Em Campina: sindicato afirma que trabalhadores foram chamados de vagabundos. Presidência da Câmara diz que houve invasão e vandalismo

O clima esquentou nesta quarta-feira (25) na Câmara Municipal de Vereadores de Campina Grande, quando sindicalistas e trabalhadores públicos estaduais ocuparam espaços na Casa para protestar contra projeto de privatização encaminhado pela Prefeitura Municipal. Depois do tumulto foi a vez da guerra das notas, tendo a presidência da Câmara afirmado que o local foi invadido e houve vandalismo e em resposta a presidência do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba afirmou que os trabalhadores foram chamados de vagabundos. Confira

Em nota divulgada à imprensa, a assessoria da presidência da Câmara Municipal de Campina Grande acusou o comando do Stiupb e do Sintab de organizar uma invasão nesta quarta-feira, 25, ao Plenário para tumultuar a sessão ordinária.
Com o pretexto de obter informações sobre um projeto do Poder Executivo que não se encontrava na Casa, os sindicalistas depredaram o patrimônio, desligaram a energia do prédio, agrediram verbalmente e ameaçaram servidores e jornalistas que estavam no exercício da função, ainda conforme a nota.

A Câmara promete acionar as entidades sindicais na Justiça.
A presidente Ivonete Ludgério (PSD) informou aos manifestante que o projeto do Executivo não se encontrava na Casa e por isso não seria votado. Mesmo assim continuaram com o protesto.
Depois a mesma informação foi passada através de ofício diretamente aos dirigentes dos sindicatos, mas o protesto prosseguiu.
“Tentamos prestar todas as informações desde o momento em que eles ocuparam o auditório, mas ficou claro que a intenção era apenas tumultuar a sessão”, declarou Ivonete.

A presidência da Câmara informou ainda que funcionários da Divisão de Imprensa da CMCG, além de jornalistas da cidade que cobriam a sessão, foram ameaçados por vários manifestantes.
Eles também sofreram agressões verbais de toda natureza.
Tudo foi registrado em vídeos e o material vai ser anexado ao processo judicial que será aberto contra as duas entidades e seus respectivos representantes, frisou a ssessoria.
Com murros e pontapés, os manifestantes forçaram a parede de vidro que divide o auditório do Plenário da Casa de Félix Araújo em vários momentos.
Como resultado, danificaram três aparelhos de TV do auditório, além de dois roteadores, forçando assim a interrupção da transmissão da sessão que ocorria ao vivo pela internet, revelou a CMCG.
Eles ainda desligaram parte da energia do prédio para interromper a sessão. Ao término do protesto, foram verificadas depredações em três poltronas do auditório e na parede do Plenário.
A RESPOSTA DO STIUPB

NOTA AO PÚBLICO

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba – Stiupb, entidade de defesa da classe trabalhadora dos Urbanitários, em todo o Estado da Paraíba, vem por meio de sua Presidência, abaixo assinado, formalizar NOTA DE REPÚDIO PÚBLICA, em face da Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, pelos fatos abaixo relacionados:

Na manhã do dia 25 de outubro de 2017, o Sindicato acompanhando a Classe trabalhadora dos Urbanitários, assim como demais segmentos de classes reunidas no auditório da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, se fizeram presentes EM SESSÃO ABERTA para o Público, como deveria ser.

Estavam presentes por um Direito Constitucional de ir e vir diretamente na casa do povo, em que as sessões devem ser abertas e claras, sem quaisquer restrições ao povo.

Contudo, o Sindicato Repudia de forma veemente as inversões que foram feitas pela Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande, que oportunamente, na imprensa Campinense, formalizou publicações e versões que não são verdadeiras.

A versão de que a Casa do Povo, ou “Casa Legislativa” foi invadida por sindicalistas, é uma invenção e não pode ser aceita pelo Sindicato e pela População em geral, em se tratando de um representante do Povo, que dirige e preside a “Casa do Povo”, ou seja, local onde o povo pode e deve ter o direito de ir e vir sem se sentir constrangido ou ser agredido de qualquer forma.

Também é invenção a alegação de que os Sindicalistas patrocinaram agressões a jornalistas e depredações do patrimônio público, durante manifesto pacífico que ocorreu na manhã deste dia 25 de outubro de 2017.

Informamos à sociedade que não houve invasão à Câmara.

Não se pode considerar invasão à “Casa do Povo”, quando ocorre uma sessão aberta ao público normal.

Os trabalhadores que estavam reunidos ocuparam as galerias que são destinadas às pessoas do povo.

A Câmara de Vereadores é a “Casa do Povo” e deve estar aberta aos populares, que elegeu os vereadores ali instalados.

Não é de menos relembrar que os Vereadores, inclusive a Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande – PB e seus assessores, são mantidos pelos salários que são diretamente PAGOS PELO POVO, POVO ESSE QUE TEM DIREITO DE ESTÁ PRESENTE À QUALQUER SESSÃO DA CÂMARA, SEM QUALQUER TIPO DE RESTRIÇÃO.

Em síntese, o Vereador DEVE REVERÊNCIAS AO POVO, e somente ao povo.

A verdade é que o tumultuo se originou quando a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, desferiu de forma gratuita, sem que usasse da tribuna, agressões ao Presidente deste Sindicato e a todos os trabalhadores que lá estavam presentes, com intensões claras de exigir discussão séria e responsável de projeto de lei que viola direitos constitucionais, de interesse de toda a comunidade.

Pois bem, a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Campina Grande – PB agrediu verbalmente o presidente deste Sindicato e todos os trabalhadores reunidos no recinto, que numa atitude irresponsável e injuriosa, chamou a todos os trabalhadores presentes e ao presidente de “vagabundos” e em complemento de frase assim se expressou “…agora vão trabalhar vagabundos…”;

Deixamos claro que isso não nos intimida!

Já estamos vacinados em relação a esse comportamento, típico de quem tenta mudar o foco da discussão: estávamos defendendo a Cagepa Pública e não iremos desviar dessa luta um só instante.

Somos representantes e trabalhadores da mesma forma!

Achando pouco, ao nos chamar de vagabundos, a presidenta da “Casa” ainda expôs em vídeo salários de engenheiros da Cagepa, como sendo da totalidade dos servidores da Companhia.

Quem disso cuida, disso usa!

Iremos provar quem, realmente, recebe salário sem trabalhar e com valor bem maior do que o prefeito da cidade.

Só conquista quem luta!

Wilton Maia Velez
Presidente Stiupb

O clima esquentou nesta quarta-feira (25) na Câmara Municipal de Vereadores de Campina Grande, quando sindicalistas e trabalhadores públicos estaduais ocuparam espaços na Casa para protestar contra projeto de privatização encaminhado pela Prefeitura Municipal. Depois do tumulto foi a vez da guerra das notas, tendo a presidência da Câmara afirmado que o local foi invadido e houve vandalismo e em resposta a presidência do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba afirmou que os trabalhadores foram chamados de vagabundos. Confira

Em nota divulgada à imprensa, a assessoria da presidência da Câmara Municipal de Campina Grande acusou o comando do Stiupb e do Sintab de organizar uma invasão nesta quarta-feira, 25, ao Plenário para tumultuar a sessão ordinária.
Com o pretexto de obter informações sobre um projeto do Poder Executivo que não se encontrava na Casa, os sindicalistas depredaram o patrimônio, desligaram a energia do prédio, agrediram verbalmente e ameaçaram servidores e jornalistas que estavam no exercício da função, ainda conforme a nota.

A Câmara promete acionar as entidades sindicais na Justiça.
A presidente Ivonete Ludgério (PSD) informou aos manifestante que o projeto do Executivo não se encontrava na Casa e por isso não seria votado. Mesmo assim continuaram com o protesto.
Depois a mesma informação foi passada através de ofício diretamente aos dirigentes dos sindicatos, mas o protesto prosseguiu.
“Tentamos prestar todas as informações desde o momento em que eles ocuparam o auditório, mas ficou claro que a intenção era apenas tumultuar a sessão”, declarou Ivonete.

A presidência da Câmara informou ainda que funcionários da Divisão de Imprensa da CMCG, além de jornalistas da cidade que cobriam a sessão, foram ameaçados por vários manifestantes.
Eles também sofreram agressões verbais de toda natureza.
Tudo foi registrado em vídeos e o material vai ser anexado ao processo judicial que será aberto contra as duas entidades e seus respectivos representantes, frisou a ssessoria.
Com murros e pontapés, os manifestantes forçaram a parede de vidro que divide o auditório do Plenário da Casa de Félix Araújo em vários momentos.
Como resultado, danificaram três aparelhos de TV do auditório, além de dois roteadores, forçando assim a interrupção da transmissão da sessão que ocorria ao vivo pela internet, revelou a CMCG.
Eles ainda desligaram parte da energia do prédio para interromper a sessão. Ao término do protesto, foram verificadas depredações em três poltronas do auditório e na parede do Plenário.
A RESPOSTA DO STIUPB

NOTA AO PÚBLICO

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba – Stiupb, entidade de defesa da classe trabalhadora dos Urbanitários, em todo o Estado da Paraíba, vem por meio de sua Presidência, abaixo assinado, formalizar NOTA DE REPÚDIO PÚBLICA, em face da Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, pelos fatos abaixo relacionados:

Na manhã do dia 25 de outubro de 2017, o Sindicato acompanhando a Classe trabalhadora dos Urbanitários, assim como demais segmentos de classes reunidas no auditório da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, se fizeram presentes EM SESSÃO ABERTA para o Público, como deveria ser.

Estavam presentes por um Direito Constitucional de ir e vir diretamente na casa do povo, em que as sessões devem ser abertas e claras, sem quaisquer restrições ao povo.

Contudo, o Sindicato Repudia de forma veemente as inversões que foram feitas pela Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande, que oportunamente, na imprensa Campinense, formalizou publicações e versões que não são verdadeiras.

A versão de que a Casa do Povo, ou “Casa Legislativa” foi invadida por sindicalistas, é uma invenção e não pode ser aceita pelo Sindicato e pela População em geral, em se tratando de um representante do Povo, que dirige e preside a “Casa do Povo”, ou seja, local onde o povo pode e deve ter o direito de ir e vir sem se sentir constrangido ou ser agredido de qualquer forma.

Também é invenção a alegação de que os Sindicalistas patrocinaram agressões a jornalistas e depredações do patrimônio público, durante manifesto pacífico que ocorreu na manhã deste dia 25 de outubro de 2017.

Informamos à sociedade que não houve invasão à Câmara.

Não se pode considerar invasão à “Casa do Povo”, quando ocorre uma sessão aberta ao público normal.

Os trabalhadores que estavam reunidos ocuparam as galerias que são destinadas às pessoas do povo.

A Câmara de Vereadores é a “Casa do Povo” e deve estar aberta aos populares, que elegeu os vereadores ali instalados.

Não é de menos relembrar que os Vereadores, inclusive a Presidência da Câmara Municipal de Campina Grande – PB e seus assessores, são mantidos pelos salários que são diretamente PAGOS PELO POVO, POVO ESSE QUE TEM DIREITO DE ESTÁ PRESENTE À QUALQUER SESSÃO DA CÂMARA, SEM QUALQUER TIPO DE RESTRIÇÃO.

Em síntese, o Vereador DEVE REVERÊNCIAS AO POVO, e somente ao povo.

A verdade é que o tumultuo se originou quando a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Campina Grande – PB, desferiu de forma gratuita, sem que usasse da tribuna, agressões ao Presidente deste Sindicato e a todos os trabalhadores que lá estavam presentes, com intensões claras de exigir discussão séria e responsável de projeto de lei que viola direitos constitucionais, de interesse de toda a comunidade.

Pois bem, a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Campina Grande – PB agrediu verbalmente o presidente deste Sindicato e todos os trabalhadores reunidos no recinto, que numa atitude irresponsável e injuriosa, chamou a todos os trabalhadores presentes e ao presidente de “vagabundos” e em complemento de frase assim se expressou “…agora vão trabalhar vagabundos…”;

Deixamos claro que isso não nos intimida!

Já estamos vacinados em relação a esse comportamento, típico de quem tenta mudar o foco da discussão: estávamos defendendo a Cagepa Pública e não iremos desviar dessa luta um só instante.

Somos representantes e trabalhadores da mesma forma!

Achando pouco, ao nos chamar de vagabundos, a presidenta da “Casa” ainda expôs em vídeo salários de engenheiros da Cagepa, como sendo da totalidade dos servidores da Companhia.

Quem disso cuida, disso usa!

Iremos provar quem, realmente, recebe salário sem trabalhar e com valor bem maior do que o prefeito da cidade.

Só conquista quem luta!

Wilton Maia Velez
Presidente Stiupb