Defesa do ex-procurador Marcelo Miller prepara petição para ser entregue ao STF

O advogado do ex-procurador da República Marcello Miller deve protocolar ainda neste sábado (9) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) relativa ao pedido de prisão apresentado pela Procuradoria Geral da República.
Conforme informou a GloboNews, o teor do pedido que será apresentado ainda não está definido. O advogado de Miller, assim como a defesa do grupo J&F – holding controladora do frigorífico JBS – sinalizou que o cliente também deverá colocar à disposição da Justiça o seu passaporte.
Miller prestou depoimento nesta sexta-feira (8) à Procuradoria Regional da República (2ª Região), no Centro do Rio, por cerca de 10 horas. Ele chegou no local por volta das das 15h, acompanhado dos advogados, e não falou com os jornalistas. Deixou a Procuradoria somente por volta de 1 hora deste sábado.
Os procuradores queriam saber se ele orientou Joesley Batista e outros executivos da J&F a fechar acordos de delação premiada quando ainda trabalhava na Procuradoria Geral da República.
O advogado do ex-procurador, André Perecmanis, disse que não entende o pedido de prisão contra seu cliente. “Porque esse pedido de prisão antes do depoimento? Pra que o depoimento, então? Dez horas de depoimento pra se ter um pedido (de prisão) pronto? As declarações dele (Miller) não interessam para o MP?”, questionou a defesa.
Marcello Miller fez parte do grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria em Brasília de maio de 2015 a julho de 2016. Em 4 de julho de 2016, ele voltou para a Procuradoria no Rio, mas continuou como colaborador do grupo de trabalho da Lava Jato.
Em 23 de fevereiro de 2017, ele pediu exoneração do cargo de procurador e foi desligado no último dia 5 de abril. No dia 11 de abril, Miller já participava de reuniões como advogado de um escritório que atuou nas negociações do acordo de leniência da JBS.
No fim de junho, depois que Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o presidente Michel Temer, o presidente fez um pronunciamento e chegou a insinuar que supostos milhões recebidos por Miller como advogado talvez não fossem unicamente para ele. No dia 4 de julho, Miller saiu da banca de advogados.
G1

O advogado do ex-procurador da República Marcello Miller deve protocolar ainda neste sábado (9) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) relativa ao pedido de prisão apresentado pela Procuradoria Geral da República.
Conforme informou a GloboNews, o teor do pedido que será apresentado ainda não está definido. O advogado de Miller, assim como a defesa do grupo J&F – holding controladora do frigorífico JBS – sinalizou que o cliente também deverá colocar à disposição da Justiça o seu passaporte.
Miller prestou depoimento nesta sexta-feira (8) à Procuradoria Regional da República (2ª Região), no Centro do Rio, por cerca de 10 horas. Ele chegou no local por volta das das 15h, acompanhado dos advogados, e não falou com os jornalistas. Deixou a Procuradoria somente por volta de 1 hora deste sábado.
Os procuradores queriam saber se ele orientou Joesley Batista e outros executivos da J&F a fechar acordos de delação premiada quando ainda trabalhava na Procuradoria Geral da República.
O advogado do ex-procurador, André Perecmanis, disse que não entende o pedido de prisão contra seu cliente. “Porque esse pedido de prisão antes do depoimento? Pra que o depoimento, então? Dez horas de depoimento pra se ter um pedido (de prisão) pronto? As declarações dele (Miller) não interessam para o MP?”, questionou a defesa.
Marcello Miller fez parte do grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria em Brasília de maio de 2015 a julho de 2016. Em 4 de julho de 2016, ele voltou para a Procuradoria no Rio, mas continuou como colaborador do grupo de trabalho da Lava Jato.
Em 23 de fevereiro de 2017, ele pediu exoneração do cargo de procurador e foi desligado no último dia 5 de abril. No dia 11 de abril, Miller já participava de reuniões como advogado de um escritório que atuou nas negociações do acordo de leniência da JBS.
No fim de junho, depois que Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o presidente Michel Temer, o presidente fez um pronunciamento e chegou a insinuar que supostos milhões recebidos por Miller como advogado talvez não fossem unicamente para ele. No dia 4 de julho, Miller saiu da banca de advogados.
G1