Mala de dinheiro apreendida pela polícia pode voltar para suspeitos de integrar ‘máfia da saúde’

Bens apreendidos pela polícia numa operação que investigou um desvio milionários em verbas da saúde pública podem ser devolvidos aos investigados. O caso foi mostrado nesta segunda-feira (6) pelo RJTV.
Entre os bens estão R$ 1,5 milhão que estava numa mala, vinte quilos de joias em ouro, dezenas de relógios caríssimos, carros importados e até uma pele de raposa.
Tudo isso pertence ao irmãos Valter e Wagner Pelegrine e foi apreendido pela polícia em dezembro de 2015. Os dois são réus no processo que investiga o desvio milionário dos cofres públicos.
Eles eram os responsáveis pela Organização Social Biotech. E foram presos na Operação Ilha Fiscal. Escutas telefônicas com autorização da Justiça mostraram que até medicamentos dos pacientes eram desviados para os cavalos de raça da dupla.
O Ministério Público acusa a organização criminosa chefiada pelos irmãos Pelegrine de roubar R$ 48 milhões. Dinheiro que deveria ser usado nos hospitais Pedro II e Ronaldo Gazolla.
Valter e Wagner Pelegrini ficaram pouco tempo presos. Os advogados fizeram uma peregrinação na Justiça para liberar os bens da dupla.
Em novembro do ano passado, conseguiram a devolução de uma parte. O argumento foi o seguinte: se eles são acusados de roubar R$ 48 milhões, não havia motivo para reter mais do que isso. Entre os bens devolvidos estão: 20 carros, sendo duas Ferraris e cinco Porches, além de seis motos.
O Ministério Público não concordou e vem recorrendo desde então. Os promotores argumentam que o cálculo do valor a ser retido deve ser outro, com a inclusão de multa para cada crime e considerar a valorização dos recursos desviados. O que dá no mínimo R$ 110 milhões.
A Justiça, em segunda instância, já deu o veredicto: todo o valor acima de R$ 48 milhões deve ser devolvido. Inclusive a mala de dinheiro, que o Ministério Público diz que é fruto da corrupção. Mala que só não foi devolvida ainda porque há uma outra ação cível que mantém o bloqueio.
O Ministério Público também recorre de uma outra decisão da Justiça: o trancamento da ação contra Wagner Pelegrine. Ele foi considerado apenas um funcionário da Organização Social.
G1

Bens apreendidos pela polícia numa operação que investigou um desvio milionários em verbas da saúde pública podem ser devolvidos aos investigados. O caso foi mostrado nesta segunda-feira (6) pelo RJTV.
Entre os bens estão R$ 1,5 milhão que estava numa mala, vinte quilos de joias em ouro, dezenas de relógios caríssimos, carros importados e até uma pele de raposa.
Tudo isso pertence ao irmãos Valter e Wagner Pelegrine e foi apreendido pela polícia em dezembro de 2015. Os dois são réus no processo que investiga o desvio milionário dos cofres públicos.
Eles eram os responsáveis pela Organização Social Biotech. E foram presos na Operação Ilha Fiscal. Escutas telefônicas com autorização da Justiça mostraram que até medicamentos dos pacientes eram desviados para os cavalos de raça da dupla.
O Ministério Público acusa a organização criminosa chefiada pelos irmãos Pelegrine de roubar R$ 48 milhões. Dinheiro que deveria ser usado nos hospitais Pedro II e Ronaldo Gazolla.
Valter e Wagner Pelegrini ficaram pouco tempo presos. Os advogados fizeram uma peregrinação na Justiça para liberar os bens da dupla.
Em novembro do ano passado, conseguiram a devolução de uma parte. O argumento foi o seguinte: se eles são acusados de roubar R$ 48 milhões, não havia motivo para reter mais do que isso. Entre os bens devolvidos estão: 20 carros, sendo duas Ferraris e cinco Porches, além de seis motos.
O Ministério Público não concordou e vem recorrendo desde então. Os promotores argumentam que o cálculo do valor a ser retido deve ser outro, com a inclusão de multa para cada crime e considerar a valorização dos recursos desviados. O que dá no mínimo R$ 110 milhões.
A Justiça, em segunda instância, já deu o veredicto: todo o valor acima de R$ 48 milhões deve ser devolvido. Inclusive a mala de dinheiro, que o Ministério Público diz que é fruto da corrupção. Mala que só não foi devolvida ainda porque há uma outra ação cível que mantém o bloqueio.
O Ministério Público também recorre de uma outra decisão da Justiça: o trancamento da ação contra Wagner Pelegrine. Ele foi considerado apenas um funcionário da Organização Social.
G1