Ministro diz que ‘complô’ atrapalha investigação da morte de Marielle Franco

O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (22) que um “complô” tem impedido que “se venha à tona os mandantes e os executores” do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ). O crime ocorreu em 14 de março. Até hoje, ninguém foi preso.
A declaração foi dada em Brasília, durante entrevista coletiva sobre a operação “Luz na infância”, que apura crimes relacionados a divulgação de pornografia infantil.
“Não tenho dúvida de que, se nós não conseguirmos desbaratar esse complô que impede que se venha à tona dos mandantes e dos executores, vai ficar muito difícil”, disse Jungmann.
“Sem sombra de dúvida, existem interesses que envolvem agentes públicos, milícias, políticos, que não querem e impedem que se chegue aos mandantes, sobretudo, poderosos mandantes, e também aos executores, aqueles que realizaram aquele bárbaro crime”, prosseguiu o ministro.

ENTREVISTA COM GENERAL NUNES
Jungmann fez a declaração depois questionado sobre o fato de o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, ter dito à GloboNews que milicianos estão envolvidos “com toda certeza” com o mando ou a execução do assassinato de Marielle.
“Não é um crime de ódio, falei isso logo na primeira entrevista que dei, em março, sobre isso. É um crime que tem a ver com a atuação política, em contrariedade de alguns interesses. E a milícia, com toda certeza, se não estava no mando do crime em si, está na execução”, disse Nunes, na quarta-feira (21).
G1

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