População que se declara preta mantém crescimento no Brasil, aponta IBGE. Brancos estão diminuindo

pretosEm um ano, o número de brasileiros que se declaram pretos subiu 6%, para 17,8 milhões, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reforça tendência observada desde 2015, quando os brancos deixaram de ser maioria no país.
No mesmo período, entre 2016 e 2017, o número de autodeclarados pardos aumentou 1%, para 96,9 milhões, enquanto o total dos que se declaram brancos teve queda de 0,6%, para 90,379 milhões.
“Essa tendência, de queda dos brancos e aumento de pretos e pardos, foi observada em todas as grandes regiões do país”, enfatizou a gerente da pesquisa Maria Lúcia Vieira.
Se comparado com os dados de 2012, início da série histórica da pesquisa, o total de autodeclarados pretos e pardos aumentou, respectivamente, 21,8% e 7,7%, enquanto o de brancos reduziu em 2,4%.
“Esse movimento tem a ver tanto com as políticas de afirmação de cor, que motivam as pessoas a se reconhecerem com determinada cor ou raça, como pode ter influência até mesmo das políticas de cotas”, apontou Maria Lúcia.
A miscigenação de raça, explica a pesquisadora do IBGE, não bastaria para justificar a mudança. “A miscigenação explicaria o aumento da população parda, não na autodeclaração da cor preta”, enfatizou.
Entre 2016 e 2016, a população brasileira aumentou 0,8%, para cerca de 207 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Diferenças geográficas
A pesquisa mostra que a maior proporção de autodeclarados pretos está no Nordeste (10,5% da população), seguida pela Sudeste (9,3%). O menor percentual está na região Sul (4,2%). No Centro-Oeste, os autodeclarados pretos correspondem a 8,2% da população, e no Norte, a 7,1%.
“O Rio de Janeiro é o segundo estado com maior percentual de autodeclarados pretos, ficando atrás somente da Bahia”, destacou a pesquisadora do IBGE.

Virada em 2015
Até 2014, a população autodeclarada branca era maioria no Brasil. Foi em 2015 que esse quadro mudou, quando a maioria dos brasileiros passou a se declarar pardo. Nas regiões Sul e Sudeste, no entanto, os brancos continuavam sendo maioria em 2017 – respectivamente 75,6% e 51,2% da população.

Envelhecimento da população
A pesquisa do IBGE reforçou outra tendência que já vem sendo observada no país: a população está cada vez mais velha. Isso é expressado pelo aumento da proporção de pessoas com mais de 60 anos frente à redução da parcela de jovens.
“Essa tendência de envelhecimento da população brasileira é um movimento contínuo, longo. Ele tem a ver com a melhora das condições de saúde e da redução da taxa de fecundação”, explicou a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.
Em 2012, o grupo das pessoas de 60 anos ou mais representava 12,8% da população. Cinco anos depois, esse percentual cresceu para 14,6%. Considerando o contingente da população nesta faixa etária, o crescimento foi de 18,8%.
Já o percentual das crianças com idade entre 0 e 9 anos caiu de 14,1%, em 2012, para 12,9% em 2017. No período, o contingente de pessoas nesta faixa etária reduziu 3,6%.
G1

pretosEm um ano, o número de brasileiros que se declaram pretos subiu 6%, para 17,8 milhões, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reforça tendência observada desde 2015, quando os brancos deixaram de ser maioria no país.
No mesmo período, entre 2016 e 2017, o número de autodeclarados pardos aumentou 1%, para 96,9 milhões, enquanto o total dos que se declaram brancos teve queda de 0,6%, para 90,379 milhões.
“Essa tendência, de queda dos brancos e aumento de pretos e pardos, foi observada em todas as grandes regiões do país”, enfatizou a gerente da pesquisa Maria Lúcia Vieira.
Se comparado com os dados de 2012, início da série histórica da pesquisa, o total de autodeclarados pretos e pardos aumentou, respectivamente, 21,8% e 7,7%, enquanto o de brancos reduziu em 2,4%.
“Esse movimento tem a ver tanto com as políticas de afirmação de cor, que motivam as pessoas a se reconhecerem com determinada cor ou raça, como pode ter influência até mesmo das políticas de cotas”, apontou Maria Lúcia.
A miscigenação de raça, explica a pesquisadora do IBGE, não bastaria para justificar a mudança. “A miscigenação explicaria o aumento da população parda, não na autodeclaração da cor preta”, enfatizou.
Entre 2016 e 2016, a população brasileira aumentou 0,8%, para cerca de 207 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Diferenças geográficas
A pesquisa mostra que a maior proporção de autodeclarados pretos está no Nordeste (10,5% da população), seguida pela Sudeste (9,3%). O menor percentual está na região Sul (4,2%). No Centro-Oeste, os autodeclarados pretos correspondem a 8,2% da população, e no Norte, a 7,1%.
“O Rio de Janeiro é o segundo estado com maior percentual de autodeclarados pretos, ficando atrás somente da Bahia”, destacou a pesquisadora do IBGE.

Virada em 2015
Até 2014, a população autodeclarada branca era maioria no Brasil. Foi em 2015 que esse quadro mudou, quando a maioria dos brasileiros passou a se declarar pardo. Nas regiões Sul e Sudeste, no entanto, os brancos continuavam sendo maioria em 2017 – respectivamente 75,6% e 51,2% da população.

Envelhecimento da população
A pesquisa do IBGE reforçou outra tendência que já vem sendo observada no país: a população está cada vez mais velha. Isso é expressado pelo aumento da proporção de pessoas com mais de 60 anos frente à redução da parcela de jovens.
“Essa tendência de envelhecimento da população brasileira é um movimento contínuo, longo. Ele tem a ver com a melhora das condições de saúde e da redução da taxa de fecundação”, explicou a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.
Em 2012, o grupo das pessoas de 60 anos ou mais representava 12,8% da população. Cinco anos depois, esse percentual cresceu para 14,6%. Considerando o contingente da população nesta faixa etária, o crescimento foi de 18,8%.
Já o percentual das crianças com idade entre 0 e 9 anos caiu de 14,1%, em 2012, para 12,9% em 2017. No período, o contingente de pessoas nesta faixa etária reduziu 3,6%.
G1