Menores confessam crime de morte no distrito de Galante, em Campina Grande

A delegada Nercília Dantas, de Crimes Contra Pessoa, ouviu o depoimento de dois adolescentes que são acusados do homicídio de um homem no Distrito Galante, em Campina Grande.

O assassinato ocorreu na noite da sexta-feira (16/11).
Os infratores têm 16 e 15 anos de idade.

Após denúncias, eles foram apreendidos pela polícia rodoviária federal dentro de um ônibus no sábado (17) por volta das 09h00, na BR230, quando tinham deixado o distrito.

A dupla já se encontra recolhida no Lar do Garoto, em Lagoa Seca.
Segundo a delegada, em contato com o www.renatodiniz.com, os adolescentes confessaram o homicídio de José Matias da Silva, de 36 anos, morto com golpes de faca.

Um dos acusados o segurou e o outro o esfaqueou.

Na noite do crime Matias estava bebendo na casa do tio de um dos adolescentes (o de 16 anos).
Consta, no depoimento dele, que a vítima agarrou a mulher do tio, tentou beijá-la e depois saiu da residência.

A delegada acrescenta que o menor afirmou que José Matias foi flagrado maltratando uma burra do tio e o adolescente chamou o dono do animal para tomar providências.
Quando o proprietário chegou teria dado uma paulada, porém o adolescente se aproximou e aplicou golpes de faca no pescoço e coração.

“O adolescente é réu confesso, mas antes mesmo dele confessar o crime nós já o tínhamos identificado como o autor tendo como base testemunhas oculares”, concluiu a Nercília.

VÍTIMA FOI ATRAÍDA PARA A MORTE, DIZ FAMÍLIA

Em entrevistas concedidas a Patrulha da Cidade/TV Borborema nesta quarta-feira (21), familiares de José Matias disseram que ele foi atraído para a morte.

Sobre as denúncias de maus tratos a um animal ou de tentar agarrar a mulher do tio de um dos acusados, eles não acreditam nesta versão e esperam que outras pessoas sejam presas.

“Ele bebia, mas não seria incapaz de maltratar um animal ou ferir pessoas”.
Matias foi esfaqueado ainda próximo de onde bebia e para se salvar correu ferido sangrando bastante.

Ele percorreu cerca de 300 metros desde o local onde golpeado, até onde caiu agonizando.
Renato Diniz

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