Inovação é a chave para indústria automobilística avançar na agenda de sustentabilidade

inova18Nos últimos anos, um dos setores industriais que mais deu saltos importantes em matéria de sustentabilidade foi o automobilístico. Entre os principais avanços estão a concepção de veículos mais econômicos, menos poluentes, mais seguros e confortáveis. Um exemplo é a melhoria média de 12% da eficiência energética dos veículos nos últimos cinco anos. Para isso, o setor anunciou investimentos de R$ 85 bilhões entre 2012 e 2018, dos quais R$ 15 bilhões destinados à pesquisa, desenvolvimento e engenharia.
No estudo Indústria Automobilística e o Desenvolvimento Sustentável, que integra a série de 14 publicações setoriais do projeto CNI Sustentabilidade, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o segmento destaca o papel do programa Inovar Auto, criado em 2012, que contribuiu para que dez novas unidades industriais fossem instaladas no país e estimulou a inovação em produtos e processos.
Além disso, o segmento também ressalta a entrada de novas fases de emissões estabelecidas pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proncove), que exige mais aperfeiçoamentos tecnológicos para redução das emissões de gases de efeito estufa. Em relação à segurança, todos os veículos leves passaram a ter, desde 2014, airbags e freios ABS. Sistemas de retenção para crianças já estão regulamentados e entram em vigor a partir de 2018, assim como o controle eletrônico de estabilidade, que a partir de 2020 será obrigatório nos novos modelos. Outros equipamentos, como detector de fadiga do motorista, aviso de veículo no ponto cego e de uso do cinto de segurança, já estão disponíveis em diversos modelos.

INOVAÇÃO – Na parte de conforto e tecnologia, são encontrados em vários modelos dispositivos como sistemas de navegação, integração com smartphones, assistente de estacionamento e de rampa, computador a bordo, piloto automático e câmbios automáticos e automatizados. Outro destaque é a inserção no mercado, desde 2003, dos veículos flex.
Hoje, 88% dos veículos leves novos vendidos são flex e eles já somam mais de 29 milhões de unidades comercializadas. Esse volume representa, apenas em 2017, uma economia aproximada de emissão de 62 milhões de toneladas de CO2 ao considerar que o gás carbônico emitido por um veículo a etanol é totalmente absorvido no ciclo da cana-de-açúcar.
A indústria automobilística também investe na melhoria dos processos e na gestão dos recursos usados dentro de fábrica e na cadeia de fornecedores. Entre as iniciativas estão sistemas de reuso e de tratamento da água que é devolvida ao meio ambiente, melhoria da eficiência energética no processo produtivo e gestão adequada de resíduos, aumentando a reciclagem de materiais e, quando não é possível reciclar, destinando corretamente os resíduos.

ELETROELETRÔNICOS – Outro setor contemplado nos estudos da CNI de avanços na agenda da sustentabilidade é o eletroeletrônico. Na publicação A indústria elétrica e eletrônica impulsionando a economia verde e a sustentabilidade, o setor destaca que a logística reversa é um dos temas que mais demanda atenção e investimento da indústria eletroeletrônica.
Com a proximidade do acordo setorial com o governo federal, que irá trazer regras, objetivos e premissas para operacionalização de um sistema de logística reversa em âmbito nacional, as empresas terão que se dedicar à essa questão, de modo a garantir a implementação de toda a infraestrutura necessária para realizar a coleta e tratamento adequado dos equipamentos que colocam no mercado.
Para atender a essa demanda, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) criou, em 2016, a GREEN Eletron – Gestora para Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos, com o objetivo principal de estruturar, implantar e gerenciar um sistema coletivo de logística reversa para que empresas associadas atendam à legislação.
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, explica como funciona essa logística: “o consumidor descarta seu produto após o uso, em um ponto de coleta. Em seguida os produtos são entregues de volta ao fabricante, que deverá providenciar uma destinação ambientalmente adequada, transformando-os em matéria-prima para a fabricação de um novo produto.”
A GREEN Eletron conta com parceiros com experiência no ramo e coordenará os serviços de coleta, manejo, transporte e destinação final ambientalmente adequada dos eletroeletrônicos recebidos em pontos de recebimento. Essa iniciativa atende a um dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) – o ODS 12 –, da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê o consumo e a produção sustentáveis. Empresas como a HP e a Whirlpool já vêm fazendo a sua parte para reduzir resíduos desde a concepção de produtos até a destinação correta de resíduos. Um exemplo é a impressora HP Deskjet 5822, produzida com plástico reciclado e que traz maior eficiência no consumo de energia e possui funções que otimizam o uso de papel e tinta.
Já a Whirlpool estabeleceu, em 2011, a meta de zerar o envio de resíduos para aterros, que naquela época era de 8%. Essa meta foi atingida em 2015 e a estratégia usada foi envolver a cadeia de fornecedores para encontrar alternativas de aproveitamento para os diferentes materiais. Resíduos de alimentos vão para empresas que produzem ração animal, resíduos de processamento para fornos de cimenteiras e a espuma de poliuterano é reutilizada na produção de cadeiras, por exemplo.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – Outro aspecto a ser considerado pela indústria eletroeletrônica é o consumo de energia das tecnologias. A WEG está sensibilizando a indústria a substituir motores elétricos, que hoje respondem por mais de 68% do consumo elétrico no setor, por equipamentos mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Para isso, a empresa criou o Centro de Negócios de Eficiência Energética, que desenvolve ferramentas e auxilia clientes em suas avaliações, com três focos de atuação: substituição de motores antigos por novos de maior eficiência; redimensionamento de motores; e automação de sistemas, com melhoria da produtividade e economia de energia.
Em 2015, a WEG lançou o See+, software que permite ao usuário comparar o consumo de motor usado na empresa com outros mais eficientes, oferecendo indicadores técnicos e financeiros. Desde 2009, foram atendidos 1,3 mil usuários, 70 mil motores elétricos foram substituídos e foi gerada uma economia média de 12,42% do consumo de energia para essas empresas.

SAIBA MAIS – Faça o download dos documentos que apresentam as ações da indústria brasileira para o desenvolvimento sustentável, divididos por setores de atuação, no site do CNI Sustentabilidade.

SÉRIE COMPLETA – ACOMPANHE AQUI a série Indústria Sustentável na página do especial da Agência CNI de Notícias.
https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/industria-brasileira-investe-cada-vez-mais-no-desenvolvimento-sustentavel/
Agência de Notícias CNI

inova18Nos últimos anos, um dos setores industriais que mais deu saltos importantes em matéria de sustentabilidade foi o automobilístico. Entre os principais avanços estão a concepção de veículos mais econômicos, menos poluentes, mais seguros e confortáveis. Um exemplo é a melhoria média de 12% da eficiência energética dos veículos nos últimos cinco anos. Para isso, o setor anunciou investimentos de R$ 85 bilhões entre 2012 e 2018, dos quais R$ 15 bilhões destinados à pesquisa, desenvolvimento e engenharia.
No estudo Indústria Automobilística e o Desenvolvimento Sustentável, que integra a série de 14 publicações setoriais do projeto CNI Sustentabilidade, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o segmento destaca o papel do programa Inovar Auto, criado em 2012, que contribuiu para que dez novas unidades industriais fossem instaladas no país e estimulou a inovação em produtos e processos.
Além disso, o segmento também ressalta a entrada de novas fases de emissões estabelecidas pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proncove), que exige mais aperfeiçoamentos tecnológicos para redução das emissões de gases de efeito estufa. Em relação à segurança, todos os veículos leves passaram a ter, desde 2014, airbags e freios ABS. Sistemas de retenção para crianças já estão regulamentados e entram em vigor a partir de 2018, assim como o controle eletrônico de estabilidade, que a partir de 2020 será obrigatório nos novos modelos. Outros equipamentos, como detector de fadiga do motorista, aviso de veículo no ponto cego e de uso do cinto de segurança, já estão disponíveis em diversos modelos.

INOVAÇÃO – Na parte de conforto e tecnologia, são encontrados em vários modelos dispositivos como sistemas de navegação, integração com smartphones, assistente de estacionamento e de rampa, computador a bordo, piloto automático e câmbios automáticos e automatizados. Outro destaque é a inserção no mercado, desde 2003, dos veículos flex.
Hoje, 88% dos veículos leves novos vendidos são flex e eles já somam mais de 29 milhões de unidades comercializadas. Esse volume representa, apenas em 2017, uma economia aproximada de emissão de 62 milhões de toneladas de CO2 ao considerar que o gás carbônico emitido por um veículo a etanol é totalmente absorvido no ciclo da cana-de-açúcar.
A indústria automobilística também investe na melhoria dos processos e na gestão dos recursos usados dentro de fábrica e na cadeia de fornecedores. Entre as iniciativas estão sistemas de reuso e de tratamento da água que é devolvida ao meio ambiente, melhoria da eficiência energética no processo produtivo e gestão adequada de resíduos, aumentando a reciclagem de materiais e, quando não é possível reciclar, destinando corretamente os resíduos.

ELETROELETRÔNICOS – Outro setor contemplado nos estudos da CNI de avanços na agenda da sustentabilidade é o eletroeletrônico. Na publicação A indústria elétrica e eletrônica impulsionando a economia verde e a sustentabilidade, o setor destaca que a logística reversa é um dos temas que mais demanda atenção e investimento da indústria eletroeletrônica.
Com a proximidade do acordo setorial com o governo federal, que irá trazer regras, objetivos e premissas para operacionalização de um sistema de logística reversa em âmbito nacional, as empresas terão que se dedicar à essa questão, de modo a garantir a implementação de toda a infraestrutura necessária para realizar a coleta e tratamento adequado dos equipamentos que colocam no mercado.
Para atender a essa demanda, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) criou, em 2016, a GREEN Eletron – Gestora para Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos, com o objetivo principal de estruturar, implantar e gerenciar um sistema coletivo de logística reversa para que empresas associadas atendam à legislação.
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, explica como funciona essa logística: “o consumidor descarta seu produto após o uso, em um ponto de coleta. Em seguida os produtos são entregues de volta ao fabricante, que deverá providenciar uma destinação ambientalmente adequada, transformando-os em matéria-prima para a fabricação de um novo produto.”
A GREEN Eletron conta com parceiros com experiência no ramo e coordenará os serviços de coleta, manejo, transporte e destinação final ambientalmente adequada dos eletroeletrônicos recebidos em pontos de recebimento. Essa iniciativa atende a um dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) – o ODS 12 –, da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê o consumo e a produção sustentáveis. Empresas como a HP e a Whirlpool já vêm fazendo a sua parte para reduzir resíduos desde a concepção de produtos até a destinação correta de resíduos. Um exemplo é a impressora HP Deskjet 5822, produzida com plástico reciclado e que traz maior eficiência no consumo de energia e possui funções que otimizam o uso de papel e tinta.
Já a Whirlpool estabeleceu, em 2011, a meta de zerar o envio de resíduos para aterros, que naquela época era de 8%. Essa meta foi atingida em 2015 e a estratégia usada foi envolver a cadeia de fornecedores para encontrar alternativas de aproveitamento para os diferentes materiais. Resíduos de alimentos vão para empresas que produzem ração animal, resíduos de processamento para fornos de cimenteiras e a espuma de poliuterano é reutilizada na produção de cadeiras, por exemplo.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – Outro aspecto a ser considerado pela indústria eletroeletrônica é o consumo de energia das tecnologias. A WEG está sensibilizando a indústria a substituir motores elétricos, que hoje respondem por mais de 68% do consumo elétrico no setor, por equipamentos mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Para isso, a empresa criou o Centro de Negócios de Eficiência Energética, que desenvolve ferramentas e auxilia clientes em suas avaliações, com três focos de atuação: substituição de motores antigos por novos de maior eficiência; redimensionamento de motores; e automação de sistemas, com melhoria da produtividade e economia de energia.
Em 2015, a WEG lançou o See+, software que permite ao usuário comparar o consumo de motor usado na empresa com outros mais eficientes, oferecendo indicadores técnicos e financeiros. Desde 2009, foram atendidos 1,3 mil usuários, 70 mil motores elétricos foram substituídos e foi gerada uma economia média de 12,42% do consumo de energia para essas empresas.

SAIBA MAIS – Faça o download dos documentos que apresentam as ações da indústria brasileira para o desenvolvimento sustentável, divididos por setores de atuação, no site do CNI Sustentabilidade.

SÉRIE COMPLETA – ACOMPANHE AQUI a série Indústria Sustentável na página do especial da Agência CNI de Notícias.
https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/industria-brasileira-investe-cada-vez-mais-no-desenvolvimento-sustentavel/
Agência de Notícias CNI