Marielle foi morta por submetralhadora usada no Rio apenas por forças policiais especiais, mostra reportagem da Record

marielle10A vereadora Marielle Franco (PSOL) não foi morta por balas disparadas de uma pistola, e sim por uma submetralhadora usada no Rio apenas por forças policiais especiais, informou neste domingo, 6, o programa “Domingo Espetacular”, da TV Record. Marielle foi assassinada em seu carro, assim como seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e existe a suspeita de que o crime foi ordenado por milicianos.
Segundo a reportagem, a submetralhadora HK MP5 que matou os dois é utilizada por forças de elite da polícia do Rio, e tem alta precisão. Esta arma, assim como a pistola que se acreditava ser a arma do crime, têm calibres de nove milímetros. Mas as submetralhadoras, ao contrário das pistolas, não são facilmente apreendidas com criminosos no Estado. A perícia inicial da polícia teria falhado ao não identificar corretamente em laboratório as “impressões digitais” do armamento deixadas nos projéteis deflagrados.
Outro erro, de acordo com a reportagem, foi o abandono do carro de Marielle no pátio da delegacia sem que houvesse com ele um cuidado especial, e também o fato de os corpos da vereadora e do motorista não terem passado por exame de raio x que identificasse a trajetória das balas. O exame não teria sido feito porque o Estado estaria sem um equipamento de raio x disponível. A reportagem contactou a área de segurança do Estado, mas não obteve respostas sobre as novas informações.
O caso está sendo tratado como prioritário pela Secretaria de Segurança Pública do Rio, pelo fato de o crime ser considerado político. Nenhuma informação sobre as investigações é divulgada oficialmente pela secretaria ou pelo Gabinete de Intervenção Federal, que coordena a segurança no Estado desde fevereiro.
A execução ocorreu na região do Estácio, área central da capital. Marielle foi atingida por quatro tiros no rosto. Gomes morreu porque estava na linha de tiro. Desde o início da apuração, ficou claro que os disparos foram feitos por uma pessoa que sabia manejar com destreza o armamento, já que os tiros foram dados a partir de um carro em movimento, à noite e contra um automóvel cujos vidros eram escurecidos.
A polícia não tem imagens do momento da execução, porque cinco câmeras da prefeitura voltadas para o exato ponto do crime haviam sido previamente desligadas. Esta semana, será feita uma reconstituição do crime. Marielle pautava seu mandato pela defesa de minorias e moradores de favelas, e uma das hipóteses é a de que os mandantes queriam silenciar suas ações neste sentido.
MSN

marielle10A vereadora Marielle Franco (PSOL) não foi morta por balas disparadas de uma pistola, e sim por uma submetralhadora usada no Rio apenas por forças policiais especiais, informou neste domingo, 6, o programa “Domingo Espetacular”, da TV Record. Marielle foi assassinada em seu carro, assim como seu motorista, Anderson Gomes, no dia 14 de março. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e existe a suspeita de que o crime foi ordenado por milicianos.
Segundo a reportagem, a submetralhadora HK MP5 que matou os dois é utilizada por forças de elite da polícia do Rio, e tem alta precisão. Esta arma, assim como a pistola que se acreditava ser a arma do crime, têm calibres de nove milímetros. Mas as submetralhadoras, ao contrário das pistolas, não são facilmente apreendidas com criminosos no Estado. A perícia inicial da polícia teria falhado ao não identificar corretamente em laboratório as “impressões digitais” do armamento deixadas nos projéteis deflagrados.
Outro erro, de acordo com a reportagem, foi o abandono do carro de Marielle no pátio da delegacia sem que houvesse com ele um cuidado especial, e também o fato de os corpos da vereadora e do motorista não terem passado por exame de raio x que identificasse a trajetória das balas. O exame não teria sido feito porque o Estado estaria sem um equipamento de raio x disponível. A reportagem contactou a área de segurança do Estado, mas não obteve respostas sobre as novas informações.
O caso está sendo tratado como prioritário pela Secretaria de Segurança Pública do Rio, pelo fato de o crime ser considerado político. Nenhuma informação sobre as investigações é divulgada oficialmente pela secretaria ou pelo Gabinete de Intervenção Federal, que coordena a segurança no Estado desde fevereiro.
A execução ocorreu na região do Estácio, área central da capital. Marielle foi atingida por quatro tiros no rosto. Gomes morreu porque estava na linha de tiro. Desde o início da apuração, ficou claro que os disparos foram feitos por uma pessoa que sabia manejar com destreza o armamento, já que os tiros foram dados a partir de um carro em movimento, à noite e contra um automóvel cujos vidros eram escurecidos.
A polícia não tem imagens do momento da execução, porque cinco câmeras da prefeitura voltadas para o exato ponto do crime haviam sido previamente desligadas. Esta semana, será feita uma reconstituição do crime. Marielle pautava seu mandato pela defesa de minorias e moradores de favelas, e uma das hipóteses é a de que os mandantes queriam silenciar suas ações neste sentido.
MSN