Vitória da resistência: Dirigentes do Stiupb lutaram e hoje comemoram o fim da MP do Saneamento

Dirigentes do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb), junto com outras tantas entidades que representam o setor de saneamento, lutaram muitos e hoje comemoram bastante o fato da Medida Provisória 844 – a MP da Sede e da Conta Alta, não ter sido colocada em pauta em Sessão Plenária da Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira, 13, enterrando esta medida que previa a privatização do saneamento no Brasil.

Conforme informou o presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, que está em Brasília, com o diretor Guilherme Mateus, a MP perderá efeito no próximo dia 19. Com isso, o setor de saneamento vê afastada a ameaça de desestruturação do setor de saneamento que se baseia na economia de escala e no subsídio cruzado. que contempla cidades menores que não possuem companhias de água e de esgoto.

Para Wilton Maia, esse dia 13 é um dia daqueles que fica registrado na história: “tivemos uma grande vitória, fruto da militância e da perseverança das entidades e movimentos sociais que atuam no setor. Gostaria de cumprimentar os valorosos companheiros aqui em Brasília, que se dedicaram a essa importante trincheira de luta”.

O sindicalista disse que essa mobilização mostrou que o movimento sindical continua vivo e forte, em que pese as investidas de setores que querem desestabilizar esse importante segmento da sociedade

“Água é vida não é mercadoria.Saneamento é saúde. Saneamento é direito humano e não pode ser tratada como uma mercadoria. O recado foi dado. Estamos unidos e de olhos nas outras mudanças que pretendem ser impostas contra os trabalhadores e à sociedade como um todo”, afirmou Wilton Maia.

A pressão do conjunto da classe trabalhadora junto aos parlamentares foi determinante para que a MP do Saneamento não tenha sido colocada em votação na Casa e, como não há mais sessões deliberativas antes do dia 19/11 quando a MP perde sua validade, a medida perde sua validade e assim, deixa de existir.

Foi uma importante vitória da classe trabalhadora e de todos que defendem a água e o saneamento como direitos e não como mercadorias, que não mediram esforços na pressão e no convencimento dos parlamentares contra as consequências nefastas da MP.

Para Roberto Tavares, presidente da Aesbe, essa derrota do Governo não deve ser comemorada. Mas enxergada como um exemplo para o próximo Governo de como não deve ser feito. “O Governo Federal não pode fazer uma mudança dessa magnitude, num setor tão importante para o país, sem construir um acordo com todos os envolvidos: Estados, Municípios, Sociedade Civil e Setor Privado. A solução precisa ser construída em conjunto e não imposta como tentou fazer”, afirmou Tavares.

A AESBE acredita que, com o resultado de hoje (dia 13), o novo governo faça diferente do atual e escute quem vive o dia a dia do Saneamento no Brasil.

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