Negra da Maré e socióloga, Marielle foi a 5ª vereadora mais votada do Rio

marieleAssassinada na noite desta quarta-feira (14) no centro do Rio, a vereadora Marielle Franco tinha 38 anos e se apresentava como “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”. Ela foi a quinta mais votada da cidade nas eleições de 2016, com 46.502 votos, em sua primeira disputa eleitoral.
Na Câmara, Marielle fazia parte do grupo de 4 relatores de uma comissão criada em fevereiro para monitorar os trabalhos da intervenção federal na segurança pública do estado.
A vereadora também presidia a Comissão de Defesa da Mulher. Sobre o tema, apresentou projeto para a criação do Dossiê da Mulher Carioca, para levar a prefeitura do Rio a compilar dados sobre violência de gênero no município, e trabalhou para permitir o aborto nas condições quem a prática é permitida. Marielle também atuou para ampliar o número de Casas de Parto, locais destinados à realização de partos normais.
Antes de se eleger vereadora, Marielle foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no PSOL, ao lado de quem participou da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa.
Marielle estudou Sociologia na PUC, com o apoio de bolsa integral, e fez mestrado em Administração Pública na Universidade Federal Fluminense. Sua dissertação teve como tema as Unidades de Polícia Pacificadora. O título foi “UPP: a redução da favela a três letras”.
Ela também trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm).

Principal hipótese é execução
Marielle foi morta a tiros dentro de seu carro no Estácio, região central do Rio, por volta da 21h30 de quarta-feira. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu.
A principal linha de investigação da Divisão de Homicídios, responsável pelas apurações, é de execução.
Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.
No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas. O motorista foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.
Antes de ser morta, Marielle havia participado no início da noite de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa.
Após a morte, governo federal informo que a Polícia Federal foi colocada à disposição para auxiliar na investigação. O assassinato repercutiu na imprensa internacional.

G1

marieleAssassinada na noite desta quarta-feira (14) no centro do Rio, a vereadora Marielle Franco tinha 38 anos e se apresentava como “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”. Ela foi a quinta mais votada da cidade nas eleições de 2016, com 46.502 votos, em sua primeira disputa eleitoral.
Na Câmara, Marielle fazia parte do grupo de 4 relatores de uma comissão criada em fevereiro para monitorar os trabalhos da intervenção federal na segurança pública do estado.
A vereadora também presidia a Comissão de Defesa da Mulher. Sobre o tema, apresentou projeto para a criação do Dossiê da Mulher Carioca, para levar a prefeitura do Rio a compilar dados sobre violência de gênero no município, e trabalhou para permitir o aborto nas condições quem a prática é permitida. Marielle também atuou para ampliar o número de Casas de Parto, locais destinados à realização de partos normais.
Antes de se eleger vereadora, Marielle foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no PSOL, ao lado de quem participou da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa.
Marielle estudou Sociologia na PUC, com o apoio de bolsa integral, e fez mestrado em Administração Pública na Universidade Federal Fluminense. Sua dissertação teve como tema as Unidades de Polícia Pacificadora. O título foi “UPP: a redução da favela a três letras”.
Ela também trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm).

Principal hipótese é execução
Marielle foi morta a tiros dentro de seu carro no Estácio, região central do Rio, por volta da 21h30 de quarta-feira. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu.
A principal linha de investigação da Divisão de Homicídios, responsável pelas apurações, é de execução.
Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.
No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas. O motorista foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.
Antes de ser morta, Marielle havia participado no início da noite de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa.
Após a morte, governo federal informo que a Polícia Federal foi colocada à disposição para auxiliar na investigação. O assassinato repercutiu na imprensa internacional.

G1