Pais de Charlie Gard querem que bebê morra em casa, diz advogado

emCasaDepois de encerrarem uma batalha legal que durou meses e envolveu a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH), os pais de Charlie Gard afirmaram, nesta terça-feira (25), que querem que o bebê morra em casa.
A informação foi confirmada pelo advogado do pais do bebê, Chris Gard e Connie Yates. Ainda de acordo com Grant Armstrong, o Great Ormond Street Hospital estaria dificultando a ida do bebê para casa.
“Nós lutamos contra as dificuldades que o hospital está colocando no caminho dos pais que querem ter um pouco de tempo antes do final da curta vida de Charlie”, afirmou Armstrong.
De acordo com agência Reuters, os país do bebê estão novamente em audiência na Suprema Corte de Londres, para acertar os detalhes de como será feito o desligamento dos aparelhos que mantém a criança de 11 meses viva.
Nesta segunda-feira (24), o casal retirou seu apelo às autoridades judiciais britânicas para que o bebê fosse mantido vivo com a ajuda de aparelhos e para que sua transferência aos EUA – onde ele seria submetido a um tratamento experimental – fosse autorizada.
O bebê sofre de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais. Há poucas perspectivas de tratamento para a enfermidade.
Falando na Suprema Corte, Armstrong afirmou que os exames mostram que o dano sofrido pela criança é irreversível. “Para Charlie, é muito tarde, o tempo acabou. Ele sofreu danos musculares irreversíveis, e o tratamento não pode mais ser bem-sucedido.”
“Charlie esperou pacientemente pelo tratamento. Por causa do atraso, essa janela de oportunidade foi perdida”, criticou. A mãe do bebê disse que ele poderia ter tido uma vida normal, caso o tratamento tivesse sido autorizado antes.
“Nós decidimos deixá-lo ir. Ele tinha uma chance real de melhorar. Agora, nós nunca saberemos o que aconteceria se ele fosse tratado”, disse Connie Yates na saída do julgamento.

Comoção Internacional
O caso de Charlie atraiu atenção internacional depois que a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) apoiou a decisão de instâncias inferiores no Reino Unido e determinou que os aparelhos que mantêm Charlie vivo deveriam ser desligados, mesmo contra a vontade de seus pais.
O Papa Francisco fez apelos sobre o caso, e o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que os EUA ficariam felizes em ajudar Charlie e sua família. Na semana passada, um comitê do Congresso americano chegou a aprovar uma emenda para conceder o status de residente permanente para a criança e sua família, para que ela pudesse receber o tratamento no país.
Um hospital infantil ligado ao Vaticano também se manifestou, dizendo que estava em contato com a família para transferir o bebê para a Itália.
G1

emCasaDepois de encerrarem uma batalha legal que durou meses e envolveu a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH), os pais de Charlie Gard afirmaram, nesta terça-feira (25), que querem que o bebê morra em casa.
A informação foi confirmada pelo advogado do pais do bebê, Chris Gard e Connie Yates. Ainda de acordo com Grant Armstrong, o Great Ormond Street Hospital estaria dificultando a ida do bebê para casa.
“Nós lutamos contra as dificuldades que o hospital está colocando no caminho dos pais que querem ter um pouco de tempo antes do final da curta vida de Charlie”, afirmou Armstrong.
De acordo com agência Reuters, os país do bebê estão novamente em audiência na Suprema Corte de Londres, para acertar os detalhes de como será feito o desligamento dos aparelhos que mantém a criança de 11 meses viva.
Nesta segunda-feira (24), o casal retirou seu apelo às autoridades judiciais britânicas para que o bebê fosse mantido vivo com a ajuda de aparelhos e para que sua transferência aos EUA – onde ele seria submetido a um tratamento experimental – fosse autorizada.
O bebê sofre de miopatia mitocondrial, uma síndrome genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais. Há poucas perspectivas de tratamento para a enfermidade.
Falando na Suprema Corte, Armstrong afirmou que os exames mostram que o dano sofrido pela criança é irreversível. “Para Charlie, é muito tarde, o tempo acabou. Ele sofreu danos musculares irreversíveis, e o tratamento não pode mais ser bem-sucedido.”
“Charlie esperou pacientemente pelo tratamento. Por causa do atraso, essa janela de oportunidade foi perdida”, criticou. A mãe do bebê disse que ele poderia ter tido uma vida normal, caso o tratamento tivesse sido autorizado antes.
“Nós decidimos deixá-lo ir. Ele tinha uma chance real de melhorar. Agora, nós nunca saberemos o que aconteceria se ele fosse tratado”, disse Connie Yates na saída do julgamento.

Comoção Internacional
O caso de Charlie atraiu atenção internacional depois que a Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) apoiou a decisão de instâncias inferiores no Reino Unido e determinou que os aparelhos que mantêm Charlie vivo deveriam ser desligados, mesmo contra a vontade de seus pais.
O Papa Francisco fez apelos sobre o caso, e o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que os EUA ficariam felizes em ajudar Charlie e sua família. Na semana passada, um comitê do Congresso americano chegou a aprovar uma emenda para conceder o status de residente permanente para a criança e sua família, para que ela pudesse receber o tratamento no país.
Um hospital infantil ligado ao Vaticano também se manifestou, dizendo que estava em contato com a família para transferir o bebê para a Itália.
G1