Corpo do humorista Agildo Ribeiro é velado no Memorial do Carmo, no Rio

agildoO corpo do humorista Agildo Ribeiro começou a ser velado pouco antes das 10hs deste domingo (29) na capela 1 do Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. O funeral ficará aberto ao público até as 14h, quando terá início uma cerimônia restrita à família.
O ator morreu na manhã deste sábado (28), em decorrência de problemas cardíacos, no apartamento onde morava, no Leblon, Zona Sul do Rio. Ele havia tinha completado 86 anos na quinta-feira (26).

Viúvo desde 2009, quando morreu sua quinta esposa, Didi Barata Ribeiro, com quem foi casado por 35 anos, Agildo tinha apenas um filho e uma neta, que só descobriu aos 81 anos de idade.
“Mais do que um mestre, um amigo, perdi o tio Agildo. Cresci vendo ele e meu pai trabalhando juntos. Até ele descobri que tinha um filho era eu que fazia as vezes de filho dele. Toa a influência que eu tenho é dele e do meu pai”, disse o ator Lúcio Mauro Filho.

“Perdi um amigo muito querido, muito generoso. Há dois anos fiz uma imitação de um professor de mitologia para o videoshow e ele estava vendo. Depois me abraçou. Consegui fazer esse carinho para ele”, relembrou o comediante Marcius Mellhem ao chegar no velório. Ele contou ainda que Agildo o apoiou muito quando ele e Leandro Hassum começaram no Zorra Total e que foi muito gratificante gravar com ele o Tá no Ar na TV.

‘Até no último momento ele contou piada’
O motorista Aécio Estrella, que trabalhou por mais de 40 anos Agildo Ribeiro, contou que esteve com o humorista até a madrugada de sábado, horas antes dele morrer.
“Ele era muito animado, alegre. Ficamos batendo papo até 2h da manhã. Ele bebendo o uisquinho dele, na boa, muito bem. Antes de eu sair ainda contou uma piada. Quando a folguista me ligou chorando às 10h30, ele falei: ‘o Agildo morreu’”, contou o motorista.
agildo2Estrella revelou ainda que o ator andava preocupado. Na última terça-feira feira ele tinha feito os últimos exames para uma cirurgia que iria fazer no coração na quarta-feira. “Ele ia colocar um aparelho no coração. Mas era uma cirurgia simples. Mesmo assim ele estava preocupado”, acrescentou o motorista e amigo.

O apresentador Leleco Barbosa, filho de Chacrinha, lembrou que Agildo fez a melhor imitação do Velho Guerreiro.
“Vai deixar muita saudade, mas com certeza vai alegrar lá em cima. É um apena ter nos deixado agora. O humor vai sentir muito a falta dele”, disse Leleco, que conviveu bastante com o humorista na casa de seu pai.

Vida e obra
Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho nasceu no Rio em 26 de abril de 1932. O pai dele participou das revoluções de 1930 e 1932 e da intentona comunista. Agildo foi educado em colégio militar e chegou a trabalhar como telefonista.

Em seis décadas de carreira, criou vários personagens – alguns com bordões que ficaram famosos – e seu rosto se tornou um dos símbolos do humor no Brasil.
Agildo fez parcerias memoráveis com Paulo Silvino e Jô Soares. Doutor Babaluf foi um dos personagens políticos do humorista que ficou mais famoso.
Chamado de “capitão do riso”, Agildo começou como ator no rádio, mas seu reconhecimento veio com os trabalhos cômicos na televisão. “Virou hábito: eu abro a boca e todo mundo ri. Eu nasci para ser artista”, declarou o ator em uma entrevista.
Seu passaporte para a televisão foi em 1957, com o personagem João Grilo, protagonista da peça “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Também atuou na companhia do ratinho Topo Gigio, personagem de um programa infantil de sucesso na TV no início da década de 1970.

agildo3Participou da inauguração da TV Globo, onde trabalhou na adaptação para as telas do humorístico “Balança, mas não cai”, dirigido por Lúcio Mauro.
Em “Planeta dos homens” (1976), deu vida ao personagem Aquiles Arquelau, um professor de mitologia apaixonado pela atriz Bruna Lombardi e que chamava o mordomo de “múmia paralítica”. Agildo também participou da “Escolinha do Professor Raimundo” (1999) e do “Zorra Total” (1999).
Em 1982, o humorista teve seu próprio programa: “Estúdio A… Gildo”. Uma das últimas aparições do ator na televisão foi em um episódio especial de “Tá no Ar: a TV na TV”, da Rede Globo, que homenageou grandes nomes do humor.
No cinema, Agildo autou em mais de 30 filmes. “Casa da Mãe Joana” (2008) e “O homem do ano” (2003) foram os trabalhos mais recentes dele na tela grande.

Vocação
Na infância, Agildinho, como era conhecido, se inspirava na realidade para fazer graça. As imitações que ele fazia dos professores eram um sucesso entre os colegas de escola.
“Eu sou muito observador, tenho um ouvido incrível. Tenho mania de imitar os outros, e a imitação é o caminho inicial para fazer um tipo”, dizia Agildo.

Em março de 2018, o ator foi homenageado no Prêmio do Humor, evento idealizado e apresentado por Fábio Porchat.
Em 2012, Agildo Ribeiro descobriu que tinha um filho, na época, com 47 anos. Marcelo Galvão é de uma relação de Agildo em 1965. Em um encontro com o rapaz durante o programa “Fantástico”, em 2013, o ator descobriu também que era avô de uma menina.
O humorista foi casado cinco vezes. Entre as esposas, estão as atrizes Marília Pera e Consuelo Leandro. Seu último casamento foi com a atriz e bailarina Didi Barata Ribeiro. Os dois ficaram juntos por 35 anos. Didi morreu em 2009.
G1

agildoO corpo do humorista Agildo Ribeiro começou a ser velado pouco antes das 10hs deste domingo (29) na capela 1 do Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. O funeral ficará aberto ao público até as 14h, quando terá início uma cerimônia restrita à família.
O ator morreu na manhã deste sábado (28), em decorrência de problemas cardíacos, no apartamento onde morava, no Leblon, Zona Sul do Rio. Ele havia tinha completado 86 anos na quinta-feira (26).

Viúvo desde 2009, quando morreu sua quinta esposa, Didi Barata Ribeiro, com quem foi casado por 35 anos, Agildo tinha apenas um filho e uma neta, que só descobriu aos 81 anos de idade.
“Mais do que um mestre, um amigo, perdi o tio Agildo. Cresci vendo ele e meu pai trabalhando juntos. Até ele descobri que tinha um filho era eu que fazia as vezes de filho dele. Toa a influência que eu tenho é dele e do meu pai”, disse o ator Lúcio Mauro Filho.

“Perdi um amigo muito querido, muito generoso. Há dois anos fiz uma imitação de um professor de mitologia para o videoshow e ele estava vendo. Depois me abraçou. Consegui fazer esse carinho para ele”, relembrou o comediante Marcius Mellhem ao chegar no velório. Ele contou ainda que Agildo o apoiou muito quando ele e Leandro Hassum começaram no Zorra Total e que foi muito gratificante gravar com ele o Tá no Ar na TV.

‘Até no último momento ele contou piada’
O motorista Aécio Estrella, que trabalhou por mais de 40 anos Agildo Ribeiro, contou que esteve com o humorista até a madrugada de sábado, horas antes dele morrer.
“Ele era muito animado, alegre. Ficamos batendo papo até 2h da manhã. Ele bebendo o uisquinho dele, na boa, muito bem. Antes de eu sair ainda contou uma piada. Quando a folguista me ligou chorando às 10h30, ele falei: ‘o Agildo morreu’”, contou o motorista.
agildo2Estrella revelou ainda que o ator andava preocupado. Na última terça-feira feira ele tinha feito os últimos exames para uma cirurgia que iria fazer no coração na quarta-feira. “Ele ia colocar um aparelho no coração. Mas era uma cirurgia simples. Mesmo assim ele estava preocupado”, acrescentou o motorista e amigo.

O apresentador Leleco Barbosa, filho de Chacrinha, lembrou que Agildo fez a melhor imitação do Velho Guerreiro.
“Vai deixar muita saudade, mas com certeza vai alegrar lá em cima. É um apena ter nos deixado agora. O humor vai sentir muito a falta dele”, disse Leleco, que conviveu bastante com o humorista na casa de seu pai.

Vida e obra
Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho nasceu no Rio em 26 de abril de 1932. O pai dele participou das revoluções de 1930 e 1932 e da intentona comunista. Agildo foi educado em colégio militar e chegou a trabalhar como telefonista.

Em seis décadas de carreira, criou vários personagens – alguns com bordões que ficaram famosos – e seu rosto se tornou um dos símbolos do humor no Brasil.
Agildo fez parcerias memoráveis com Paulo Silvino e Jô Soares. Doutor Babaluf foi um dos personagens políticos do humorista que ficou mais famoso.
Chamado de “capitão do riso”, Agildo começou como ator no rádio, mas seu reconhecimento veio com os trabalhos cômicos na televisão. “Virou hábito: eu abro a boca e todo mundo ri. Eu nasci para ser artista”, declarou o ator em uma entrevista.
Seu passaporte para a televisão foi em 1957, com o personagem João Grilo, protagonista da peça “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Também atuou na companhia do ratinho Topo Gigio, personagem de um programa infantil de sucesso na TV no início da década de 1970.

agildo3Participou da inauguração da TV Globo, onde trabalhou na adaptação para as telas do humorístico “Balança, mas não cai”, dirigido por Lúcio Mauro.
Em “Planeta dos homens” (1976), deu vida ao personagem Aquiles Arquelau, um professor de mitologia apaixonado pela atriz Bruna Lombardi e que chamava o mordomo de “múmia paralítica”. Agildo também participou da “Escolinha do Professor Raimundo” (1999) e do “Zorra Total” (1999).
Em 1982, o humorista teve seu próprio programa: “Estúdio A… Gildo”. Uma das últimas aparições do ator na televisão foi em um episódio especial de “Tá no Ar: a TV na TV”, da Rede Globo, que homenageou grandes nomes do humor.
No cinema, Agildo autou em mais de 30 filmes. “Casa da Mãe Joana” (2008) e “O homem do ano” (2003) foram os trabalhos mais recentes dele na tela grande.

Vocação
Na infância, Agildinho, como era conhecido, se inspirava na realidade para fazer graça. As imitações que ele fazia dos professores eram um sucesso entre os colegas de escola.
“Eu sou muito observador, tenho um ouvido incrível. Tenho mania de imitar os outros, e a imitação é o caminho inicial para fazer um tipo”, dizia Agildo.

Em março de 2018, o ator foi homenageado no Prêmio do Humor, evento idealizado e apresentado por Fábio Porchat.
Em 2012, Agildo Ribeiro descobriu que tinha um filho, na época, com 47 anos. Marcelo Galvão é de uma relação de Agildo em 1965. Em um encontro com o rapaz durante o programa “Fantástico”, em 2013, o ator descobriu também que era avô de uma menina.
O humorista foi casado cinco vezes. Entre as esposas, estão as atrizes Marília Pera e Consuelo Leandro. Seu último casamento foi com a atriz e bailarina Didi Barata Ribeiro. Os dois ficaram juntos por 35 anos. Didi morreu em 2009.
G1