Criada por funcionários, cachorrinha mora na Assembleia Legislativa de SP há dois anos

ninaHá dois anos, Nina reside no subsolo do Palácio Nove de Julho, prédio da Assembleia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul da cidade. Ganhou cama, coleira, e potes que estão sempre cheios de água e comida. Ela é a terceira cachorrinha a fazer morada no parlamento paulista e ser acolhida pelos funcionários da Casa.
A primeira a habitar o espaço está enterrada jardim do estacionamento. No local, há uma placa com a foto da cadela e uma frase de efeito: “Eles não falam, mas seus olhos nos dizem coisas que muitas vezes gostaríamos de ouvir de alguém”.
A autora da mensagem, Victorina Thereza Frugoli, de 77 anos, é também a responsável pela manutenção e livre circulação dos animais na Alesp – que andam de elevador, acompanham as rondas policiais e já até marcaram presença em sepultamentos.
Victorina trabalhava no cerimonial da Assembleia, em 1999, quando Nega entrou pelo estacionamento do prédio e decidiu que ali passaria a viver.
“Ela morou 17 anos. Saia todos os dias, mas sempre voltava. Participava das cerimoniais, chegou até a ficar embaixo do caixão da Inezita Barroso [cantora que morreu em 2015]. A Nega usava um coletinho que mandei bordar com o telefone dos bombeiros, pois eles trabalham direto aqui, estão sempre de plantão”, explica.
nina2A adoção foi coletiva, mas Victorina é quem assume a maior parte dos cuidados com a alimentação e saúde dos animais. A aposentada segue diariamente na Alesp, mas hoje atua na Associação dos Aposentados e Pensionistas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ASPAL). Ela financia a comida de Nina, que desde a fatídica castração, deixou de comer ração e só aceita uma comidinha caseira: arroz com frango, e também leva para consultas no veterinário, quando necessário.
“Um funcionário da limpeza se ofereceu para fazer a comida dela todos os dias. Eu dou o dinheiro, ele cozinha e trás”, explica.
Antes de serem castradas, Nega e Nina deram cria. De acordo com Victorina, todos os filhotes – 18 no total; 10 de Nega, oito de Nina – foram adotados por funcionários da Assembleia.
A Casa também teve um terceiro morador. Mais arredio, Nego habitou o espaço na mesma época de Nega, mas deixou a Casa dez anos depois, sem aviso prévio.
“Morava aqui também, tinha uma casinha atrás da guarita dos PMs. Ficou dez anos. Ninguém nunca conseguiu colocar a mão nele. Um dia, sumiu. Procuramos muito, mas não o encontramos mais”, lamenta.
G1

ninaHá dois anos, Nina reside no subsolo do Palácio Nove de Julho, prédio da Assembleia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul da cidade. Ganhou cama, coleira, e potes que estão sempre cheios de água e comida. Ela é a terceira cachorrinha a fazer morada no parlamento paulista e ser acolhida pelos funcionários da Casa.
A primeira a habitar o espaço está enterrada jardim do estacionamento. No local, há uma placa com a foto da cadela e uma frase de efeito: “Eles não falam, mas seus olhos nos dizem coisas que muitas vezes gostaríamos de ouvir de alguém”.
A autora da mensagem, Victorina Thereza Frugoli, de 77 anos, é também a responsável pela manutenção e livre circulação dos animais na Alesp – que andam de elevador, acompanham as rondas policiais e já até marcaram presença em sepultamentos.
Victorina trabalhava no cerimonial da Assembleia, em 1999, quando Nega entrou pelo estacionamento do prédio e decidiu que ali passaria a viver.
“Ela morou 17 anos. Saia todos os dias, mas sempre voltava. Participava das cerimoniais, chegou até a ficar embaixo do caixão da Inezita Barroso [cantora que morreu em 2015]. A Nega usava um coletinho que mandei bordar com o telefone dos bombeiros, pois eles trabalham direto aqui, estão sempre de plantão”, explica.
nina2A adoção foi coletiva, mas Victorina é quem assume a maior parte dos cuidados com a alimentação e saúde dos animais. A aposentada segue diariamente na Alesp, mas hoje atua na Associação dos Aposentados e Pensionistas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ASPAL). Ela financia a comida de Nina, que desde a fatídica castração, deixou de comer ração e só aceita uma comidinha caseira: arroz com frango, e também leva para consultas no veterinário, quando necessário.
“Um funcionário da limpeza se ofereceu para fazer a comida dela todos os dias. Eu dou o dinheiro, ele cozinha e trás”, explica.
Antes de serem castradas, Nega e Nina deram cria. De acordo com Victorina, todos os filhotes – 18 no total; 10 de Nega, oito de Nina – foram adotados por funcionários da Assembleia.
A Casa também teve um terceiro morador. Mais arredio, Nego habitou o espaço na mesma época de Nega, mas deixou a Casa dez anos depois, sem aviso prévio.
“Morava aqui também, tinha uma casinha atrás da guarita dos PMs. Ficou dez anos. Ninguém nunca conseguiu colocar a mão nele. Um dia, sumiu. Procuramos muito, mas não o encontramos mais”, lamenta.
G1