Exames de DNA comprovam troca de bebês recém-nascidos em hospital de MT

dnaExames de DNA comprovaram a troca de bebês nascidos no mesmo dia, em maio de 2017, no Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. Durante audiência de conciliação, na 3ª Vara Cível do município, nessa terça-feira (17), as famílias dos meninos, atualmente com 11 meses, concordaram em desfazer a troca.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que foi aberta uma sindicância para apurar o caso e que a apuração deve ser concluída na próxima semana. “No início de março a direção do Hospital Regional de Alta Floresta baixou uma portaria interna instaurando uma sindicância para averiguar todos os faltos envolvidos no caso”, diz, em trecho da nota.
O caso parou na Justiça depois que uma das mães suspeitou da troca e fez DNA com material genético dela e da criança da qual ela pensava ser mãe biológica. Ela divulgou uma mensagem numa rede social depois do resultado apontar que ela não era mãe do menino.
Pais e filhos vão passar por um período de adaptação e convivência com as famílias, até que todos estejam preparados para a troca definitiva e passem a viver com os pais biológicos.
De acordo com a decisão da juíza Janaína Rebucci Dezanetti, da 3ª Vara Cível de Alta Floresta, nos próximos três meses as famílias terão convivência diária, inclusive no período noturno, para que as crianças possam dormir com as mães biológicas.
As famílias também receberão acompanhamento de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais para garantir que não haja mais traumas, conforme a decisão.
Um dos bebês ainda se alimenta com leite materno e vai permanecer com a mãe até o desmame. Se necessário, o período de convivência pode ser estendido.

A descoberta
Após o resultado do exame de DNA, a dona de casa Francielli Monteiro Garcia fez um desabafo em uma rede social sobre a possilibidade da troca dos bebês, em fevereiro deste ano.
Na página dela no Facebook, Francielli contou que logo depois de dar à luz, precisou ser levada para o centro cirúrgico devido a complicações no parto. Ela disse não ter visto o rosto do filho logo após o parto.
Na sala ao lado, outra mãe também dava à luz um menino.
Quando retornou para casa, Francielli percebeu no primeiro banho no bebê que o nome que constava na pulseirinha era de outra pessoa e chegou a questionar o hospital, mas foi informada que não havia possibilidade de engano.
Meses depois, em uma visita ao posto de saúde da cidade, Francielli encontrou Erivânia da Silva Santos, que também estava com o filho no colo. Ela disse ter ficado em choque ao reconhecer traços da família dela no bebê que Erivânia carregava.
Os traços eram parecidos com o do marido dela. Durante uma conversa, elas perceberam que os bebês poderiam ter sido trocados na maternidade no dia em que nasceram.
Ela contou que ficou ainda mais angustiada ao perguntar o nome da mulher e reconhecer que era o nome que estava na pulseirinha no filho no dia em que deu o primeiro banho nele.
A partir daí, ela buscou confirmar a suspeita de que as crianças pudessem ter sido trocadas na maternidade. Suspeita que se confirmou após exames de DNA.
Uma das famílias buscou apoio na Defensoria Pública para tentar resolver a situação.
A convivência entre as famílias já estava sendo estabelecida por iniciativa das próprias mães. Mas, de acordo com o advogado de Erivânia, Gerson Luiz Severo, os encontros entre pais e filhos devem ser intensificados para que a troca definitiva aconteça.
G1

dnaExames de DNA comprovaram a troca de bebês nascidos no mesmo dia, em maio de 2017, no Hospital Regional de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. Durante audiência de conciliação, na 3ª Vara Cível do município, nessa terça-feira (17), as famílias dos meninos, atualmente com 11 meses, concordaram em desfazer a troca.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que foi aberta uma sindicância para apurar o caso e que a apuração deve ser concluída na próxima semana. “No início de março a direção do Hospital Regional de Alta Floresta baixou uma portaria interna instaurando uma sindicância para averiguar todos os faltos envolvidos no caso”, diz, em trecho da nota.
O caso parou na Justiça depois que uma das mães suspeitou da troca e fez DNA com material genético dela e da criança da qual ela pensava ser mãe biológica. Ela divulgou uma mensagem numa rede social depois do resultado apontar que ela não era mãe do menino.
Pais e filhos vão passar por um período de adaptação e convivência com as famílias, até que todos estejam preparados para a troca definitiva e passem a viver com os pais biológicos.
De acordo com a decisão da juíza Janaína Rebucci Dezanetti, da 3ª Vara Cível de Alta Floresta, nos próximos três meses as famílias terão convivência diária, inclusive no período noturno, para que as crianças possam dormir com as mães biológicas.
As famílias também receberão acompanhamento de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais para garantir que não haja mais traumas, conforme a decisão.
Um dos bebês ainda se alimenta com leite materno e vai permanecer com a mãe até o desmame. Se necessário, o período de convivência pode ser estendido.

A descoberta
Após o resultado do exame de DNA, a dona de casa Francielli Monteiro Garcia fez um desabafo em uma rede social sobre a possilibidade da troca dos bebês, em fevereiro deste ano.
Na página dela no Facebook, Francielli contou que logo depois de dar à luz, precisou ser levada para o centro cirúrgico devido a complicações no parto. Ela disse não ter visto o rosto do filho logo após o parto.
Na sala ao lado, outra mãe também dava à luz um menino.
Quando retornou para casa, Francielli percebeu no primeiro banho no bebê que o nome que constava na pulseirinha era de outra pessoa e chegou a questionar o hospital, mas foi informada que não havia possibilidade de engano.
Meses depois, em uma visita ao posto de saúde da cidade, Francielli encontrou Erivânia da Silva Santos, que também estava com o filho no colo. Ela disse ter ficado em choque ao reconhecer traços da família dela no bebê que Erivânia carregava.
Os traços eram parecidos com o do marido dela. Durante uma conversa, elas perceberam que os bebês poderiam ter sido trocados na maternidade no dia em que nasceram.
Ela contou que ficou ainda mais angustiada ao perguntar o nome da mulher e reconhecer que era o nome que estava na pulseirinha no filho no dia em que deu o primeiro banho nele.
A partir daí, ela buscou confirmar a suspeita de que as crianças pudessem ter sido trocadas na maternidade. Suspeita que se confirmou após exames de DNA.
Uma das famílias buscou apoio na Defensoria Pública para tentar resolver a situação.
A convivência entre as famílias já estava sendo estabelecida por iniciativa das próprias mães. Mas, de acordo com o advogado de Erivânia, Gerson Luiz Severo, os encontros entre pais e filhos devem ser intensificados para que a troca definitiva aconteça.
G1