Funaro pagou cerca de R$ 56,9 milhões a Cunha após início da Lava Jato

President of the Chamber of Deputies, Deputy Eduardo Cunha from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) reacts during testimony for the Parliamentary Commission of Inquiry in the Chamber of Deputies that investigate allegations of corruption at Petrobras, in Brasilia March 12, 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS)

O doleiro Lúcio Funaro, que no último mês firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), pagou R$ 56,9 milhões ao ex-deputado Eduardo Cunha, mesmo após o início da operação Lava Jato, em 2014.

A Polícia Federal (PF) chegou à informação por meio de planilhas referentes ao pagamento de propina a políticos, apreendidas na casa da irmã de Funaro, que é apontado como operador financeiro do PMDB na Câmara.

Os documentos foram apreendidos por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Apelidado do “Bob”, Cunha teria recebido R$ 1,3 milhão, quando ainda era o presidente da Câmara dos Deputados, em 2015.

Ainda conforme os documentos, a maior parte do dinheiro foi entregue em espécie, a auxiliares do ex-deputado. Entre os citados estão Altair Pinto, Claudio Fernando Barbosa e Sidney Roberto Szabo. Funaro também usava empresas e “laranjas” para fazer o repasse de propina.

“Não podemos afirmar que as mesmas correspondem ao total das entregas de dinheiro efetuadas, mas apenas as localizadas até o presente momento”, diz o relatório da PF de 184 páginas datado do último dia 4.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, as provas foram anexadas à denúncia feita, na semana passada, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o que chamou de “quadrilha do PMDB”.

As planilhas registram pagamentos de Funaro para Cunha desde 2011. Daquele ano até 2015, há anotações de pagamentos de R$ 89 milhões para Cunha, incluídos cerca de R$ 7 milhões pagos a outros políticos, mas que Funaro considerou como recursos de Cunha, pois teriam ocorrido a pedido do ex-deputado.

MSN

President of the Chamber of Deputies, Deputy Eduardo Cunha from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) reacts during testimony for the Parliamentary Commission of Inquiry in the Chamber of Deputies that investigate allegations of corruption at Petrobras, in Brasilia March 12, 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS)

O doleiro Lúcio Funaro, que no último mês firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), pagou R$ 56,9 milhões ao ex-deputado Eduardo Cunha, mesmo após o início da operação Lava Jato, em 2014.

A Polícia Federal (PF) chegou à informação por meio de planilhas referentes ao pagamento de propina a políticos, apreendidas na casa da irmã de Funaro, que é apontado como operador financeiro do PMDB na Câmara.

Os documentos foram apreendidos por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Apelidado do “Bob”, Cunha teria recebido R$ 1,3 milhão, quando ainda era o presidente da Câmara dos Deputados, em 2015.

Ainda conforme os documentos, a maior parte do dinheiro foi entregue em espécie, a auxiliares do ex-deputado. Entre os citados estão Altair Pinto, Claudio Fernando Barbosa e Sidney Roberto Szabo. Funaro também usava empresas e “laranjas” para fazer o repasse de propina.

“Não podemos afirmar que as mesmas correspondem ao total das entregas de dinheiro efetuadas, mas apenas as localizadas até o presente momento”, diz o relatório da PF de 184 páginas datado do último dia 4.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, as provas foram anexadas à denúncia feita, na semana passada, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o que chamou de “quadrilha do PMDB”.

As planilhas registram pagamentos de Funaro para Cunha desde 2011. Daquele ano até 2015, há anotações de pagamentos de R$ 89 milhões para Cunha, incluídos cerca de R$ 7 milhões pagos a outros políticos, mas que Funaro considerou como recursos de Cunha, pois teriam ocorrido a pedido do ex-deputado.

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