Presidente da FIEP questiona Geraldo Alckmin sobre Reforma Tributária e Cobrança do ICMS

questionaO presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP, Francisco de Assis Benevides Gadelha foi escolhido pela Confederação Nacional da Indústria para participar da sabatina com os candidatos à presidência da República, durante o ENAI 2018.
A programação desta quarta-feira, 04/07 foi aberta pelo pré-candidatos pelo PSDB, Geraldo Alckmin, que apresentou entre outras propostas a redução do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica, e defendeu um Acordo Comercial que valorize os produtos nacionais.
Durante a participação no ENAI, Geraldo Alckmin respondeu perguntas de empresários e representantes do segmento industrial. Na ocasião, Francisco Gadelha lembrou que o Brasil é o 15º país, com maior carga tributária, e possui um dos mais complexos sistemas tributário.
“ O Brasil consome quase 2 mil horas para pagamento de impostos. Em caso bastante peculiar, possui 8 tributos que incidem sobre a circulação de bens e serviços, gerando enorme burocracia, perda de competitividade às empresas e sérias distorções fiscais entre os estados. Destaco ainda a ultrapassada tributação mista entre origem e destino e o uso excessivo da substituição tributária”, ressaltou o presidente da FIEP.
Francisco Gadelha falou que a criação do IVA, imposto sobre valor agregado, com tributação no estado de destino, reduzirá disputa judiciais em 80%, diminuirá a sonegação fiscal estimada em 460 bilhões por ano e não prejudicará a arrecadação dos Estados, em virtude de sua implantação gradativa e compensada.
questiona2Dito isso, pergunto ao candidato Geraldo Alckmin, “Não é chegado o momento do Brasil modernizar-se, criando de uma vez por todas um imposto unificado para a circulação de bens e serviços com cobrança no estado de destino? Qual a sua proposta para essa questão essencial?
“Agradeço ao Francisco Gadelha e digo que a simplificação tributária, a Reforma Tributária é uma das principais, há um estudo do professor Bernardo Appy, que mostra que uma boa simplificação tributária pode no prazo de cerca de 10 anos, ter um ganho de quase 1% do PIB brasileiro. Não é fácil porque o Brasil é um país federativo, então a federação é sempre mais complexa, mas com boa capacidade de negociação, é possível sim fazer a simplificação e implantar o IVA. E isso vai fazer justiça com a Indústria, porque ela é a mais tributada, tem quase 11% do PIB, e paga quase 30% de Imposto, é supertributada. Então o IVA, dilui mais na cadeia, e beneficia novamente a indústria, porque diminui ou elimina o acúmulo de crédito na exportação, e com isso teremos um impulso nas exportações brasileiras, disse Alckmin.
O pré candidato apresentou sugestões para mudar a Cobrança do Imposto na Origem e Destino. “No governo anterior havia um estudo de reforma só do ICMS, quando você sai da Origem para o destino que é o mais adequado porque é um imposto de Consumo, alguém perde e alguém ganha, quem ganha fica feliz, e quem perde como faz? A minha proposta é que seja feita uma escadinha, onde ano a ano faria essa mudança da origem para o destino, e o dinheiro da repatriação que tava lá fora, o dinheiro do Imposto seria redistribuído pelo FPM para os municípios, e pelo FPE para os Estados, mas a multa do dinheiro da repatriação lá de fora ficaria para um Fundo de Compensação para as perdas da simplificação tributária, para quem perde da Origem para o destino. O que acontece é que vivemos um imediatismo impressionante, o Brasil precisa recuperar planejamento e fazer coisas de curto, médio e longo prazo, mas o imediatismo passou a mão no dinheiro da multa também e distribuiu tudo e ficou sem o fundo de compensação. Qual o caminho que eu vejo, nós podemos dar um passo melhor, não só o ICMS, mas juntar os cinco no IVA, a ideia não e tirar de um para dar ao outro, mas ter ganho de eficiência na economia, e poder avançar. Não tenha a menor dúvida, imposto de consumo tem que estar na ponta, o IVA vai trazer grandes benefícios, e deve buscar uma neutralidade do ponto de vista federativo, a ideia é graduar, fazer ano a ano para não criar grandes desequilíbrios , e trazer os benefícios elencados pelo Francisco Gadelha, inclusive eu até acho que com uma carga tributária menor, não haverá perda de arrecadação, porque o sistema atual estimula muito a judicialização, e fica uma fortuna muito grande nos tribunais causando uma grande insegurança jurídica para as empresas” ressaltou.
Dentro da programação desta quarta-feira, serão sabatinados também os pré-candidatos: Marina Silva, Jair Bolsonaro, Henrique Meirelles, Ciro Gomes e Álvaro Dias. Cada um terá 25 minutos para expor seus planos de governo à plateia. Em seguida, haverá sessão de 21 minutos para perguntas – que serão elaboradas com base nos documentos das Propostas da Indústria para as Eleições 2018 –, dos quais 15 minutos estão reservados para o pré-candidato (a) formular as suas respostas. Duas perguntas serão feitas por empresários e uma escolhida pelo público presente, a partir de três opções apresentadas pela CNI. Na sequência, cada pré-candidato(a) terá cinco minutos para suas considerações finais. Estão reservados ainda 20 minutos para coletiva de imprensa, em um espaço contíguo ao salão principal do evento.

questionaO presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP, Francisco de Assis Benevides Gadelha foi escolhido pela Confederação Nacional da Indústria para participar da sabatina com os candidatos à presidência da República, durante o ENAI 2018.
A programação desta quarta-feira, 04/07 foi aberta pelo pré-candidatos pelo PSDB, Geraldo Alckmin, que apresentou entre outras propostas a redução do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica, e defendeu um Acordo Comercial que valorize os produtos nacionais.
Durante a participação no ENAI, Geraldo Alckmin respondeu perguntas de empresários e representantes do segmento industrial. Na ocasião, Francisco Gadelha lembrou que o Brasil é o 15º país, com maior carga tributária, e possui um dos mais complexos sistemas tributário.
“ O Brasil consome quase 2 mil horas para pagamento de impostos. Em caso bastante peculiar, possui 8 tributos que incidem sobre a circulação de bens e serviços, gerando enorme burocracia, perda de competitividade às empresas e sérias distorções fiscais entre os estados. Destaco ainda a ultrapassada tributação mista entre origem e destino e o uso excessivo da substituição tributária”, ressaltou o presidente da FIEP.
Francisco Gadelha falou que a criação do IVA, imposto sobre valor agregado, com tributação no estado de destino, reduzirá disputa judiciais em 80%, diminuirá a sonegação fiscal estimada em 460 bilhões por ano e não prejudicará a arrecadação dos Estados, em virtude de sua implantação gradativa e compensada.
questiona2Dito isso, pergunto ao candidato Geraldo Alckmin, “Não é chegado o momento do Brasil modernizar-se, criando de uma vez por todas um imposto unificado para a circulação de bens e serviços com cobrança no estado de destino? Qual a sua proposta para essa questão essencial?
“Agradeço ao Francisco Gadelha e digo que a simplificação tributária, a Reforma Tributária é uma das principais, há um estudo do professor Bernardo Appy, que mostra que uma boa simplificação tributária pode no prazo de cerca de 10 anos, ter um ganho de quase 1% do PIB brasileiro. Não é fácil porque o Brasil é um país federativo, então a federação é sempre mais complexa, mas com boa capacidade de negociação, é possível sim fazer a simplificação e implantar o IVA. E isso vai fazer justiça com a Indústria, porque ela é a mais tributada, tem quase 11% do PIB, e paga quase 30% de Imposto, é supertributada. Então o IVA, dilui mais na cadeia, e beneficia novamente a indústria, porque diminui ou elimina o acúmulo de crédito na exportação, e com isso teremos um impulso nas exportações brasileiras, disse Alckmin.
O pré candidato apresentou sugestões para mudar a Cobrança do Imposto na Origem e Destino. “No governo anterior havia um estudo de reforma só do ICMS, quando você sai da Origem para o destino que é o mais adequado porque é um imposto de Consumo, alguém perde e alguém ganha, quem ganha fica feliz, e quem perde como faz? A minha proposta é que seja feita uma escadinha, onde ano a ano faria essa mudança da origem para o destino, e o dinheiro da repatriação que tava lá fora, o dinheiro do Imposto seria redistribuído pelo FPM para os municípios, e pelo FPE para os Estados, mas a multa do dinheiro da repatriação lá de fora ficaria para um Fundo de Compensação para as perdas da simplificação tributária, para quem perde da Origem para o destino. O que acontece é que vivemos um imediatismo impressionante, o Brasil precisa recuperar planejamento e fazer coisas de curto, médio e longo prazo, mas o imediatismo passou a mão no dinheiro da multa também e distribuiu tudo e ficou sem o fundo de compensação. Qual o caminho que eu vejo, nós podemos dar um passo melhor, não só o ICMS, mas juntar os cinco no IVA, a ideia não e tirar de um para dar ao outro, mas ter ganho de eficiência na economia, e poder avançar. Não tenha a menor dúvida, imposto de consumo tem que estar na ponta, o IVA vai trazer grandes benefícios, e deve buscar uma neutralidade do ponto de vista federativo, a ideia é graduar, fazer ano a ano para não criar grandes desequilíbrios , e trazer os benefícios elencados pelo Francisco Gadelha, inclusive eu até acho que com uma carga tributária menor, não haverá perda de arrecadação, porque o sistema atual estimula muito a judicialização, e fica uma fortuna muito grande nos tribunais causando uma grande insegurança jurídica para as empresas” ressaltou.
Dentro da programação desta quarta-feira, serão sabatinados também os pré-candidatos: Marina Silva, Jair Bolsonaro, Henrique Meirelles, Ciro Gomes e Álvaro Dias. Cada um terá 25 minutos para expor seus planos de governo à plateia. Em seguida, haverá sessão de 21 minutos para perguntas – que serão elaboradas com base nos documentos das Propostas da Indústria para as Eleições 2018 –, dos quais 15 minutos estão reservados para o pré-candidato (a) formular as suas respostas. Duas perguntas serão feitas por empresários e uma escolhida pelo público presente, a partir de três opções apresentadas pela CNI. Na sequência, cada pré-candidato(a) terá cinco minutos para suas considerações finais. Estão reservados ainda 20 minutos para coletiva de imprensa, em um espaço contíguo ao salão principal do evento.