força e apoio suficientes para reunir as bases do seu governo e eleger o sucessor. Assim, contribuiria para deixar um legado importantíssimo para o presidente que vir a assumir o mandato em 2019, como a aprovação de reformas e com a recuperação da economia. A partir daí o Brasil passaria a viver um ciclo de desenvolvimento sustentável, sendo exemplo para o mundo no respeito aos direitos dos cidadãos e no combate à corrupção.

Artur Bolinha
Presidente da CDL Campina Grande

Uma das notícias que mais gerou repercussão nacional, nos últimos tempos, foi a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de absolver a chapa Dilma/Temer das acusações de lavagem de dinheiro e corrupção nas eleições de 2014. O resultado do julgamento finalizado na última sexta-feira (09) nos fez refletir o quanto ainda estamos distantes de conseguir, de fato, exterminar os maus políticos do comando do Brasil.

Ainda que a estabilidade econômica do país estivesse em cheque, como muitos acreditam, somente com o resultado favorável à cassação da chapa é que poderíamos respirar aliviados diante de tamanho escândalo. Não é possível que, mesmo com tantas provas da utilização de dinheiro público para a campanha presidencial, a Suprema Corte tenha desconsiderado os princípios da ética e da moral previstos na constituição. E aí, mais uma vez, somos obrigados a assistir ao espetáculo dos discursos ensaiados de políticos corruptos que se dizem inocentes diante dos fatos e permanecem inatingíveis pelas leis que regem a nação.

A preocupação com a instabilidade que o Brasil enfrenta agora ganha novos elementos. Além da necessidade de reerguer o país, o Governo enfrenta uma crise ainda maior com o mercado internacional que ficou abalado com o escândalo envolvendo a JBS e com a própria decisão do TSE. Sim, isso é notório! A cada nova denúncia, a bolsa de valores despenca e alguns setores da economia produtiva já sofrem os impactos.

Olhando para o futuro, a impunidade escancarada que tivemos que engolir abriu brecha para que novos casos de corrupção voltem a escandalizar o país. Dentro dessa perspectiva, que respaldo o nosso Supremo Tribunal terá para cassar o mandato de um possível presidente eleito com todas as práticas corruptas possíveis, se diante de tantas provas não cassou a chapa Dilma/Temer? A absolvição manchou para sempre a imagem do judiciário brasileiro.

O governo Temer já começou impopular e esse descrédito da população só aumenta a cada nova denúncia. Agora o presidente terá que saber administrar também a insatisfação de investidores e de importantes apoios políticos. Fato crucial para qualquer chefe de estado e que pode levar o país ao precipício. Todas as energias do governo passarão a ser usadas para se manter no poder e aí vem mais um problema: conseguir aprovar reformas importantes (como a Trabalhista e a Previdenciária) para reerguer a economia brasileira.

Acredito que se o presidente Michel Temer tivesse compromisso com a moral do povo brasileiro deveria deixar o mandato. Isso não seria um atestado de culpa, muito pelo contrário, mas uma demonstração de que se preocupa, de fato, com os rumos da nação. Aí já com a página virada, numa eleição indireta, teria força e apoio suficientes para reunir as bases do seu governo e eleger o sucessor. Assim, contribuiria para deixar um legado importantíssimo para o presidente que vir a assumir o mandato em 2019, como a aprovação de reformas e com a recuperação da economia. A partir daí o Brasil passaria a viver um ciclo de desenvolvimento sustentável, sendo exemplo para o mundo no respeito aos direitos dos cidadãos e no combate à corrupção.

Artur Bolinha
Presidente da CDL Campina Grande