Suprema Corte indiana autoriza entrada de mulheres de todas as idades em grande templo hindu

Em mais uma decisão histórica, a Suprema Corte da Índia revogou nesta sexta-feira (28) a proibição da entrada de mulheres em idade fértil no grande tempo de Ayyappa, considerado um dos maiores centros de peregrinações hindus do mundo. A questão passou por 20 anos de batalha judicial.
Antes dessa decisão, mulheres de 10 a 50 anos, período em que podem menstruar, não podiam ingressar no templo em Sabarimala, no estado de Kerala, no sul do país, por serem consideradas impuras.
“Proibir as mulheres viola o direito de uma mulher de praticar o culto e a religião”, declarou o presidente do tribunal, Dipak Misra.
O templo de teto dourado, que teria mais de 800 anos, é considerado o lar espiritual de Ayyappa, um deus hindu do crescimento. Localizado no topo de uma montanha, recebe milhões de peregrinos hindus anualmente.
Em 2016, centenas de mulheres conseguiram que fosse derrubada uma proibição similar no templo Shani Shingnapur em Maharashtra, no centro do país. Nesse mesmo ano, um tribunal havia autorizado às mulheres o acesso ao santuário do mausoléu e à mesquita Haji Ali Dargah, em Mumbai, de acordo com a France Presse.

Decisões progressistas
O fim da proibição foi aprovado por 4 dos 5 integrantes da Suprema Corte da Índia, que nas últimas semanas tomou decisões progressistas, desafiando a conservadora sociedade indiana.
A Corte aprovou a descriminalização do adultério e da homossexualidade, além de ter reconhecido a legalidade da base de dados biométricos Aadhaar, a maior do mundo.
G1

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