Prefeitura de SP realiza casamento coletivo gay com 39 casais

gaysSpA Prefeitura de São Paulo promoveu um casamento coletivo gay com 39 casais neste fim de semana na capital. Os participantes celebraram a união civil em um casarão na Avenida Paulista na manhã deste domingo (26), com a presença de seus familiares. Foi a primeira celebração desse tipo organizada pela administração municipal.
O casamento homoafetivo teve início no Brasil em 2013, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma resolução determinando que todos os cartórios do país realizassem a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Antes disso, só eram formalizadas as uniões estáveis. Em 2012, o Governo do Estado de São Paulo promoveu uma cerimônia coletiva gratuita em que 47 casais homossexuais oficializaram os relacionamentos estáveis perante a Justiça.
Gilson e Robson formam um dos 39 novos casais a celebrar o casamento. Eles oficializaram a união de quatro anos e sete meses no sábado (25) no cartório da Vila Maria e comemoram o casamento na cerimônia neste domingo.
gaysSp2“Eu estou calmo, mas muito feliz. Sempre conversamos sobre o casamento civil. Além de termos um relacionamento sólido, com amor, carinho, respeito, cumplicidade e companheirismo, tem a parte burocrática também. Não quero ter empecilhos na Justiça para comprar um imóvel em conjunto e quero deixar o que tenho para ele um dia, se eu faltar”, conta Gilson Paulo Bastos de Araújo, professor de matemática e ciências da computação de 54 anos.
Diferentemente da união estável, o casamento civil concede segurança jurídica para a garantia de direitos aos casais, como herança, pensão alimentícia e dependência em plano de saúde. O status de relacionamento muda e, em caso de separação, se o casal tiver filhos, o relacionamento deve ser desfeito perante um juiz.

Mesmos direitos
Os dois casamentos coletivos, o de 2012 e o deste domingo, contaram com o apoio da promotora Eloísa Arruda, que foi secretária de Justiça do governo estadual e é a atual secretária dos Direitos Humanos da prefeitura.
“A realização deste evento pretende mostrar que o governo tem a intenção de respeitar a diversidade em São Paulo. Temos uma população heterogênea e queremos garantir os mesmos direitos a todas as pessoas, inclusive àquelas que não têm acesso a advogados ou a informação”, explicou a secretária em entrevista ao G1.
Os trâmites para a realização do casamento civil homoafetivo são os mesmos de um casamento heterossexual – o cartório cobra uma taxa de serviço no valor de aproximadamente R$ 500.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) disponibilizou uma equipe de advogados para orientar os casais interessados em se casar e intermediou a isenção da taxa junto aos cartórios. O Clube Homs cedeu o salão para a cerimônia coletiva deste domingo. O evento não teve custos para a Prefeitura de São Paulo.
“Quando assumi a Secretaria de Direitos Humanos, em junho, o primeiro pedido da comunidade da LGBT foi a realização de um casamento coletivo, como aquele que promovi em 2012. Apresentei a proposta e a ideia foi apoiada”, conta a Secretária Eloísa Arruda. “Acho que esse evento confere dignidade às relações entre pessoas que têm um vínculo afetivo e querem o reconhecimento pela lei brasileira. Isso fortalece as uniões”, completa.
Em setembro, a Secretaria de Direitos Humanos divulgou a ação nas redes sociais e convidou os casais que desejassem se casar no civil a fazer uma inscrição gratuita em um dos quatro centros de cidadania LGBT da capital. Entre os inscritos, 39 casais conseguiram encaminhar toda a documentação necessária para o primeiro casamento coletivo igualitário civil da cidade de São Paulo promovido pela prefeitura.

Recém-casados
Roseane e Tiffany também se casaram com a ajuda da Prefeitura, após cerca de três anos e meio de namoro. Elas são ativistas dos direitos humanos e se sentiram satisfeitas por oficializar o relacionamento coletivamente.
“Pedi a Tiffany em casamento há alguns meses e desde então estudávamos uma forma de fazer isso sem gastar muito. Achamos que o evento era a nossa cara, pois além de nos ajudar com as despesas, ajuda outros casais LGBT e ratifica essa conquista da comunidade”, disse Roseane Cristina Rossi Castilho, de 29 anos.
Ela comemora o fato de a união estar oficializada e também a emoção sentida juntamente com os familiares. “Além das garantias jurídicas enquanto casal formal reconhecido pela lei, ficamos muito emocionadas por casar no civil. No cartório, recebemos o amor e o carinho dos amigos e familiares, que choraram, se emocionaram, nos abraçaram. É bonito isso. Esse apoio é importante para gente”, completa Roseane.
De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, 39 casais participaram do evento, sendo 26 homens gays, 36 mulheres lésbicas, um homem trans hétero e uma mulher pansexual.
G1

gaysSpA Prefeitura de São Paulo promoveu um casamento coletivo gay com 39 casais neste fim de semana na capital. Os participantes celebraram a união civil em um casarão na Avenida Paulista na manhã deste domingo (26), com a presença de seus familiares. Foi a primeira celebração desse tipo organizada pela administração municipal.
O casamento homoafetivo teve início no Brasil em 2013, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma resolução determinando que todos os cartórios do país realizassem a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Antes disso, só eram formalizadas as uniões estáveis. Em 2012, o Governo do Estado de São Paulo promoveu uma cerimônia coletiva gratuita em que 47 casais homossexuais oficializaram os relacionamentos estáveis perante a Justiça.
Gilson e Robson formam um dos 39 novos casais a celebrar o casamento. Eles oficializaram a união de quatro anos e sete meses no sábado (25) no cartório da Vila Maria e comemoram o casamento na cerimônia neste domingo.
gaysSp2“Eu estou calmo, mas muito feliz. Sempre conversamos sobre o casamento civil. Além de termos um relacionamento sólido, com amor, carinho, respeito, cumplicidade e companheirismo, tem a parte burocrática também. Não quero ter empecilhos na Justiça para comprar um imóvel em conjunto e quero deixar o que tenho para ele um dia, se eu faltar”, conta Gilson Paulo Bastos de Araújo, professor de matemática e ciências da computação de 54 anos.
Diferentemente da união estável, o casamento civil concede segurança jurídica para a garantia de direitos aos casais, como herança, pensão alimentícia e dependência em plano de saúde. O status de relacionamento muda e, em caso de separação, se o casal tiver filhos, o relacionamento deve ser desfeito perante um juiz.

Mesmos direitos
Os dois casamentos coletivos, o de 2012 e o deste domingo, contaram com o apoio da promotora Eloísa Arruda, que foi secretária de Justiça do governo estadual e é a atual secretária dos Direitos Humanos da prefeitura.
“A realização deste evento pretende mostrar que o governo tem a intenção de respeitar a diversidade em São Paulo. Temos uma população heterogênea e queremos garantir os mesmos direitos a todas as pessoas, inclusive àquelas que não têm acesso a advogados ou a informação”, explicou a secretária em entrevista ao G1.
Os trâmites para a realização do casamento civil homoafetivo são os mesmos de um casamento heterossexual – o cartório cobra uma taxa de serviço no valor de aproximadamente R$ 500.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) disponibilizou uma equipe de advogados para orientar os casais interessados em se casar e intermediou a isenção da taxa junto aos cartórios. O Clube Homs cedeu o salão para a cerimônia coletiva deste domingo. O evento não teve custos para a Prefeitura de São Paulo.
“Quando assumi a Secretaria de Direitos Humanos, em junho, o primeiro pedido da comunidade da LGBT foi a realização de um casamento coletivo, como aquele que promovi em 2012. Apresentei a proposta e a ideia foi apoiada”, conta a Secretária Eloísa Arruda. “Acho que esse evento confere dignidade às relações entre pessoas que têm um vínculo afetivo e querem o reconhecimento pela lei brasileira. Isso fortalece as uniões”, completa.
Em setembro, a Secretaria de Direitos Humanos divulgou a ação nas redes sociais e convidou os casais que desejassem se casar no civil a fazer uma inscrição gratuita em um dos quatro centros de cidadania LGBT da capital. Entre os inscritos, 39 casais conseguiram encaminhar toda a documentação necessária para o primeiro casamento coletivo igualitário civil da cidade de São Paulo promovido pela prefeitura.

Recém-casados
Roseane e Tiffany também se casaram com a ajuda da Prefeitura, após cerca de três anos e meio de namoro. Elas são ativistas dos direitos humanos e se sentiram satisfeitas por oficializar o relacionamento coletivamente.
“Pedi a Tiffany em casamento há alguns meses e desde então estudávamos uma forma de fazer isso sem gastar muito. Achamos que o evento era a nossa cara, pois além de nos ajudar com as despesas, ajuda outros casais LGBT e ratifica essa conquista da comunidade”, disse Roseane Cristina Rossi Castilho, de 29 anos.
Ela comemora o fato de a união estar oficializada e também a emoção sentida juntamente com os familiares. “Além das garantias jurídicas enquanto casal formal reconhecido pela lei, ficamos muito emocionadas por casar no civil. No cartório, recebemos o amor e o carinho dos amigos e familiares, que choraram, se emocionaram, nos abraçaram. É bonito isso. Esse apoio é importante para gente”, completa Roseane.
De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, 39 casais participaram do evento, sendo 26 homens gays, 36 mulheres lésbicas, um homem trans hétero e uma mulher pansexual.
G1