Famílias descobrem troca de bebês, mas não ‘destrocam’

aTrocaDois bebês, nascidos com cinco minutos de diferença, foram trocados na maternidade do Mangaldai Civil Hospital, na Índia. Dois anos depois, a troca foi confirmada por exames de DNA, mas as crianças se recusaram a voltar para seus pais biológicos, então permaneceram “trocados”.
Tudo começou quando Salma Parbin, mãe de umas crianças, desconfiou da confusão. Seu marido, Shahabuddin Ahmed, começou uma jornada para verificar a história, com visitas à família de seu filho biológico, chamado Riyan.
“Eu fui na vila deles duas vezes, mas não tive coragem de visitar a casa”, afirmou Ahmed ao jornal britânico BBC. Quando o encontro ocorreu, ambas as famílias não tiveram dúvidas sobre a troca. Salma propôs que a troca fosse feita ali mesmo, mas Anil Boro, pai de Riyan, negou.
O hospital onde houve a troca abriu um inquérito para investigar o caso, mas negaram ter feito qualquer procedimento errado. Ahmed chegou a fazer um exame de DNA, provando que não havia correspondência genética entre Salma e Jonait, o filho que eles mantiveram.
As autoridades do hospital alegaram que o exame não tinha validade legal, fazendo com que Ahmed acionasse a polícia. Um subinspetor conseguiu fazer os exames de DNA com amostras dos dois casais e provou a veracidade da troca. O caso foi para o tribunal, que aprovou a troca.
“O magistrado nos disse que nós poderíamos trocar os bebês, se quiséssemos, mas nós dissemos que não iríamos, porque nós os criamos pelo últimos três anos, nós não podemos deixá-los simplesmente partir”, declarou Salma Parbin.
Anil Boro afirmou que a troca hoje poderia machucar emocionalmente as crianças, porque elas são muito novas para entender o que está acontecendo. As famílias pertencem a religiões diferentes, com hábitos culturais bem distintos.
A família de Parbin é muçulmana e a de Boro é hinduísta. Eles planejam manter contato e se encontrar regularmente, para fazer parte de alguma maneira da vida dos filhos biológicos.
Diário de Pernambuco

aTrocaDois bebês, nascidos com cinco minutos de diferença, foram trocados na maternidade do Mangaldai Civil Hospital, na Índia. Dois anos depois, a troca foi confirmada por exames de DNA, mas as crianças se recusaram a voltar para seus pais biológicos, então permaneceram “trocados”.
Tudo começou quando Salma Parbin, mãe de umas crianças, desconfiou da confusão. Seu marido, Shahabuddin Ahmed, começou uma jornada para verificar a história, com visitas à família de seu filho biológico, chamado Riyan.
“Eu fui na vila deles duas vezes, mas não tive coragem de visitar a casa”, afirmou Ahmed ao jornal britânico BBC. Quando o encontro ocorreu, ambas as famílias não tiveram dúvidas sobre a troca. Salma propôs que a troca fosse feita ali mesmo, mas Anil Boro, pai de Riyan, negou.
O hospital onde houve a troca abriu um inquérito para investigar o caso, mas negaram ter feito qualquer procedimento errado. Ahmed chegou a fazer um exame de DNA, provando que não havia correspondência genética entre Salma e Jonait, o filho que eles mantiveram.
As autoridades do hospital alegaram que o exame não tinha validade legal, fazendo com que Ahmed acionasse a polícia. Um subinspetor conseguiu fazer os exames de DNA com amostras dos dois casais e provou a veracidade da troca. O caso foi para o tribunal, que aprovou a troca.
“O magistrado nos disse que nós poderíamos trocar os bebês, se quiséssemos, mas nós dissemos que não iríamos, porque nós os criamos pelo últimos três anos, nós não podemos deixá-los simplesmente partir”, declarou Salma Parbin.
Anil Boro afirmou que a troca hoje poderia machucar emocionalmente as crianças, porque elas são muito novas para entender o que está acontecendo. As famílias pertencem a religiões diferentes, com hábitos culturais bem distintos.
A família de Parbin é muçulmana e a de Boro é hinduísta. Eles planejam manter contato e se encontrar regularmente, para fazer parte de alguma maneira da vida dos filhos biológicos.
Diário de Pernambuco