Papa Francisco se fere no rosto em passagem pela Colômbia

rostoEm seu último dia de viagem à Colômbia, no domingo, o Papa Francisco pediu à multidão que compareceu à missa em Cartagena que pratique a caridade e trabalhe em favor dos pobres e imigrantes, assim como para quem sofre pela violência e as formas modernas de escravidão. O Pontífice, que estava com o rosto ferido após se desequilibrar no papamóvel, também pediu pelos venezuelanos e para que a Colômbia mude sua “cultura de morte” pela da vida. O Papa feriu o rosto durante sua passagem pela cidade de Cartagena, na Colômbia. Ao passar pelo bairro de San Francisco, onde abençoou a construção de moradias populares, o Pontífice tentou cumprimentar um menino e bateu o rosto no vidro do “papamóvel”. Com a batida, sofreu um ferimento no rosto.
O Papa fechou o domingo com uma missa no porto de Cartagena, acompanhada do ritmo colombiano cumbia. Ele lembrou o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez e destacou:
— Este desastre cultural não se remedia nem com chumbo e nem com dinheiro, mas com uma educação para a paz, construída com amor — disse.
Em sua visita à Colômbia, Francisco deu ênfase, em suas declarações, à reconciliação e ao perdão depois do acordo de paz firmado entre o governo colombiano e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com um conflito interno que já causou mais de 220 mil mortes e milhões de deslocados.
Em Cartagena, Francisco pediu uma solução para a “grave crise na Venezuela”, em uma oração especial, nos momentos finais de sua visita à Colômbia, que dedicou aos pobres e migrantes. Ele rezou o tradicional Angelus na Igreja de São Pedro Claver — um defensor dos escravos no século XVII. Em seguida, direcionou uma mensagem especial à Venezuela.
— Faço um chamamento para que se rejeite todo tipo de violência na vida política e se encontre uma solução para a grave crise que se está vivendo e que afeta a todos, principalmente, os mais pobres e menos favorecidos — afirmou ele.
O Vaticano apoiou as tentativas de diálogo entre Nicolás Maduro e seus adversários políticos, paralisadas desde antes de o presidente venezuelano apoiar a instalação da Assembleia Constituinte, que atua com plenos poderes desde 4 de agosto.
Ao mencionar os venezuelanos, o Papa dirigiu suas mensagens aos mais de 300 mil imigrantes que encontraram na Colômbia “um lugar de acolhida”, entre eles milhares que cruzaram a fronteira devido ao agravamento do confronto entre o governo de Maduro e a oposição. Esta foi a segunda vez em cinco dias que Francisco defendeu uma solução pacífica para a Venezuela.
Ele lembrou ainda os “marginalizados”, particularmente as crianças em risco de exploração sexual.
— São os pobres, os humildes, os que contemplam a presença de Deus, a quem se revela o mistério do amor de Deus com maior nitidez — disse o Pontífice, ovacionado por milhares de pessoas durante sua passagem pelas ruas de Cartagena.
‘Levei um soco’
O Papa celebrou a missa de olho roxo. Ele feriu o rosto ontem, quando o papamóvel passava pelo bairro de São Francisco, onde abençoou construções de moradias populares para crianças em situação vulnerável, sob risco de prostituição infantil, uso de drogas e violência. O Pontífice tentou cumprimentar um menino e bateu o rosto no vidro do papamóvel, que freou bruscamente.
Com a batida, ele sofreu um corte acima do olho e ficou com um inchaço em parte da bochecha. Ao parar o veículo, recebeu um lenço de segurança. A batina branca de Francisco chegou a ficar marcada pelo sangue que caiu do ferimento.
O Papa foi atendido pelo comandante da Gendarmaria do Vaticano, Domenico Giani. Mesmo após o corte, Francisco continuou a caminhada pelo bairro saudando as milhares de pessoas no local.
— Levei um soco, mas estou bem — disse ele, sorridente, a um grupo de jornalistas que o esperavam na saída de uma casa humilde aonde havia entrado para cumprimentar uma senhora que doa alimentos a pessoas pobres do bairro.
As mensagens de paz de Francisco seguiram em direção aos colombianos. Pediu para que mudassem a “cultura da morte” pela da vida, no encerramento de sua viagem ao país que tenta superar mais de meio século de conflitos armados.
— Isso nos exige uma mudança cultural: a da morte, da violência, e responder com a da vida, do encontro — disse o Pontífice no porto de Cartagena durante a última das quatro misas multitudinárias que celebrou durante uma viagem de cinco dias à Colômbia.
Em sua visita, Francisco advogou pela reconciliação. Ele pediu aos colombianos que construam a paz “com mãos à obra”.
— Se a Colômbia quer uma paz estável e duradoura, tem que dar urgentemente um passo em direção do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito à natureza humana e de suas exigências — acrescentou.
O Pontífice argentino, que embarcou ontem de volta para Roma, apoiou o pacto de paz firmado em novembro entre o governo de Juan Manuel Santos e as Farc, que foram a principal guerrilha do continente.
O Globo

rostoEm seu último dia de viagem à Colômbia, no domingo, o Papa Francisco pediu à multidão que compareceu à missa em Cartagena que pratique a caridade e trabalhe em favor dos pobres e imigrantes, assim como para quem sofre pela violência e as formas modernas de escravidão. O Pontífice, que estava com o rosto ferido após se desequilibrar no papamóvel, também pediu pelos venezuelanos e para que a Colômbia mude sua “cultura de morte” pela da vida. O Papa feriu o rosto durante sua passagem pela cidade de Cartagena, na Colômbia. Ao passar pelo bairro de San Francisco, onde abençoou a construção de moradias populares, o Pontífice tentou cumprimentar um menino e bateu o rosto no vidro do “papamóvel”. Com a batida, sofreu um ferimento no rosto.
O Papa fechou o domingo com uma missa no porto de Cartagena, acompanhada do ritmo colombiano cumbia. Ele lembrou o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez e destacou:
— Este desastre cultural não se remedia nem com chumbo e nem com dinheiro, mas com uma educação para a paz, construída com amor — disse.
Em sua visita à Colômbia, Francisco deu ênfase, em suas declarações, à reconciliação e ao perdão depois do acordo de paz firmado entre o governo colombiano e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com um conflito interno que já causou mais de 220 mil mortes e milhões de deslocados.
Em Cartagena, Francisco pediu uma solução para a “grave crise na Venezuela”, em uma oração especial, nos momentos finais de sua visita à Colômbia, que dedicou aos pobres e migrantes. Ele rezou o tradicional Angelus na Igreja de São Pedro Claver — um defensor dos escravos no século XVII. Em seguida, direcionou uma mensagem especial à Venezuela.
— Faço um chamamento para que se rejeite todo tipo de violência na vida política e se encontre uma solução para a grave crise que se está vivendo e que afeta a todos, principalmente, os mais pobres e menos favorecidos — afirmou ele.
O Vaticano apoiou as tentativas de diálogo entre Nicolás Maduro e seus adversários políticos, paralisadas desde antes de o presidente venezuelano apoiar a instalação da Assembleia Constituinte, que atua com plenos poderes desde 4 de agosto.
Ao mencionar os venezuelanos, o Papa dirigiu suas mensagens aos mais de 300 mil imigrantes que encontraram na Colômbia “um lugar de acolhida”, entre eles milhares que cruzaram a fronteira devido ao agravamento do confronto entre o governo de Maduro e a oposição. Esta foi a segunda vez em cinco dias que Francisco defendeu uma solução pacífica para a Venezuela.
Ele lembrou ainda os “marginalizados”, particularmente as crianças em risco de exploração sexual.
— São os pobres, os humildes, os que contemplam a presença de Deus, a quem se revela o mistério do amor de Deus com maior nitidez — disse o Pontífice, ovacionado por milhares de pessoas durante sua passagem pelas ruas de Cartagena.
‘Levei um soco’
O Papa celebrou a missa de olho roxo. Ele feriu o rosto ontem, quando o papamóvel passava pelo bairro de São Francisco, onde abençoou construções de moradias populares para crianças em situação vulnerável, sob risco de prostituição infantil, uso de drogas e violência. O Pontífice tentou cumprimentar um menino e bateu o rosto no vidro do papamóvel, que freou bruscamente.
Com a batida, ele sofreu um corte acima do olho e ficou com um inchaço em parte da bochecha. Ao parar o veículo, recebeu um lenço de segurança. A batina branca de Francisco chegou a ficar marcada pelo sangue que caiu do ferimento.
O Papa foi atendido pelo comandante da Gendarmaria do Vaticano, Domenico Giani. Mesmo após o corte, Francisco continuou a caminhada pelo bairro saudando as milhares de pessoas no local.
— Levei um soco, mas estou bem — disse ele, sorridente, a um grupo de jornalistas que o esperavam na saída de uma casa humilde aonde havia entrado para cumprimentar uma senhora que doa alimentos a pessoas pobres do bairro.
As mensagens de paz de Francisco seguiram em direção aos colombianos. Pediu para que mudassem a “cultura da morte” pela da vida, no encerramento de sua viagem ao país que tenta superar mais de meio século de conflitos armados.
— Isso nos exige uma mudança cultural: a da morte, da violência, e responder com a da vida, do encontro — disse o Pontífice no porto de Cartagena durante a última das quatro misas multitudinárias que celebrou durante uma viagem de cinco dias à Colômbia.
Em sua visita, Francisco advogou pela reconciliação. Ele pediu aos colombianos que construam a paz “com mãos à obra”.
— Se a Colômbia quer uma paz estável e duradoura, tem que dar urgentemente um passo em direção do bem comum, da equidade, da justiça, do respeito à natureza humana e de suas exigências — acrescentou.
O Pontífice argentino, que embarcou ontem de volta para Roma, apoiou o pacto de paz firmado em novembro entre o governo de Juan Manuel Santos e as Farc, que foram a principal guerrilha do continente.
O Globo