‘Não consigo descansar porque badaladas são muitos altas’, diz bombeiro que chamou PM por causa de sino de igreja

O bombeiro militar que chamou a polícia por causa do sino da igreja da paróquia São Cristóvão, em Itajaí, disse em entrevista ao NSC Notícias nesta segunda-feira (18) que não conseguia descansar por causa do alto volume das badaladas. A Mitra Arquidiocesana de Florianópolis, responsável pela paróquia, emitiu uma nota lamentando a apreensão do equipamento que faz o sino tocar, atitude que considerou indevida.
O aparelho foi apreendido pela Polícia Militar por “perturbação do sossego alheio” no sábado (16). A denúncia partiu de um capitão dos bombeiros que mora na cidade, mas trabalha em Itapema, no Litoral Norte. Há nove anos as badaladas do sino marcavam a virada das horas na comunidade.
Sem descanso
“Mesmo com ar-condicionado, ventilador para abafar o som, eu não consigo descansar porque as badaladas são muito altas. Para quem mora a 50 metros da igreja, 30 metros da igreja, como é o meu caso, é um som ensurdecedor”, afirmou o bombeiro militar que fez a denúncia, Maicon Alcântara.
O bombeiro já havia tentado resolver o problema com a igreja desde 2016. Em novembro, a PM mediou um acordo que ficou registrado no sistema da polícia. A igreja se comprometeu a diminuir o som, retirar a introdução que tocava antes do sino e a tocar a ave maria só uma vez por dia, em volume mais suave.
Porém, segundo o bombeiro, o acordo não foi cumprido. Ele registrou mais três boletins de ocorrência antes da reclamação que resultou na apreensão do equipamento.
O comando da PM se manifestou por meio de nota e disse que a lei sobre perturbação do sossego alheio prevê que os equipamentos sejam recolhidos.
Na tarde desta segunda, a Mitra Arquidiocesana de Florianópolis informou que uma lei municipal permite o toque dos sinos para indicação de horas e trata as badaladas como exceção às regras gerais que basearam a ação da PM. A igreja não comentou o acordo mediado pela polícia e acionou a Justiça para resolver a situação.
Badaladas
“A cada hora toca a badalada daquela hora. Se é 1h, toca uma, 2h toca duas vezes e assim vai até as seis da tarde só. Das 7h às 18h”, explica Gilmar João Lamim, que mora próximo à igreja.
A PM de Itajaí não tem equipamento para verificar os decibéis do sino, por isso, diz que agiu a partir da denúncia e do que os policiais constataram no local.
Incomodados, os moradores da comunidade estão fazendo um abaixo-assinado pelo retorno das badaladas do sino, conforme a NSC TV. “Eu moro ali, nunca incomodou. Eu tenho meu pai, minha mãe, que já são pessoas de idade. Nunca incomodou”, diz Gilmar Lamim.
“A mim não incomodava. Mas tem gente que é diferente da gente”, diz a auxiliar de cozinha Rosiléia da Silva Quadros.
“O sino está baixo. Não é alto. Eu acho que é errado. A PM não podia fazer isso”, diz o morador Benvenuto Antenor Monteiro.
G1
O bombeiro militar que chamou a polícia por causa do sino da igreja da paróquia São Cristóvão, em Itajaí, disse em entrevista ao NSC Notícias nesta segunda-feira (18) que não conseguia descansar por causa do alto volume das badaladas. A Mitra Arquidiocesana de Florianópolis, responsável pela paróquia, emitiu uma nota lamentando a apreensão do equipamento que faz o sino tocar, atitude que considerou indevida.
O aparelho foi apreendido pela Polícia Militar por “perturbação do sossego alheio” no sábado (16). A denúncia partiu de um capitão dos bombeiros que mora na cidade, mas trabalha em Itapema, no Litoral Norte. Há nove anos as badaladas do sino marcavam a virada das horas na comunidade.
Sem descanso
“Mesmo com ar-condicionado, ventilador para abafar o som, eu não consigo descansar porque as badaladas são muito altas. Para quem mora a 50 metros da igreja, 30 metros da igreja, como é o meu caso, é um som ensurdecedor”, afirmou o bombeiro militar que fez a denúncia, Maicon Alcântara.
O bombeiro já havia tentado resolver o problema com a igreja desde 2016. Em novembro, a PM mediou um acordo que ficou registrado no sistema da polícia. A igreja se comprometeu a diminuir o som, retirar a introdução que tocava antes do sino e a tocar a ave maria só uma vez por dia, em volume mais suave.
Porém, segundo o bombeiro, o acordo não foi cumprido. Ele registrou mais três boletins de ocorrência antes da reclamação que resultou na apreensão do equipamento.
O comando da PM se manifestou por meio de nota e disse que a lei sobre perturbação do sossego alheio prevê que os equipamentos sejam recolhidos.
Na tarde desta segunda, a Mitra Arquidiocesana de Florianópolis informou que uma lei municipal permite o toque dos sinos para indicação de horas e trata as badaladas como exceção às regras gerais que basearam a ação da PM. A igreja não comentou o acordo mediado pela polícia e acionou a Justiça para resolver a situação.
Badaladas
“A cada hora toca a badalada daquela hora. Se é 1h, toca uma, 2h toca duas vezes e assim vai até as seis da tarde só. Das 7h às 18h”, explica Gilmar João Lamim, que mora próximo à igreja.
A PM de Itajaí não tem equipamento para verificar os decibéis do sino, por isso, diz que agiu a partir da denúncia e do que os policiais constataram no local.
Incomodados, os moradores da comunidade estão fazendo um abaixo-assinado pelo retorno das badaladas do sino, conforme a NSC TV. “Eu moro ali, nunca incomodou. Eu tenho meu pai, minha mãe, que já são pessoas de idade. Nunca incomodou”, diz Gilmar Lamim.
“A mim não incomodava. Mas tem gente que é diferente da gente”, diz a auxiliar de cozinha Rosiléia da Silva Quadros.
“O sino está baixo. Não é alto. Eu acho que é errado. A PM não podia fazer isso”, diz o morador Benvenuto Antenor Monteiro.
G1