Todos os bairros de Campina Grande estão com infestação do Aedes aegypti, diz pesquisa

Um Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) feito em Campina Grande, Agreste da Paraíba, mostra que todos os bairros da cidade estão acima da média satisfatória de focos do mosquito. O índice registrado no último mês foi de 7,6%. De acordo com a gerência de vigilância da prefeitura, o maior erro da população está na forma de armazenar água para consumo.
O levantamento mostra que 95% dos focos do mosquito foram encontrados em reservatórios como tonéis e caixas d’água em residências.
“É preocupante para Campina Grande quando se vê esse índice de infestação em todo o município. Desde janeiro deste ano a gente vem alertando que o índice tem se mantido alto. A questão do racionamento parou, mas as pessoas continuam guardando água. Não tem problema em guardar água, desde que se vede o depósito”, explica a gerente de vigilância ambiental Rossandra Oliveira
Entre os bairros da cidade, a gerência de vigilância informou que está com uma preocupação maior com o bairro Liberdade por ser o bairro com maior população idosa da cidade.
“Na cidade temos confirmados 87 casos de chikungunya e sabemos que é uma doença que não passa com 15 dias, ficam sequelas nas articulações e músculos”, disse Rossandra.
Para reduzir os índices, a gerência reforça o alerta à população para que tome cuidado com o armazenamento de água, sempre vedando os reservatórios e recipientes com tampa, plásticos, toalhas ou tecidos.

Campina, a cidade que ligou a Zika à microcefalia
“Era esperado esse aumento dos mosquitos”, disse a médica Adriana Melo, pesquisadora que descobriu a ligação entre o vírus da Zika – transmitido pelo Aedes aegypti – e a microcefalia em bebês.
Adriana conta que apesar de que este ano tenha chovido pouco em Campina Grande, “choveu o suficiente para acumular água”. “É importante que cada um volte a fazer sua parte parte” para combater os mosquitos, afirmou.
“Se o controle fosse efetivo, o LIRAa não estava alto. Todo mundo esqueceu [do mosquito]”, contou a médica Adriana Melo.
Entre 2015 e 2016, uma pesquisa feita pela médica paraibana Adriana Melo, especialista em medicina fetal, apontou a relação do vírus da Zika com a malforamação de bebês.
Na pesquisa foram coletados materiais genéticos de fetos com malformação, que indicaram a relação com vírus. Além da médica, os estudos foram feitos por um grupo de pesquisas sobre infecções congênitas dos vírus, depois que os casos de microcefalia começam a aumentar no Brasil.
G1 PB

Um Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) feito em Campina Grande, Agreste da Paraíba, mostra que todos os bairros da cidade estão acima da média satisfatória de focos do mosquito. O índice registrado no último mês foi de 7,6%. De acordo com a gerência de vigilância da prefeitura, o maior erro da população está na forma de armazenar água para consumo.
O levantamento mostra que 95% dos focos do mosquito foram encontrados em reservatórios como tonéis e caixas d’água em residências.
“É preocupante para Campina Grande quando se vê esse índice de infestação em todo o município. Desde janeiro deste ano a gente vem alertando que o índice tem se mantido alto. A questão do racionamento parou, mas as pessoas continuam guardando água. Não tem problema em guardar água, desde que se vede o depósito”, explica a gerente de vigilância ambiental Rossandra Oliveira
Entre os bairros da cidade, a gerência de vigilância informou que está com uma preocupação maior com o bairro Liberdade por ser o bairro com maior população idosa da cidade.
“Na cidade temos confirmados 87 casos de chikungunya e sabemos que é uma doença que não passa com 15 dias, ficam sequelas nas articulações e músculos”, disse Rossandra.
Para reduzir os índices, a gerência reforça o alerta à população para que tome cuidado com o armazenamento de água, sempre vedando os reservatórios e recipientes com tampa, plásticos, toalhas ou tecidos.

Campina, a cidade que ligou a Zika à microcefalia
“Era esperado esse aumento dos mosquitos”, disse a médica Adriana Melo, pesquisadora que descobriu a ligação entre o vírus da Zika – transmitido pelo Aedes aegypti – e a microcefalia em bebês.
Adriana conta que apesar de que este ano tenha chovido pouco em Campina Grande, “choveu o suficiente para acumular água”. “É importante que cada um volte a fazer sua parte parte” para combater os mosquitos, afirmou.
“Se o controle fosse efetivo, o LIRAa não estava alto. Todo mundo esqueceu [do mosquito]”, contou a médica Adriana Melo.
Entre 2015 e 2016, uma pesquisa feita pela médica paraibana Adriana Melo, especialista em medicina fetal, apontou a relação do vírus da Zika com a malforamação de bebês.
Na pesquisa foram coletados materiais genéticos de fetos com malformação, que indicaram a relação com vírus. Além da médica, os estudos foram feitos por um grupo de pesquisas sobre infecções congênitas dos vírus, depois que os casos de microcefalia começam a aumentar no Brasil.
G1 PB